sexta-feira, 1 de maio de 2026

POLÍCIA MILITAR LANÇA OPERAÇÃO “FIM DE LINHA” COM AÇÕES REFORÇADAS EM BRASIL NOVO

Foto: Divulgação/Redes Sociais
O Governo do Pará, por meio da Polícia Militar, deu início nesta quarta-feira, dia 29, a mais uma edição da Operação “Fim de Linha”, com atuação em todo o estado. A ação mobiliza cerca de 1.800 agentes, além do efetivo ordinário, com o objetivo de intensificar o combate à criminalidade.

Em Belém, a concentração das equipes ocorreu em frente ao Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A operação terá duração de dois dias ininterruptos e contará com o envolvimento das 15 regionais de policiamento, que atuarão de forma integrada.

As ações incluem saturações, incursões, bloqueios policiais e fiscalização com tolerância zero.

No município de Brasil Novo, o comandante da Polícia Militar, subtenente Leosmano, destacou a importância da operação e falou sobre o objetivo das ações:

Subtenente Leosmano Foto: Redes Sociais

“Olá, boa tarde. Por aqui, subtenente Léo Germano, comandante da Polícia Militar aqui no município de Brasil Novo. É uma satisfação poder informar à população, uma satisfação também fazer uma pequena participação aqui na Rádio Popular e informar à população de Brasil Novo que a Polícia Militar está iniciando mais uma operação Fim de Linha, né? Essa operação Fim de Linha, ela tem por objetivo fiscalizar bares, fiscalizar casas de festa, fiscalizar pessoas transeuntes no município, né? O objetivo de fiscalização das pessoas é encontrar foragida da justiça, veículo com restrição de furto e roubo. Então, essa operação Fim de Linha, ela justamente vem pra aumentar a sensação de segurança nos municípios do estado do Pará. Então, a Polícia Militar aqui também de Brasil Novo vai estar realizando essa operação, né? Então, as viaturas vão estar na rua, efetivo na rua. O objetivo é manter a paz, o sossego e a tranquilidade aqui no município, tá bom? Então, a Polícia Militar aqui de Brasil Novo está sempre à disposição e o nosso telefone para contato a todos, acredito que todos saibam, é o 99171-9775. Esse é o nosso telefone emergência, precisou, foi contato com a gente que a gente vai atender da melhor maneira possível, tá bom? Meu muito obrigado a todos e a Polícia Militar está sempre à disposição do cidadão de bem, servindo e protegendo. Boa tarde.”

A Polícia Militar também reforça que a população pode colaborar com denúncias e informações, contribuindo diretamente para a manutenção da segurança pública.

A operação segue em andamento em todo o estado.

NOVO DESENROLA TERÁ SAQUE NO FGTS E PROIBIÇÃO DE APOSTAS ONLINE

Programa vai ser lançado na próxima segunda-feira, dia 4

© MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO
Juros máximos de 1,99% e descontos de até 90%. Essas serão as regras do Novo Desenrola, que será lançado na segunda-feira (4). O programa de renegociação de dívidas vai permitir, ainda, o saque de até 20% do FGTS. Anúncio feito pelo presidente Lula em pronunciamento nessa quinta-feira em homenagem ao Dia do Trabalhador. Mesmo com as condições favoráveis, Lula deu o recado: nada de jogo e apostas online por um ano para quem aderir ao programa.

“O que não pode, é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet. Por isso, quem aderir ao novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas plataformas de apostas online. Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo do marido”.

No pronunciamento, Lula falou, ainda do fim da escala 6x1, que está em tramitação na Câmara. Lembrou que todos os direitos dos trabalhadores vieram a partir de muita luta e que, com o fim da escala 6x1 sem redução de salário, não será diferente.

“A elite brasileira sempre foi contra melhoria para o trabalhador. O salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário... a turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas iria quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores. Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil”.

A PEC 6x1 está na Comissão Especial em fase de discussão. Para isso, são necessárias, até 40 sessões de Plenário. Como o assunto é prioridade e a ideia é concluir a votação na Casa até o próximo dia 30, o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessões deliberativas todos os dias da semana que vem. A pauta, no entanto, ainda será decidida em reunião de líderes.

Por: Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

TRABALHADORES E EMPREGADOS RELATAM OS BENEFÍCIOS DO FIM DA ESCALA 6X1

Empresas que testaram a escala 5x2 já veem aumento de produtividade.

© VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
O fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso está na boca do povo.

Trabalhar domingo é dobrado, não sei o quê... isso é legal. O lado ruim é justamente o social, que às vezes a gente não consegue participar de um aniversário, ou de não conseguir fazer uma consulta. Eu raramente também fazia uma consulta”.

“Eu acho que o trabalhador merece um pouquinho mais de qualidade de vida. Ele já passa muito tempo da vida dele ali no ambiente de trabalho”.

