sexta-feira, 10 de julho de 2026

AMAZÔNIA REGISTRA QUEDA DE 35% NOS ALERTAS DE DESMATAMENTO EM JUNHO

No Cerrado, recuo foi de 5% no mesmo período

© OP VERDE BRASIL/17
A Amazônia registrou uma queda de 35% nos alertas de desmatamento em junho de 2026. Os avisos alcançaram uma área de 300 km², contra 460 km² em junho do ano passado. Os dados de satélite foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, a redução na Amazônia foi de quase 38%, passando de quatro mil km² para 2,5 mil km².

Cerrado

Já no Cerrado, em junho de 2026, houve uma queda de 5% nos avisos de desmatamento em relação a junho do ano passado — o que representa um recuo de 500 km² para 480 km². No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos somaram 4,7 mil km², ante cinco mil km² no mesmo período anterior, uma queda de 8%.

Segundo o Inpe, os avisos não representam a taxa oficial de desmatamento, mas indicam uma tendência do comportamento da devastação no período monitorado.

Por: Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

BRASIL ESTUDA COMO APROVEITAR TERRAS RARAS E MINERAIS CRÍTICOS

País tem a segunda maior reserva do mundo desses recursos

© GIL LEONARDI/AGÊNCIA MINAS
A exploração de terras raras e minerais críticos foram os temas de uma reunião nesta sexta-feira (10), no Palácio do Planalto. Participaram do encontro o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e especialistas do setor mineral. O objetivo é definir uma estratégia nacional de aproveitamento desses recursos, que são essenciais para a transição energética e para a indústria de tecnologia.

O Brasil tem a segunda maior reserva mundial dos chamados minerais críticos, como nióbio, lítio, níquel e cobre, usados em baterias, painéis solares, carros elétricos e equipamentos eletrônicos. O tema vem ganhando relevância em meio à disputa global por esses insumos estratégicos, especialmente entre Estados Unidos e China.

Diante desse cenário, o Ministério de Minas e Energia apresentou um plano para aumentar a participação brasileira na produção mundial, subindo dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050.

O principal entrave é o projeto de regulamentação, aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, mas sem previsão de votação no Senado Federal. A proposta restringe a exportação de minerais brutos para incentivar o beneficiamento no país, prevê incentivos fiscais progressivos e cria um fundo garantidor de R$ 5 bilhões para fomentar empreendimentos na área.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a aprovação do projeto e citou o caso da Serra Verde, uma produtora de terras raras em Goiás, que foi comprada por uma empresa americana em abril por quase US$ 3 bilhões. O governo soube do negócio pela imprensa, o que na avaliação de Silveira reforça a necessidade de criação de mecanismos formais de acompanhamento.

"Como aconteceu agora lá em Goiás, nós tivemos uma mudança do controle acionário de uma empresa que o poder público tomou conhecimento pela imprensa. Com o projeto, nós vamos poder controlar a mudança acionária das empresas que porventura queiram investir no Brasil, para ver se elas são de interesse nacional ou não, garantindo a nossa soberania."

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que o governo já estuda desdobramentos para o setor de mineração independentemente da votação do projeto no Senado.

“Nós já tivemos um passo importante, que foi a aprovação do PL na Câmara. Dependemos da aprovação no Senado, mas já estamos caminhando para o desdobramento que é possível o governo brasileiro fazer, independentemente da aprovação final do projeto de lei no Congresso Nacional."

A reunião também discutiu parcerias internacionais, capacidade tecnológica e instrumentos de financiamento. O presidente Lula sugeriu a criação de um conselho especial, responsável por monitorar contratos, acordos e parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais críticos. Ele também disse que o Brasil não quer ser apenas exportador de matéria-prima.

“Nós não queremos ser vendedores de matéria-prima. Nós queremos ser exportadores de inteligência, de conhecimento."

A avaliação do governo é a de que o país pode precisar de auxílio tecnológico na exploração desses mineirais, mas defende a soberania sobre a produção e o beneficiamento dos minerais críticos.

