quarta-feira, 9 de setembro de 2026

OPERAÇÃO RESGATE VI RETIRA 479 TRABALHADORES DE CONDIÇÕES SEMELHANTES À ESCRAVIDÃO NO PAÍS

Número registrado em agosto foi quase o dobro do resultado da edição de 2025; fiscalizações também encontraram mulheres, crianças, adolescentes e trabalhadores estrangeiros entre as vítimas

Uma operação nacional de combate ao trabalho em condições semelhantes à escravidão resultou no resgate de 479 trabalhadores durante o mês de agosto. As ações ocorreram em diferentes regiões do Brasil e alcançaram principalmente atividades do meio rural, além de casos na construção civil e no trabalho doméstico.

Operação Resgate VI reuniu o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF), Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O resultado representa um crescimento expressivo em comparação com a edição de 2025, quando 242 trabalhadores foram retirados dessas condições. Neste ano, portanto, o número ficou próximo do dobro do registrado na operação anterior.

Para o coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do MPT, Luciano Aragão, a quantidade de trabalhadores encontrados demonstra que a escravidão contemporânea continua sendo um problema no país e exige a intensificação das ações de enfrentamento.

MULHERES, MENORES E ESTRANGEIROS ESTÃO ENTRE AS VÍTIMAS

O balanço da operação mostra diferentes perfis entre os trabalhadores resgatados. Das 479 pessoas, 75 eram mulheres e 13 eram crianças ou adolescentes.

Também foram identificados 68 trabalhadores estrangeiros, provenientes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.

A Região Sudeste concentrou a maior quantidade de resgates, com 267 trabalhadores, dos quais 208 foram encontrados somente em Minas Gerais.

As atividades rurais responderam pela maior parcela dos casos: 292 resgates. Desse total, 216 estavam relacionados à agricultura e ao extrativismo, com destaque para atividades ligadas às culturas de café, cebola e batata.

Nas áreas urbanas, a construção civil concentrou 85 trabalhadores resgatados, enquanto outros nove casos foram identificados no trabalho doméstico.

MAIS DE MIL TRABALHADORES ESTAVAM SEM REGISTRO

Além das situações que resultaram nos resgates, as fiscalizações identificaram 1.192 trabalhadores sem registro formal.

Durante a operação, foram emitidos aproximadamente 1.836 autos de infração. Outras 28 atividades foram interditadas ou embargadas após a identificação de riscos graves à saúde ou à integridade física dos trabalhadores.

Os empregadores fiscalizados também tiveram de regularizar contratos e realizar o pagamento de mais de R$ 1,4 milhão em direitos trabalhistas e verbas rescisórias.

AÇÕES BUSCAM PREVENIR NOVOS CASOS

Além das fiscalizações e dos resgates, o Ministério Público do Trabalho desenvolve estratégias voltadas à prevenção. Entre elas está o projeto Reação em Cadeia, que busca envolver empresas líderes de cadeias produtivas no monitoramento e na prevenção de situações de trabalho escravo praticadas por fornecedores.

Outra frente é o projeto Políticas Públicas, direcionado a municípios com maior incidência desse tipo de exploração. A iniciativa busca estimular ações municipais para reduzir a vulnerabilidade social e ampliar oportunidades de qualificação profissional, diminuindo o risco de trabalhadores voltarem a ser submetidos a condições semelhantes.

O balanço da Operação Resgate VI reforça a dimensão de um problema que permanece presente tanto no campo quanto nas cidades brasileiras e que exige atuação conjunta dos órgãos públicos na fiscalização, responsabilização e prevenção.

FACHIN SUSPENDE DECISÕES DE ANDRÉ MENDONÇA E FLÁVIO DINO E LEVA CRISE ENVOLVENDO CÚPULA DA PF AO PLENÁRIO DO STF

Presidente do Supremo interrompeu decisões conflitantes sobre o comando da Polícia Federal e determinou que procedimentos com potencial investigação de ministros da Corte sejam previamente encaminhados à Presidência do tribunal

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) decisões tomadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao afastamento e à posterior reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada.

A intervenção ocorre em meio a uma disputa interna envolvendo diferentes processos relacionados aos desdobramentos da Operação Compliance Zero e às investigações sobre o extinto Banco Master.