“Realmente é legal. É muito mais convidativo ficar em casa sábado e domingo. Mas ninguém fala de onde vai encaixar economicamente a falta desse dia trabalhado. Então, dado ao cenário do Brasil, eu não sou a favor, não”.

“Eu trabalhava 44 horas semanais durante o tempo que fui CLT e eu via como era desgastante, né? Imagina viver na escala 6x1. A pessoa não tem possibilidade nenhuma de aproveitar a vida”.

“Não é nem questão de salário em si, é mais pela questão de qualidade de vida mesmo, descanso mental. Agora, a questão de salário em si, foi legal deles colocarem em pauta também de não abaixar, né? Aumentar, deixar na mesma medida também. Eu sou garçom, amigo. Então é 6x1 ou, dependendo, é 7x0”.

Fora o debate nas ruas, entidades representativas se posicionaram contra. A Confederação Nacional da Indústria calcula perda de R$ 76 bilhões. A Confederação do Comércio disse que os preços podem subir 13% com a mudança da jornada.

Mas algumas empresas resolveram testar a escala 5x2, como a rede de supermercados Pague Menos, no interior de São Paulo. A rede começou um projeto piloto em janeiro deste ano, que está em oito lojas no momento, mas pretende alcançar 16 unidades no primeiro semestre, o que representa 3.200 funcionários. São 44 horas semanais em cinco dias de trabalho, ajuste que precisou de muito diálogo com os trabalhadores e a revisão de processos e escalas, já que tem menos gente nas lojas durante o dia, como explica o diretor de gente e gestão da Pague Menos, Fernando Carneiro.

“E para o próprio colaborador, ele saiu de uma jornada diária de 7 horas e 20 minutos na escala 6x1 para uma jornada diária de 8 horas e 48 minutos. Então, evidentemente que nós tivemos que ouvir os colaboradores, ajustar as escalas, né? Para que a vida pessoal dele, embora toda a questão positiva de ter mais folgas não fosse prejudicada pelo aumento da jornada diária.

A avaliação dos resultados é gradual porque o tempo de amostragem ainda é pouco, mas está mais fácil atrair candidatos.

“Quando a gente divulga uma vaga, há um aumento considerável do número de candidatos interessados pelas vagas, o que nos faz preencher mais rapidamente as posições que nós temos em aberto. Tivemos uma ligeira queda do índice de absenteísmo, que é muito importante, porque as pessoas passam a ter mais dias de folga na semana para cuidar das questões pessoais ou da saúde. O turn over, neste primeiro instante, se manteve estável.

O doutor em economia Marcelo Manzano, diretor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, diz que o Brasil é capaz de absorver a redução da jornada. A adaptação vai depender de cada setor e cada empresa. Para ele, o funcionário descansado deve levar ao aumento da produtividade.

“Se a pessoa trabalha menos horas na semana, ela tende a, quando estiver trabalhando, a ter um desempenho melhor. Inclusive esta é uma das razões que, indiretamente, afeta também o aumento da produtividade. Não é possível dizer qual é o impacto em termos financeiros do que isso significa, mas não resta dúvida de que esse benefício haverá. E esse benefício, em última instância, retorna para o próprio bom desempenho da empresa”.

O professor ainda disse não acreditar que a escala com um dia a mais de descanso vá provocar um aumento da informalidade. Pelo contrário: onde houve a redução da jornada, o mercado é mais formalizado.

Por: Gabriel Brum - Com produção de Daniel Lima/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

EMPREGADAS DOMÉSTICAS AINDA SOFREM COM BAIXOS SALÁRIOS

Mesmo com a PEC das Domésticas, profissionais são pouco valorizadas.

© FREEPIK
O Brasil tem quase seis milhões de pessoas ocupadas no trabalho doméstico, de acordo com o IBGE. Desse total, cinco milhões e meio são mulheres. Uma função fundamental para a sociedade, mas que ainda precisa de modernização e valorização. Essa é a avaliação da professora do departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina, Gláucia Fraccaro.

“Tem algumas trabalhadoras domésticas que falam ‘para trabalhadora doméstica, o salário mínimo é quase o máximo’. É como se fosse o máximo que um patrão poderia pagar por aquele serviço. Para qualquer outra categoria, o salário mínimo é o ponto de partida da negociação para as relações de trabalho. Ainda há muito o que fazer para caminhar por uma boa e satisfatória valorização do trabalho doméstico na sociedade”.

A valorização passa também, pela questão financeira: de acordo com o Ministério do Trabalho, a média salarial de trabalhos residenciais com carteira assinada é de R$ 1.952. Em uma rede social, o perfil “Eu empregada doméstica” reúne relatos sobre a condição de trabalho das domésticas no Brasil. A criadora é a rapper, historiadora e apresentadora Preta Rara, que já atuou no ramo. Ela lembra o primeiro caso de transmissão de covid-19, no Brasil, em 2020: quando a doméstica Cleonice Gonçalves contraiu o vírus da patroa, que se infectou na Itália.