Por: Pedro Lacerda/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional 

ANVISA DETERMINA ATUALIZAÇÃO DE VACINAS CONTRA COVID-19

Objetivo é melhorar a resposta a variantes novas da doença

© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a atualização das vacinas contra a covid-19.

A medida é para melhorar a resposta contra variantes novas em circulação no país.

A norma aprovada diz que as vacinas precisam ser monovalentes; ou seja, têm que dar resposta imunológica contra uma linhagem específica do vírus em circulação.

Vacinas registradas e produzidas antes desta norma, e as que já foram distribuídas no país, poderão ser utilizadas em até nove meses. Depois desse prazo, estão proibidas.

A justificativa para a medida é de que registros recentes mostram dezenas de casos de síndrome gripal por causa da covid-19.

Isso, segundo a Anvisa, reforça a necessidade de manter as estratégias de vacinação atualizadas no país.

Por: Oussama El Ghaouri/Rádio Nacional com informações da Agência Brasil

Fonte: Radioagência Nacional

MPPA RECOMENDA MEDIDAS URGENTES PARA PROTEGER QUALIDADE DA ÁGUA EM COMUNIDADE DE VITÓRIA DO XINGU

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Vitória do Xingu, expediu uma recomendação para garantir a adoção de medidas sanitárias, ambientais e estruturais para proteção da qualidade da água consumida pela população da Agrovila Leonardo D’Vinci. A medida foi assinada pela promotora de Justiça Katiuscia Lisandra Alves Diniz Maia e direcionada à Prefeitura Municipal de Vitória do Xingu, à Secretaria Municipal de Saúde/Vigilância Sanitária, à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura e à Secretaria Municipal da Gestão do Meio Ambiente.

A recomendação foi expedida no âmbito do Procedimento Administrativo nº 09.2026.00002665-5, instaurado para acompanhar a situação sanitária e ambiental da comunidade, diante da identificação de descarte irregular de resíduos sólidos nas proximidades do sistema de abastecimento de água e de problemas relacionados à manutenção da estrutura utilizada para fornecimento de água à população local.

Diante do possível risco à saúde da população, a Promotoria de Justiça solicitou apoio técnico ao Laboratório Central do Estado do Pará (LACEN/SESPA) para subsidiar a avaliação da qualidade da água consumida na Agrovila Leonardo D’Vinci. Após coleta de amostras, os relatórios laboratoriais apontaram resultado insatisfatório em pontos relacionados ao sistema de abastecimento local.

Entre as providências recomendadas, o MPPA orienta que a Secretaria Municipal de Saúde/Vigilância Sanitária adote todas as medidas sanitárias emergenciais cabíveis, avalie tecnicamente o grau de risco à população e informe formalmente os moradores sobre as condições de consumo da água.

O documento também recomenda que a comunidade seja orientada sobre medidas de segurança, como filtragem, eventual restrição temporária de consumo, utilização de fonte alternativa ou outra providência indicada pela autoridade sanitária, enquanto persistir risco quanto à qualidade da água.

A recomendação prevê, ainda, que seja avaliada a necessidade de fornecimento temporário de água potável por meio alternativo aos usuários eventualmente expostos ao risco sanitário.

Além disso, a medida orienta a realização de avaliação sanitária do sistema de abastecimento, limpeza e desinfecção das estruturas utilizadas, recuperação da área afetada pelo descarte irregular de resíduos, fiscalização ambiental do local, adoção de rotina de monitoramento da qualidade da água, entre outras recomendações.

Por: Promotoria de Justiça de Vitória do Xingu

Fonte: MPPA

quinta-feira, 9 de julho de 2026

IRÃ DISCUTE PROJETO QUE PREVÊ RECOMPENSA MILIONÁRIA POR ASSASSINATO DE DONALD TRUMP


O Parlamento do Irã voltou ao centro das atenções internacionais após colocar em debate um projeto de lei que prevê o pagamento de uma recompensa de 50 milhões de euros, cerca de 300 milhões de reais, pelo assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A proposta foi anunciada pelo deputado Ebrahim Azizi, presidente do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, e integra o projeto denominado "Ação Recíproca das Forças Militares e de Segurança da República Islâmica".

Pelo texto, o Estado iraniano ficaria legalmente obrigado a pagar a recompensa a qualquer pessoa ou organização que execute a morte do líder norte-americano. A medida também inclui o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o almirante Brad Cooper, comandante das operações navais dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O anúncio inicial ocorreu em 14 de maio de 2026 e provocou forte repercussão na comunidade internacional. Agora, no início de julho, o projeto voltou a ganhar força no Parlamento iraniano, impulsionado pela escalada das tensões e das ameaças militares entre Teerã e Washington.

Caso avance, a proposta poderá ampliar ainda mais a crise diplomática entre Irã, Estados Unidos e seus aliados, aumentando as preocupações com a estabilidade e a segurança no Oriente Médio.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

CONDENADO POR ESTUPRO DE VULNERÁVEL NO TOCANTINS É PRESO DURANTE VIAGEM EM MEDICILÂNDIA/PA

Um homem condenado pelo crime de estupro de vulnerável foi preso na noite desta terça-feira (7), no município de Medicilândia, após uma ação do 49º Batalhão da Polícia Militar. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça do Estado do Tocantins.

De acordo com a Polícia Militar, por volta das 20h20, uma guarnição localizou José João Filho, de 66 anos, que viajava em um micro-ônibus intermunicipal no trajeto entre Altamira e Medicilândia.

Após consulta aos sistemas de segurança pública e ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), os policiais confirmaram a existência de um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins.

Conforme a decisão judicial, o homem foi condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro.

A abordagem foi realizada na Avenida dos Imigrantes, na região central de Medicilândia. Após ser informado sobre o mandado judicial, o condenado foi detido e encaminhado à Polícia Civil, onde foram adotados os procedimentos legais para o cumprimento da ordem de prisão.

A ação integra o trabalho de cooperação entre os órgãos de segurança pública e o Poder Judiciário, permitindo o cumprimento de mandados judiciais em diferentes estados do país e contribuindo para a localização de pessoas condenadas ou procuradas pela Justiça.

MAIORIA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA NOS EUA É CONTRA TARIFAR BRASIL

Empresários brasileiros e estadunidenses reprovam a sobretaxa de Trump

© TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL
A maioria dos participantes das audiências públicas sobre a aplicação de tarifas pelos Estados Unidos contra o Brasil se colocou contra a medida. As reuniões aconteceram em Washington, capital norte-americana.

De acordo com o vice-presidente da Centrorochas, a Associação Brasileira de Rochas Naturais, Fábio Cruz, apesar da presença de quem fosse contra o Brasil, a grande maioria era a favor de retirar tarifas ou incluir produtos em listas de exceções.

Foi o caso do setor dele. Fábio defendeu que a rocha brasileira tem características específicas que a tornam diferente de outros lugares, além de o produto do Brasil atender a indústria dos Estados Unidos. E foi apoiado pelos participantes norte-americanos do setor.

"Foi interessante porque a pergunta foi igual para nós três. Eu fui o primeiro a falar e os outros falaram assim: 'eu vou vou eu vou ecoar exatamente o que o Fábio posicionou. O Brasil é de longe principal produtor e maior diversidade que existe no mundo de pedra natural'".

Para o vice-presidente da Centrorochas, o setor empresarial brasileiro tem que estar mais presente nos Estados Unidos para defender os próprios interesses.

"Eu mesmo fui ao Congresso algumas vezes com o escritório de lobby que nós contratamos aqui. Esse trabalho é institucionalizado, regulamentado, é muito sério e isso precisa ser feito aqui. Ficou muito claro pra mim que essa é expectativa, que a gente tem um trabalho pela frente sobre isso."

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados informou que, junto com instituições locais americanas, se posicionou contra as tarifas. Afirmou que os Estados Unidos são o principal destino das exportações de calçados brasileiros. Além disso, o Brasil seria uma alternativa estratégica, já que a maior parte dos calçados importados pelos Estados Unidos são da Ásia.

O Sindicato da Indústria do Ferro em Minas Gerais falou sobre o ferro-gusa e destacou que 60% dessa matéria-prima usada na indústria norte-americana é do Brasil. Por isso, a tarifação impactaria os custos dos produtos nos Estados Unidos. Argumentos, segundo o Sindifer, apoiados pelas empresas americanas que participaram.

De acordo com nota do governo brasileiro, das 78 entidades e pessoas físicas que se inscreveram para se manifestar, entre brasileiros e norte-americanos, 63 eram contra as tarifas, e 15 a favor.

São audiências diferentes. A que terminou nessa terça (7), tratava de uma investigação contra o Brasil, por supostas práticas desleais, como desmatamento ilegal, propriedade intelectual, etanol, entre outros. Essa é a que reclama do Pix. Ela propõe uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

A outra, que termina nessa quinta-feira, visa 60 países que não tomariam medidas suficientes para evitar importação de produtos feitos com trabalho forçado. A sobretaxa proposta é de 12,5%.

A decisão final sobre as tarifas sai no dia 15 de julho.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

PRF APREENDE 32 QUILOS DE MACONHA ESCONDIDOS EM CARRO E PRENDE DOIS SUSPEITOS NA BR-230, EM NOVO REPARTIMENTO


Uma fiscalização de rotina realizada pela Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de 32 quilos de maconha e na prisão de dois homens na BR-230, no município de Novo Repartimento, no sudeste paraense.

De acordo com a PRF, a abordagem ocorreu durante uma operação de fiscalização na rodovia. No momento da entrevista, os ocupantes do veículo apresentaram informações contraditórias sobre a viagem, despertando a suspeita dos policiais e motivando uma inspeção minuciosa no automóvel.

Durante a vistoria, os agentes localizaram 36 tabletes de maconha escondidos em compartimentos do carro. Após a pesagem, a carga totalizou aproximadamente 32 quilos da droga, que foi imediatamente apreendida.

Os dois suspeitos receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos à Polícia Civilonde o caso foi registrado. Eles deverão responder pelo crime de tráfico de drogas e permanecem à disposição da Justiça.

A apreensão representa mais uma ação de combate ao tráfico de entorpecentes realizada pela Polícia Rodoviária Federal nas rodovias federais que cortam o Pará. A BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, é considerada uma importante rota logística da região e tem sido alvo constante de operações voltadas ao enfrentamento da criminalidade e ao transporte ilegal de drogas.

A PRF reforça que fiscalizações permanentes têm contribuído para impedir a circulação de entorpecentes e outras práticas criminosas nas estradas federais, fortalecendo o trabalho integrado das forças de segurança no combate ao crime organizado.

MULHER TENTA MATAR HOMEM A FACADA EM URUARÁ/PA

A suspeita teve prisão preventiva decretada após audiência de custódia

Foto: Arquivo/TV Vale do Xingu
Na noite de segunda-feira, 6 de julho, uma mulher identificada pelo nome, Josicleia, de 23 anos, foi presa pela Polícia Militar em Uruará (PA), suspeita de tentar matar a golpe de faca, um homem identificado pelo nome, Vandeilson, de 36 anos. O crime ocorreu próximo à ponte de concreto na Avenida Tapajós, via de acesso ao Bairro Pimentolândia. A faca supostamente utilizada na ação criminosa foi apreendida.

Segundo informações apuradas pelo Gazeta Real, por volta das 22h a PM foi acionada por populares para atender a ocorrência. A vítima foi socorrida pelo SAMU e encaminhada ao Hospital Municipal de Uruará. Testemunhas relataram que o esfaqueamento aconteceu após uma briga, quando Vandeilson teria desferido um tapa contra a suspeita. Em seguida, Josicleia utilizou uma faca pequena para atingir o homem na região da costela. A vítima contou para a polícia que, após ser ferida, é que tentou se defender desferindo o tapa na mulher. Depois de ser ferido o homem acabou caindo ao solo e continuou sendo agredido até a chegada do socorro.

Josicleia foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Uruará para os procedimentos legais. Durante a investigação preliminar, tanto a autoridade policial quanto o Ministério Público se manifestaram favoravelmente à decretação da prisão preventiva da investigada. Entre os fundamentos apresentados estão registros criminais anteriores atribuídos à suspeita, além da informação de que já havia uma investigação anterior contra ela relacionada a um fato semelhante envolvendo a mesma vítima.