Fachin também convocou uma sessão extraordinária do plenário do Supremo para a próxima terça-feira (15), quando os ministros deverão analisar a controvérsia.

Decisões conflitantes levaram à intervenção

A crise ganhou novos contornos depois que André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A decisão foi motivada por suspeitas de que integrantes da Polícia Federal teriam promovido monitoramento irregular.

Posteriormente, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois dirigentes.

Diante das decisões tomadas em sentidos opostos, Fachin decidiu suspender os efeitos das medidas. Segundo o presidente do STF, a existência de decisões monocráticas em processos diferentes, mas relacionadas aos mesmos fatos e autoridades, produziu um cenário de conflito e sobreposição processual, com possibilidade de decisões contraditórias e risco à integridade institucional da Corte.

Fachin também determinou a interrupção do andamento da Petição 16.662, sob relatoria de André Mendonça, até uma nova deliberação.

Caso envolve investigação sobre o Banco Master

A Petição 16.662 reúne informações da Polícia Federal relacionadas aos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que tem entre seus alvos o extinto Banco Master.

Foi nesse processo que André Mendonça decidiu retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal contendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com as informações divulgadas a partir do documento, as mensagens indicariam conversas entre Vorcaro e Moraes, além de tratativas envolvendo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, relacionadas a um contrato no valor de R$ 130 milhões.

A divulgação do relatório aprofundou a tensão dentro do Supremo.

Moraes pediu investigação contra Mendonça

Dois dias depois da divulgação do documento, Alexandre de Moraes pediu ao presidente do STF que André Mendonça fosse investigado por supostos crimes e irregularidades, entre eles abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Moraes sustentou que o colega estaria direcionando investigações contra ele por motivações pessoais e políticas.

O pedido foi apresentado no âmbito do chamado inquérito das fake news.

Segundo as informações disponíveis, parte da controvérsia também envolve um documento interno da Polícia Federal classificado pela própria corporação como sem valor probatório. O material não teria assinatura de delegado e incluiria Mendonça entre os objetos de apuração.

Foi nesse contexto que Mendonça determinou o afastamento dos dois integrantes da cúpula da PF, alegando a existência de possível monitoramento ilegal.

Fachin estabelece regra para casos envolvendo ministros

Além de suspender as decisões anteriores, Fachin adotou uma medida que poderá ter repercussões para futuros procedimentos envolvendo integrantes do Supremo.

O presidente determinou que qualquer procedimento que possa resultar em investigação contra ministros do STF seja previamente encaminhado à Presidência da Corte.

Segundo Fachin, a providência busca preservar as competências do tribunal e impedir que novas decisões conflitantes sejam tomadas em processos relacionados aos próprios integrantes do Supremo.

Com a convocação do plenário extraordinário para o dia 15, a controvérsia deixa, ao menos temporariamente, o campo das decisões individuais e passa para análise colegiada dos ministros.

O episódio expõe uma das mais delicadas crises internas recentes do Supremo, envolvendo ministros da Corte, a direção da Polícia Federal e investigações relacionadas ao Banco Master.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

ADOLESCENTE DE 17 ANOS É ENCONTRADO MORTO COM MARCAS DE TIROS NA VICINAL 13, EM BRASIL NOVO/PA

Vítima havia completado 17 anos um dia antes e estava no município há cerca de três meses. Polícia Civil investiga autoria e motivação do homicídio.

Um adolescente de 17 anos foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (3), na Vicinal 13, zona rural de Brasil Novo, no sudoeste do Pará. O corpo estava nas proximidades de uma serraria abandonada, perto do ramal Nova Canaã, a aproximadamente quatro quilômetros do centro urbano do município.

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, por volta das 6h30, a guarnição foi acionada pelo telefone funcional após receber a informação de que havia um jovem aparentemente sem vida no local.

Os policiais foram até a área indicada e constataram que a vítima apresentava diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, sendo a maioria na região da cabeça. No local, também foram encontradas várias cápsulas de munição deflagrada, aparentemente de calibre .380.

A vítima foi identificada como Jonathan Santos dos Santos. De acordo com informações fornecidas pelo pai à reportagem, o adolescente era natural de Vitória do Xingu e estava morando em Brasil Novo havia aproximadamente três meses.