Para Preta Rara, esses relatos refletem heranças escravocratas.

“Ainda hoje a gente recebe diversos relatos de trabalhadoras não podendo usar o elevador social, se alimentar da própria comida que elas fazem. As famílias sempre falam ‘você é tratada como se fosse da família’. Que família é essa, onde você não pode utilizar o mesmo banheiro, os mesmos talheres. A gente não quer ser da família. A gente quer ser respeitada enquanto uma profissional da limpeza na casa da pessoa. A PEC das Domésticas é uma PEC super interessante, mas como o trabalho doméstico é dentro da casa das pessoas, não existe uma fiscalização”.

E é por isso que muitas profissionais da categoria querem encerrar o ciclo e ser a última geração da família nessa função. É o caso de Janaína Souza, que é doméstica e hoje preside o Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo. Ela conta que a falta de reconhecimento levou a filha a escolher outra profissão.

“A continua tão desvalorizada. A gente está aí há 13 anos da PEC que garantiu direitos, aí depois veio a lei complementar 150. Só que. pra gente ter uma mudança, tá tão devagar que às vezes as pessoas não conseguem enxergar o avanço. Então eu acredito que, por não ter esse reconhecimento a partir do registro em carteira, que é importante, essas trabalhadoras tentam fazer o possível para que a sua filha vá por outro caminho. Não vá por aquilo que a mãe, a avó já passou”.

A historiadora da UFSC, Gláucia Fraccaro, destaca ainda que outro problema é a falta de modernização nas regras da atividade, que ela considera fundamental para o funcionamento da sociedade.

“O trabalho doméstico é importante para a educação, para as fábricas, para o serviço público.

Enfim, todas essas tarefas que são feitas no cuidado da casa e da família, elas subsidiam e apoiam e são fundamentais para que outras atividades sejam desenvolvidas. Mas também é bem verdade que a gente ainda encontra práticas de escravização ilegal no trabalho doméstico que só recentemente passaram a ser combatidas pelo poder público”.

Entre os avanços, a especialista cita a chamada "PEC das domésticas", que equiparou os direitos da categoria aos dos demais trabalhadores. Mas a medida ainda não alcança todas. A escritora Verônica Oliveira, que também já foi faxineira, diz que a PEC não impacta a realidade das que trabalham por diárias.

“Para mim, pessoalmente, a PEC não faz muita diferença porque eu não trabalhava fixo pra ninguém. Mas uma coisa que eu reparava, por exemplo, é que muitas casas onde eu ia tinha outra pessoa que complementava a semana pra que não gerasse o vínculo trabalhista. Dessa forma, continuou que não tinha o avanço na formalização do trabalho. Então, ficou meio que elas por elas”.

De acordo com o Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, quase 47% das domésticas não têm carteira assinada no Brasil. Atualmente, o legislativo brasileiro debate outro ponto importante: as propostas que acabam com a escala de trabalho 6 por 1.

Segundo o advogado trabalhista Felipe Mazza, se aprovada, a mudança deve impactar as domésticas com carteira assinada, as mensalistas. Para as diaristas, nada muda.

“A lei complementar número 150 estabelece carga horária máxima de 44 horas por semana e oito horas diária, assim como os trabalhadores urbanos. Com o fim da escala 6x1, o que ia acontecer é a redução da escala máxima de 44 horas para 40 horas e a distribuição dessas 40 horas dentro de no máximo cinco dias por semana. Já em relação às diaristas, por ser um trabalho autônomo, a previsão da escala 6x1 não vai afetar esse tipo de prestação de serviço”.

O Dieese aponta que mais de 53% das domésticas já atuam como mensalistas, com direitos como férias, décimo terceiro, FGTS e afastamento por motivo de saúde.

Por: Sayonara Moreno - com produção de Bel Pereira e Beatriz Evaristo/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

PETROBRAS BATE RECORDE DE PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NO 1º TRIMESTRE

Produção chegou a 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia

© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
A Petrobras bateu recorde de produção de petróleo e gás nos primeiros três meses deste ano.

De acordo com a estatal, a produção chegou a 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, considerando óleo, líquido de gás natural e gás natural.

O número representa uma alta de quase 4% em relação ao trimestre anterior e 16% a mais na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

A Petrobras afirmou que o resultado positivo foi impulsionado pela manutenção da produtividade e da eficiência operacional nos campos, além da redução de perdas.

Outro fator foi o início da operação de 10 novos poços, sendo sete na Bacia de Campos e três na Bacia de Santos.

A empresa registrou aumento também no refino; a produção de derivados cresceu 6,7% e chegou a 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para diesel, querosene de aviação e gasolina, que juntos representam mais de dois terços desse volume.

Com a maior produção, a importação desses produtos foi reduzida, ressaltou a petroleira.

Os resultados são divulgados em um momento de tensão no mercado internacional, em que a guerra no Irã atrasa a produção e distribuição de petróleo e gás no mundo.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional