Senadores
podem propor mudanças no texto aprovado na Câmara
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| © LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL. |
O
argumento é a liberdade de escolha para o trabalhador, justamente o que vai
contra a PEC 6x1 aprovada nessa quarta-feira (27), que fala em qualidade de
vida, tempo pra família, saúde mental, produtividade. "Puro
desespero", diz o presidente da Comissão Especial da Câmara, deputado
Alencar Santana, do PT.
Isso
porque, na Câmara, o PL, que chegou a defender uma transição de dez anos e uma
jornada de 52 horas, horas antes da votação apresentou um destaque para reduzir
ainda mais o tempo de trabalho com a escala 4x3.
"Uma
falta de responsabilidade que tentaram melar novamente ao final, nesse jogo de
cena, e não sabe o que quer. Não sabe se são contra, não sabe se são a favor.
São contra, mas têm medo de falar. Falam contra na tribuna, mas votam a favor.
Acho que eles tiveram que se render à voz do povo, que o povo, mais de 70%
aprova essa pauta e eles ficaram sem prumo ontem."
O
presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não definiu o cronograma da PEC.
Mas a primeira etapa é a escolha do relator na Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ). Já tem requerimento na Casa pedindo a convocação de sessão
temática para discutir os impactos econômicos e sociais da redução da jornada.
E,
enquanto empresários fazem pressão para que Alcolumbre não paute a PEC este
ano, continuam os apelos do governo, da base aliada, de sindicatos e de
trabalhadores para que o texto seja aprovado rapidamente.
Detalhe:
duas coisas podem ocorrer se a PEC for alterada no Senado.
•
Ou ela volta para a Câmara para nova votação, o que atrasa ainda mais a entrada
em vigor das novas regras,
•
Ou ela é fatiada e a parte de consenso é promulgada.
O
impasse está justamente em definir o que é esse consenso.
Por:
Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional com produção de Leandro Calixto
Fonte:
Radioagência Nacional

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