Jonathan havia completado 17 anos na quarta-feira (2), apenas um dia antes de ser encontrado morto.

Moradores relataram ter ouvido tiros durante a noite

Conforme informações repassadas à polícia, moradores das proximidades disseram ter ouvido disparos de arma de fogo por volta das 22h de quarta-feira.

Após a localização do corpo, a Polícia Civil foi comunicada, assim como os órgãos responsáveis pelos trabalhos de perícia e remoção, que foram acionados para os procedimentos necessários.

O caso é tratado como homicídio, e a investigação deverá buscar esclarecer a autoria, a motivação e as circunstâncias que antecederam a morte do adolescente.

Relatos apontam que adolescente teria sido levado à força

Informações obtidas pela reportagem junto a populares apontam uma possível dinâmica anterior ao crime. Segundo esses relatos, Jonathan estaria em uma residência em Brasil Novo quando homens teriam chegado ao local em motocicletas e rendido as pessoas que estavam no imóvel.

Ainda conforme os relatos, os suspeitos teriam ordenado que as demais pessoas se deitassem e obrigado Jonathan a subir em uma das motocicletas. Os indivíduos teriam afirmado que iriam executá-lo e, posteriormente, levado o adolescente até a região onde o corpo foi encontrado na manhã seguinte.

Essas informações são relatos de populares e ainda não foram confirmadas oficialmente pela Polícia Civil. A dinâmica do crime deverá ser esclarecida no decorrer das investigações.

Possível envolvimento com facção será apurado

Outra informação que deverá ser verificada pela investigação é um possível envolvimento da vítima com a facção criminosa CCA. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que essa hipótese tenha relação direta com o homicídio.

O pai de Jonathan afirmou à reportagem que o filho não possuía passagem pela polícia e o descreveu como um “menino bom”.

A Polícia Civil deverá reunir depoimentos, perícias e demais elementos para tentar identificar os responsáveis pelo assassinato e esclarecer a motivação do crime.

Brasil Novo Notícias acompanha o caso. A matéria poderá ser atualizada conforme novas informações oficiais forem divulgadas pelas autoridades.

SUSPEITO DE CRIME CONTRA MARIA DE NAZARÉ MORRE DURANTE AÇÃO POLICIAL NA ZONA RURAL DE URUARÁ/PA

Homem conhecido como “Lorinho” foi localizado no Travessão do km 155 Norte; motocicleta pertencente à vítima foi recuperada durante a operação

Um homem identificado como Ailton, conhecido pelo apelido de Lorinho, morreu após ser baleado durante uma ação da Polícia Militar na zona rural de Uruará, no sudoeste do Pará. Ele era apontado como suspeito do crime contra Maria de Nazaré, encontrada morta dentro da própria residência na noite de segunda-feira, 31 de agosto.

Maria de Nazaré foi encontrada sem vida por volta das 19h, em uma residência localizada na Travessa 22 de Maio, no bairro Vila Brasil, em Uruará. Conforme as informações apuradas, além da morte da vítima, foram levados uma motocicleta Honda Biz, uma caixa de som e um aparelho celular.

As investigações levaram ao nome de Ailton como suspeito do crime.

Denúncia indicou paradeiro do suspeito

Segundo informações apuradas, por volta das 9h, guarnições do 49º Batalhão da Polícia Militar receberam uma denúncia indicando onde “Lorinho” estaria escondido.

Os policiais seguiram para o Travessão do km 155 Norte, a aproximadamente 65 quilômetros do centro urbano de Uruará. Para chegar à região indicada, as equipes tiveram que percorrer cerca de 40 quilômetros de estrada vicinal.

Já nas proximidades do local, parte do percurso foi realizada a pé até que os policiais localizaram o barraco onde o suspeito estava.

Homem teria apontado arma contra policiais

Conforme as informações sobre a ocorrência, Ailton teria saído do barraco portando uma arma de fabricação caseira, de cano curto, que teria sido apontada em direção aos policiais.

Diante da situação, foram efetuados dois disparos, que atingiram o suspeito. Ailton foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Uruará, mas não resistiu aos ferimentos.

Motocicleta de Maria de Nazaré foi recuperada

Durante a operação, a Polícia Militar recuperou a Honda Biz pertencente a Maria de Nazaré. A arma que, segundo a versão apresentada sobre a ocorrência, estava em poder do suspeito também foi apreendida.