Segundo os órgãos responsáveis pela persecução penal, tais circunstâncias demonstram a necessidade da medida cautelar para garantir a ordem pública e prevenir novos episódios de violência.

Na manhã desta quarta-feira, 8 de julho, Josicleia passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu acatar o pedido da Polícia Civil e do Ministério Público, decretando sua prisão preventiva. A investigada deverá ser encaminhada ao presídio feminino em Altamira (PA).

Fonte: Gazeta Real Uruará

terça-feira, 7 de julho de 2026

FACÇÕES: ITAMARATY VÊ POTENCIAL USO DA FORÇA MILITAR DOS EUA NO BRASIL

Alerta à Câmara fala sobre classificação do PCC e CV como terroristas

© MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL
O Itamaraty alertou para “potencial uso da força militar” dos Estados Unidos contra o Brasil e que isso representa uma ameaça direta à soberania nacional.

O alerta foi uma resposta para a Câmara dos Deputados sobre as consequências da decisão unilateral do governo norte-americano de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Nas respostas encaminhadas à Câmara a pedido dos deputados Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES) e Capitão Alberto Neto (PL-AM), o Itamaraty destacou que classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas não ajuda no combate ao crime, mas serve para Washington aplicar medidas de "caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras”.

Isso inclui sanções contra entidades com ligações "indiretas" e até "involuntárias" com as facções. As intervenções norte-americanas poderiam punir atividades legais no Brasil e elevar os custos do nosso sistema financeiro.

Na resposta, o Brasil criticou o uso de conceitos vagos da legislação norte-americana, que abre margem para arbitrariedades.

A lei brasileira define "terrorismo" ligado a motivações de xenofobia ou preconceito, enquanto o "crime organizado" busca o lucro econômico - definição semelhante à Convenção das Nações Unidas. Para o Itamaraty, confundir os dois conceitos não traria "benefícios concretos" e poderia "prejudicar a cooperação entre forças policiais dos dois países", concluiu.

Esse assunto foi tratado diretamente entre o ministro Mauro Vieira e o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em um telefonema no dia 8 de março.

Na última semana, o Departamento de Tesouro norte-americano sancionou duas pessoas e três empresas brasileiras por supostos vínculos com o PCC.

Apesar da medida unilateral dos EUA, as comunicações do Itamaraty para o Congresso reforçaram que continua a cooperação internacional por parte do Brasil, como a eleição de um delegado brasileiro para a Secretaria-Geral da Interpol; os acordos com a Europol e a criação da Ameripol (Comunidade de Polícias da América); além do fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.

Por: Gabriel Corrêa/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência

SETORES DE CAFÉ E ARROZ DO BRASIL PEDEM ISENÇÃO EM AUDIÊNCIA DOS EUA

Os debates em Washington discutem tarifas impostas pelo governo Trump

© LUZITANIJA/ ADOBE STOCK
Setores de café e arroz brasileiros defenderam a isenção no primeiro dia de audiência pública sobre tarifas dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Os debates acontecem em Washington, capital norte-americana.

Nessa segunda-feira (6), falaram representantes dos setores próximos ao agronegócio e alimentação.

O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, faz parte da delegação que participa das audiências e destacou que o perfil dos debates foi mais técnico e aprofundado.

"O entendimento dos impactos para a indústria americana, o entendimento dos impactos na inflação, no consumidor norte-americano. Isso permeou todos os debates, desde aqueles produtos que receberam críticas por concorrer com produtos norte-americanos e principalmente aqueles que não têm suas concorrências, pelo contrário, tanto contra a parte dos Estados Unidos quanto às brasileiras, defendendo a lógica das exportações sem tarifas".

O setor de café defendeu a isenção para cafés verdes e o torrado moído, que representam 90% do que o Brasil exporta para os Estados Unidos, segundo Marcos. E o café solúvel também entrou na discussão.

