Presidente
ainda falou sobre fraude do INSS, escala 6x1 e privatização
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| Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL |
Com
relação ao PL da Dosimetria, projeto que prevê a redução de penas para
envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, o
presidente deixou claro que vetará o projeto. Nesta quarta-feira, o PL da
dosimetria foi aprovado pelo Senado com 48 votos favoráveis e 25 contrários e,
agora, segue para sanção presidencial.
"Ao
chegar na minha mesa, eu vetarei, porque primeiro vamos terminar esse processo.
Nós ainda não descobrimos os financiadores e eu acho que nós precisamos levar
muito a sério o que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023 e tem gente que quer
que a gente esqueça, mas a gente não pode esquecer porque essa democracia
esquecer da importância que ela tem para uma nação a gente termina perdendo
jogo."
Lula
respondeu perguntas sobre a fraude do INSS e defendeu que todos os envolvidos
no esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas sejam
investigados, inclusive seus familiares. O nome do filho do presidente, Fábio
Luís Lula da Silva, foi citado em depoimento de testemunha ligada ao empresário
Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
"É
importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as
pessoas que estão envolvidas. Todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver
filho meu metido nisso, ele será investigado.
O
presidente também falou sobre a tentativa de acordo entre Mercosul e União
Europeia, comentou a escalada de tensões entre Venezuela e Estados Unidos e
afirmou que é possível negociar sem guerra. Lula disse ainda que deve conversar
com o presidente Donald Trump antes do Natal para saber de que forma o Brasil
pode contribuir para que haja acordo e não guerra.
Questionado
sobre a crise dos Correios, que vem enfrentando dificuldades financeiras e que
teve um novo presidente nomeado em setembro, Lula declarou que o país não pode
ter empresa pública dando prejuízo, mas a privatização está fora de cogitação.
"Nós
vamos tomar as medidas que tiver que tomar, mudar todos os cargos que tiver que
mudar e a pessoa que está lá vai indicar as pessoas que tiverem competência
para girar os Correios. Então tudo isso está num bolo de discussão que nós
estamos fazendo para entregar os Correios sarado, totalmente de pé. Enquanto eu
estiver na presidência, a palavra privatização dessas empresas não vai existir.
Pode existir parceria, pode transformar a empresa em economia mista, mas
privatização não vai ter".
Sobre
a redução da jornada de trabalho, o presidente disse que o Brasil e a economia
estão preparados para o fim da jornada 6 por 1.
"Já
pedi para os dirigentes sindicais: vão para a porta da fábrica, faça a proposta
e traga para mim a proposta, porque quando eu tiver a proposta, eu mandarei
para o Congresso Nacional.
Eu
acho que o comércio está preparado, a indústria está preparada e os avanços
tecnológicos permitem que a gente faça a redução da jornada de trabalho."
Lula
também comentou sobre as eleições do ano que vem, e disse que 18 ministros
devem deixar suas pastas para concorrer a cargos nas próximas eleições, e que
ainda deve conversar com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o Ministro da
Fazenda, Fernando Haddad, sobre as intenções deles com relação a possíveis
candidaturas.
Por:
Sarah Quines/Repórter Da Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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