O material apreendido e a motocicleta recuperada foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Uruará.

A Polícia Civil deverá dar prosseguimento às investigações para esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Maria de Nazaré, assim como os demais fatos relacionados ao caso.

Brasil Novo Notícias

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

BRASIL E ESTADOS UNIDOS RETOMAM NEGOCIAÇÃO SOBRE TARIFAS QUE AFETAM US$ 6,6 BILHÕES EM EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

Reunião virtual entre representantes dos dois países ocorre na segunda-feira (31) e pode abrir caminho para reduzir impactos das medidas sobre produtos brasileiros

Brasil e Estados Unidos voltam à mesa de negociação na próxima segunda-feira (31) para discutir as tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. A reunião será realizada de forma virtual, a partir das 14h30, no horário de Brasília, após um acordo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para a retomada do diálogo comercial.

O Brasil será representado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, enquanto os Estados Unidos terão como representante Jamieson Greer, responsável pelo comércio exterior do governo norte-americano.

A retomada das negociações foi definida durante uma conversa telefônica entre Lula e Trump no dia 21 de agosto. Na ocasião, o presidente brasileiro defendeu a continuidade das tratativas e questionou os argumentos utilizados pelo governo dos Estados Unidos para justificar a adoção das tarifas.

Medidas atingem bilhões de dólares em produtos brasileiros

As medidas adotadas pelos Estados Unidos incluem uma sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, entre eles ferro, aço, roupas, calçados, açúcar, etanol, medicamentos e determinados equipamentos e máquinas.

Posteriormente, foi acrescentada uma tarifa de 12,5%, sob a justificativa de que o Brasil não estaria adotando medidas suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

Ao todo, as tarifas alcançam aproximadamente US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras, aumentando a preocupação de setores que dependem do mercado norte-americano.

Entre as justificativas apresentadas pelo governo dos Estados Unidos estão temas como combate ao desmatamento, propriedade intelectual, corrupção, acordos comerciais preferenciais, Pix e questões relacionadas ao etanol.

Brasil leva disputa também à OMC

Enquanto mantém o diálogo direto com o governo norte-americano, o Brasil também decidiu recorrer aos mecanismos internacionais de negociação comercial.

O governo brasileiro solicitou consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as medidas adotadas pelos Estados Unidos. Washington aceitou participar do procedimento, abrindo uma segunda frente de discussão sobre as tarifas.

O Brasil também acionou mecanismos previstos na legislação de reciprocidade econômica, ampliando as possibilidades de resposta do governo diante das barreiras comerciais.

Reflexos podem chegar às regiões produtoras

Embora as negociações ocorram entre os governos de Brasília e Washington, os efeitos das medidas podem alcançar diferentes regiões produtoras brasileiras.

No Pará, onde diversas cadeias produtivas estão ligadas ao comércio nacional e internacional, a evolução da disputa comercial merece atenção. Na região da Transamazônica e do Xingu, onde a produção agropecuária e outras atividades econômicas possuem importância para a geração de renda, mudanças no mercado externo podem influenciar preços, comercialização e decisões dos produtores.

Em Brasil Novo e municípios da região, o acompanhamento das negociações também é relevante diante da participação da economia regional em cadeias produtivas que dependem das condições de mercado e da demanda por produtos brasileiros.

A reunião marcada para segunda-feira será, portanto, mais um capítulo de uma disputa que ultrapassa as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e envolve diretamente os interesses de setores produtivos brasileiros. A expectativa é de que o novo diálogo permita encontrar alternativas para reduzir os impactos das tarifas e preservar as relações comerciais entre os dois países.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

JOVEM É MORTO A TIROS NO BAIRRO CIDADE NOVA, EM BRASIL NOVO/PA

Polícia Militar foi acionada após moradores relatarem disparos nas proximidades de uma escola municipal; Polícia Civil investiga o caso.