"Os Estados Unidos não têm uma indústria suficiente para os cafés solúveis, e utiliza isso para outros processos industriais. Então foi uma discussão muito rica, muito importante, e mesmo aquelas cadeias que têm, sim, rivalidade com Brasil, os oficiais também fizeram perguntas críticas. Então mostra que há um entendimento maior da importância da degradação de valor, da estabilidade de preços e dessa atuação conjunta dos setores privados do Brasil e dos Estados Unidos".

A diretora executiva da Abiarroz, Andressa Silva, disse que a audiência foi um espaço para esclarecer que o produto brasileiro atende a comunidade latina nos Estados Unidos e precisa ficar sem as tarifas.

"Respondendo a pergunta que nos foi feita pelo comitê, o arroz produzido nos Estados Unidos não substitui naturalmente o arroz brasileiro em função da preferência e do perfil dos consumidores atendidos. Então diante das informações que nós apresentamos, a Abiarroz espera que o comitê realize uma avaliação cuidadosa no sentido de manter as exportações brasileiras de arroz sem a incidência de tarifa adicional".

O site do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recebeu comentários públicos sobre esse processo. Empresas como Coca-Cola e Tesla defendem que os produtos que têm interesse não sejam taxados por impactos na produção e nos preços. Já pecuaristas norte-americanos defendem a tarifa sobre a carne brasileira.

O debate trata da investigação comercial que propõe uma taxação de 37,5% sobre produtos brasileiros. Ela é dividida em duas: uma de 25%, por supostas práticas anticompetitivas, em que um dos alvos é o PIX, e a outra de 12,5%, porque o Brasil supostamente não fiscalizaria a importação de produtos feitos com trabalho forçado. A decisão final está marcada para sair no dia 15 de julho.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência

MEDICILÂNDIA/PA: INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO; FAMÍLIA AFIRMA QUE HOMEM PRESO INICIALMENTE FOI INOCENTADO

Novas informações relacionadas a um caso de homicídio investigado pelas autoridades levaram ao esclarecimento da situação de um homem, das iniciais R.S.B que havia sido apontado inicialmente como suspeito de participação no crime. Conforme apurado posteriormente, não foram encontrados elementos que comprovassem seu envolvimento direto na ocorrência investigada.

De acordo com informações repassadas à reportagem, o homem chegou a ser detido durante o andamento das investigações, mas foi liberado após a análise dos fatos e das provas reunidas pelas autoridades. O esclarecimento do caso apontou que ele não teria participação no homicídio que motivou a investigação.

Ainda segundo as informações apresentadas, a suspeita inicial estaria relacionada ao uso de uma motocicleta que, posteriormente, foi identificada como tendo sido utilizada em ações criminosas. No entanto, a apuração indicou que o investigado não tinha conhecimento da origem ilícita do veículo nem de sua suposta utilização em outros crimes.

Familiares e pessoas próximas afirmam que o homem acabou sendo incluído nas investigações de forma equivocada, enquanto os verdadeiros responsáveis pelo homicídio ainda eram procurados pelas forças de segurança. Após o aprofundamento das diligências, sua inocência teria sido comprovada, resultando no encerramento das suspeitas em relação ao seu nome.

O caso reforça a importância do trabalho investigativo e do respeito ao princípio da presunção de inocência, garantindo que a responsabilidade criminal seja atribuída somente após a devida apuração dos fatos e a apresentação de provas consistentes.

As autoridades seguem com as investigações para identificar e responsabilizar os envolvidos no crime, enquanto o caso continua sob acompanhamento dos órgãos competentes.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

SUSPEITO DE PARTICIPAÇÃO EM HOMICÍDIO É PRESO EM MEDICILÂNDIA; MOTO USADA NO CRIME ERA ROUBADA

OS POLICIAIS RECONHECERAM IMEDIATAMENTE O VEÍCULO POR MEIO DE IMAGENS DE CÂMERAS DE SEGURANÇA

Um homem suspeito de envolvimento no assassinato de Francisco Alan Pereira da Silva, de 28 anos, foi preso pela Polícia Militar na noite da última sexta-feira (3.jul.2026), em Medicilândia, no sudoeste do Pará. A prisão ocorreu durante uma abordagem na Avenida Victor Quesada Filho, no bairro Cacoal.

De acordo com a PM, por volta das 21h10, uma guarnição realizava patrulhamento ostensivo quando avistou dois homens trafegando em uma motocicleta Honda CG 160 Fan, de cor cinza. Os policiais reconheceram imediatamente o veículo por meio de imagens de câmeras de segurança, que apontavam a motocicleta como a mesma utilizada no homicídio registrado na manhã da última quinta-feira (2/7), no centro da cidade.

Francisco Alan Pereira da Silva, vítima de
homicídio ocorrido na manhã de quinta-feira,
2 de julho, no centro de Medicilândia (PA)
Diante da suspeita, os militares iniciaram acompanhamento tático. Durante a tentativa de fuga, os ocupantes seguiram pela BR-230 (Rodovia Transamazônica) em direção à Avenida Independência, momento em que perderam o controle da motocicleta e caíram.

Mesmo após receberem ordem de parada, os dois suspeitos abandonaram a motocicleta e fugiram a pé em direção a um galpão em construção. Um deles foi capturado e identificado pelas inicias R.S.B. O comparsa conseguiu escapar e, apesar das buscas realizadas na região, não foi localizado.

Moto apreendida
Segundo a Polícia Militar, durante a abordagem, R.S.B. informou que a motocicleta utilizada na fuga havia sido empregada no homicídio de Francisco Alan e afirmou ainda que o suspeito que conseguiu fugir estava armado.

Os policiais também realizaram consulta ao sistema Sinesp, que confirmou que a motocicleta possuía registro de furto ou roubo.

R.S.B. foi conduzido, juntamente com o veículo recuperado, para a Delegacia de Polícia Civil de Medicilândia. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para localizar o segundo suspeito e esclarecer a participação de cada envolvido no assassinato de Francisco Alan.

Fonte: A Voz do Xingu

MORAES DÁ 48H PARA QUE EXÉRCITO ENTREGUE ARMAS DE BOLSONARO À PF

Polícia Federal ficará responsável pela guarda do armamento

© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu prazo de 48 horas para o Batalhão de Polícia do Exército entregar oito armas de fogo vinculadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de Moraes foi tomada nesse domingo e publicada nesta segunda-feira (6).

O armamento, composto por cinco pistolas, duas espingardas e uma carabina, deverá ser levado para a Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A PF ficará responsável pela apreensão e guarda do material.

Na última sexta-feira, Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro e revogou o porte de arma e o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.

Moraes determinou ainda a apreensão de dez armas de Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente informou ao Supremo que entregou duas armas à Polícia Federal em abril de 2023, enquanto os outros armamentos foram deixados no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

No mesmo prazo de 48 horas, a PF terá de confirmar a entrega, pelo ex-presidente, em 2023, de uma carabina e uma pistola da marca Caracal.

Em setembro de 2025, Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, e cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.

Por: Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

PGR PEDE QUE FLÁVIO BOLSONARO SEJA OUVIDO POR CALÚNIA CONTRA LULA

Parecer foi enviado a Alexandre de Moraes, relator da ação

© FABIO RODRIGUES POZZEBOM/
AGÊNCIA BRASIL
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta segunda-feira (6), que o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, seja ouvido no inquérito em que é investigado por calúnia contra o presidente Lula.

O parecer do procurador-geral Paulo Gonet foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que é o relator da ação. Para Gonet, Flávio Bolsonaro pode apresentar retratação de suas falas, possibilidade permitida em lei, que poderia isentá-lo de eventual condenação. O procurador-geral ainda indicou que o inquérito deve retornar à Polícia Federal para realização de oitiva com o senador.

Indiciamento

No mês passado, a Polícia Federal indiciou o senador Flávio Bolsonaro por calúnia contra o presidente Lula. A PF investigou uma postagem feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais em janeiro deste ano. O senador disse que Lula seria delatado pelo ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, que foi sequestrado pelos Estados Unidos, e que o presidente brasileiro estaria envolvido em crimes internacionais.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas, até o momento, não obteve retorno.

Por: Gésio Passos/Rádio Nacional com informações da Agência Brasil

Fonte: Radioagência Nacional