Um jovem foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (27), no bairro Cidade Nova, em Brasil Novo, na região do Xingu. A ocorrência foi registrada por volta das 6h, nas proximidades da Escola Municipal de Educação Infantil Professora Itelvina.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, moradores acionaram a guarnição após ouvirem diversos disparos de arma de fogo em uma via pública. Os policiais se deslocaram imediatamente até o endereço indicado e encontraram a vítima caída e já sem sinais vitais, apresentando ferimentos que, inicialmente, seriam compatíveis com disparos de arma de fogo.

A vítima foi identificada como Emerson Xavier da Conceição, nascido em 6 de dezembro de 2008.

O local foi isolado pela Polícia Militar e a Polícia Civil foi acionada. Uma equipe do Instituto Médico-Legal (IML) também foi chamada para realizar os procedimentos de perícia e a remoção do corpo.

Segundo o relato policial, Emerson era conhecido no município por suposto envolvimento com facções criminosas e também era investigado por tráfico ilícito de drogas. Essas informações fazem parte do registro da ocorrência e deverão ser consideradas no curso da investigação.

Após o crime, policiais militares realizaram diligências em bairros próximos na tentativa de localizar possíveis envolvidos, mas ninguém foi encontrado até o momento.

A Polícia Civil de Brasil Novo conduz a investigação para esclarecer as circunstâncias do homicídio, identificar a autoria e determinar a motivação do crime.

O caso chama atenção por ter ocorrido nas primeiras horas da manhã e nas proximidades de uma unidade de ensino infantil, em uma área urbana do município.

O Brasil Novo Notícias acompanha o caso e poderá atualizar a reportagem conforme novas informações oficiais sejam divulgadas pelas autoridades.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

INCÊNDIO ATINGE PROPRIEDADE RURAL EM ALTAMIRA EM MEIO AO ALERTA PARA AUMENTO DE QUEIMADAS NO PARÁ

 Corpo de Bombeiros foi acionado; causa do fogo ainda não foi esclarecida

Um incêndio de grandes proporções foi registrado no início da noite desta terça-feira (25), em uma propriedade rural próxima à comunidade Buriti, em Altamira, no sudoeste do Pará.

Vídeos feitos por populares mostram a intensidade das chamas e a dimensão do incêndio. O Grupamento do Corpo de Bombeiros de Altamira foi acionado para atuar no controle do fogo.

Até o momento, não foi esclarecido o que provocou o incêndio. A suspeita de ação acidental ou criminosa ainda não foi confirmada, e o caso deverá ser investigado.

O episódio ocorre em um período de alerta para o aumento das queimadas no Pará. Dados da Equatorial Pará apontam que, entre janeiro e julho de 2026, 721 ocorrências de incêndios em áreas de vegetação atingiram a rede elétrica, provocando algum tipo de dano. No mesmo período de 2025, foram 380 casos — um aumento de quase 90%.

Segundo a empresa, queimadas próximas à rede podem danificar cabos, postes e transformadores, além de provocar interrupções no fornecimento de energia e oferecer risco de acidentes graves.

A orientação é para que a população não tente combater incêndios próximos à rede elétrica e jamais toque em cabos ou equipamentos atingidos pelo fogo. Mesmo um fio aparentemente desligado ou caído no chão pode continuar energizado.

Em caso de queimadas próximas à rede, a recomendação é manter distância e acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193. A Equatorial Pará também pode ser comunicada pelo 0800-091-0196.

O alerta é especialmente importante durante o período mais seco, quando as altas temperaturas, a baixa umidade e a vegetação ressecada favorecem a rápida propagação das chamas.

No caso registrado em Altamira, as circunstâncias que provocaram o incêndio ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

HOMEM MORRE APÓS SER ATINGIDO POR DISPARO DE ARMA DE FOGO NA ZONA RURAL DE URUARÁ/PA

Vítima tinha 52 anos e foi encontrada morta em uma propriedade localizada na região do Rio do Peixe, na PA-370

Um homem identificado como Itamar Francisco Evangelista, de 52 anos, morreu neste domingo (23) após ser atingido por um disparo de arma de fogo em uma propriedade rural localizada na PA-370, em Uruará, na região oeste do Pará.

O caso aconteceu na área conhecida como Rio do Peixe, na região do Chapadão, a aproximadamente 71 quilômetros do centro urbano do município.

As informações iniciais apontam que o disparo teria sido acidental. Itamar teria sido atingido por um tiro de uma arma de fabricação caseira, de calibre 20. No entanto, as circunstâncias exatas de como o disparo ocorreu ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.

Polícia Civil investiga o caso

Após a ocorrência, o corpo da vítima foi removido e encaminhado ao necrotério municipal.

Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte e solicitou a realização de exames periciais pelo Instituto Médico Legal (IML) de Altamira.

Itamar Francisco Evangelista era natural do município de Fronteiras, no estado do Piauí. Conforme as informações disponíveis, ele não possuía familiares em Uruará.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do disparo e confirmar oficialmente a dinâmica do ocorrido.

Brasil Novo Notícias acompanha o caso e poderá atualizar a reportagem conforme novas informações sejam divulgadas pelas autoridades.

Com informações do Gazeta Real Uruará 

CAMINHÃO QUE TRANSPORTAVA GÁS TOMBA NA “CURVA DA MORTE” DA PA-370, EM URUARÁ/PA

Acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (24), no trecho da Trans-Uruará, sentido Santarém

Um caminhão que transportava gás tombou na manhã desta segunda-feira (24), na PA-370, conhecida como Trans-Uruaráno município de Uruará, na região oeste do Pará.

O acidente aconteceu por volta das 9h20, no trecho conhecido como “Curva da Morte”, nas proximidades do Frigorífico Tapajós, no sentido Uruará–Santarém.

As circunstâncias que provocaram o tombamento ainda não foram esclarecidas. Até o momento, também não foram divulgadas informações confirmadas sobre possíveis vítimas ou sobre as condições do motorista.

A ocorrência chama novamente a atenção para um trecho da PA-370 conhecido na região pelo registro de acidentes. A rodovia é utilizada diariamente para o deslocamento de pessoas e transporte de cargas entre Uruará e Santarém.

O caso está em atualização. O Brasil Novo Notícias acompanha a ocorrência e novas informações serão acrescentadas à reportagem assim que forem confirmadas pelas autoridades.

OPERAÇÃO CONTRA GARIMPO ILEGAL DESTRÓI DEZENAS DE DRAGAS DURANTE AÇÃO INTEGRADA NO AMAZONAS

Ofensiva ocorreu na região do Rio Japurá e da Estação Ecológica Juami-Japurá, com participação de forças federais e órgãos ambientais

Imagens de uma operação de combate ao garimpo ilegal realizada na região do Rio Japurá e da Estação Ecológica Juami-Japurá, no Amazonas, ganharam grande repercussão nas redes sociais. A ação reuniu equipes da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Marinha do Brasil e do Exército, dentro da Operação Ágata Amazônia.

Durante a ofensiva, dezenas de dragas e balsas utilizadas na exploração ilegal de recursos minerais foram destruídas. Os equipamentos eram empregados em atividades de garimpo clandestino na região, e a ação representou prejuízo para os responsáveis pelas operações ilegais.

As imagens divulgadas mostram a dimensão da fiscalização e a atuação conjunta das forças federais em uma área de grande importância ambiental da Amazônia.

A operação teve como foco o combate aos crimes ambientais, a interrupção da exploração ilegal de recursos naturais e a proteção da biodiversidade. A presença de órgãos de segurança e fiscalização em áreas de preservação também busca dificultar a continuidade de atividades clandestinas que provocam impactos ambientais.

A atuação integrada entre forças de segurança e órgãos ambientais representa uma das estratégias utilizadas para ampliar a fiscalização em áreas da Amazônia onde há registros de exploração mineral ilegal.

A região do Amazonas integra o mesmo contexto amazônico que envolve municípios do Pará e outras áreas da região Norte, onde o combate a crimes ambientais e a proteção dos recursos naturais permanecem entre os principais desafios para os órgãos de fiscalização.

A expectativa é de que ações de fiscalização continuem sendo realizadas de forma integrada em áreas de preservação e locais utilizados para atividades de exploração mineral ilegal.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

HOMEM APONTADO COMO SUSPEITO DE HOMICÍDIO OCORRIDO EM URUARÁ É PRESO EM RONDON DO PARÁ

Foto: Divulgação
Adair Pereira Novais, conhecido como “Cowboy”, foi localizado durante uma ocorrência de violência doméstica e teve contra si cumprido mandado de prisão preventiva relacionado ao assassinato de Ildebrando da Silva Rodrigues

A Polícia Civil do Pará prendeu, no último domingo (16), em Rondon do Pará, no sudeste do estado, Adair Pereira Novais, de 53 anos, conhecido como “Cowboy”. Ele é apontado pelas autoridades como suspeito de um homicídio ocorrido em abril de 2021, na zona rural de Uruará, na região da Transamazônica.

A prisão ocorreu em situação de flagrante após Adair ser acusado de violência doméstica. Durante o encaminhamento à delegacia de Rondon do Pará, os policiais verificaram a existência de um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única da Comarca de Uruará, relacionado ao homicídio investigado.

Com o cumprimento da ordem judicial, Adair ficou à disposição da Justiça e deverá ser encaminhado ao sistema prisional.

Homicídio aconteceu em propriedade rural de Uruará

O crime que motivou o mandado ocorreu no início da tarde de 2 de abril de 2021, em uma fazenda localizada no km 200, sentido norte, na zona rural de Uruará.

A vítima foi identificada como Ildebrando da Silva Rodrigues, de 39 anos, morto após ser atingido por um disparo de espingarda calibre 28.

Uma semana após o assassinato, em 9 de abril de 2021, a Delegacia de Polícia Civil de Uruará divulgou a fotografia de Adair Pereira Novais, que tinha 48 anos na época, apontando-o como principal suspeito do crime. A imagem foi publicada no canal oficial da unidade policial.

Investigação se estendeu por mais de cinco anos

Desde o assassinato, o caso permaneceu sob investigação da Polícia Civil. A localização de Adair em Rondon do Pará possibilitou o cumprimento do mandado de prisão preventiva que estava em aberto.

A prisão também demonstra a atuação integrada das unidades da Polícia Civil na localização de investigados que possuem ordens judiciais pendentes em diferentes municípios do Pará.

Adair permanece à disposição do Poder Judiciário, que deverá dar prosseguimento aos procedimentos relacionados ao processo.

Brasil Novo Notícias acompanha os desdobramentos do caso.

MPPA AJUÍZA AÇÃO CONTRA EMPRESAS SUSPEITAS DE VENDER SUPLEMENTOS MINERAIS CLANDESTINOS A PRODUTORES DE ALTAMIRA

Investigação aponta possíveis prejuízos a pecuaristas e agricultores familiares, com relatos de animais doentes e mortos e cobranças consideradas abusivas

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Altamira, ajuizou uma Ação Civil Pública contra as empresas Agro Cariri Norte Suplementação Mineral e Mon Parti Festas Personalize. A medida busca a reparação de prejuízos que teriam sido causados a consumidores da região pela comercialização de produtos clandestinos e por práticas consideradas abusivas nas relações de venda e cobrança.

A ação foi fundamentada em documentos reunidos durante as investigações e em dezenas de reclamações registradas no Procon de Altamira. Segundo o Ministério Público, os relatos apontam que suplementos minerais adulterados e sem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) teriam sido colocados no mercado regional. Entre os produtos citados está o AGROPHÓS 180 e derivados.

Relatos apontam problemas em rebanhos

De acordo com as informações reunidas pelo MPPA, o uso dos suplementos teria provocado problemas em propriedades rurais, com relatos de diarreia e arrepiamento nos animais, perda significativa de peso, abortos em fêmeas e morte de dezenas de bovinos e bezerros.

Os possíveis prejuízos atingiriam diretamente famílias que dependem da atividade rural como principal fonte de subsistência. A situação também teria gerado despesas adicionais com atendimento veterinário e medicamentos.

Reclamações também envolvem cobranças

Além das denúncias relacionadas aos produtos, a investigação identificou relatos de práticas comerciais consideradas abusivas. Entre as situações apontadas estão a entrega de baldes de suplementos em quantidade superior à solicitada ou mesmo sem pedido prévio.

Ainda segundo os relatos, consumidores teriam sido cobrados pelos produtos que não haviam solicitado, com acréscimo de juros de 10%. Também foram registradas denúncias de coação, ameaças e constrangimentos durante as cobranças.

Segundo o Ministério Público, uma das vítimas teria sofrido um abalo moral tão grave que precisou ser internada em uma unidade hospitalar.

MPPA pede indenizações

Na ação, o Ministério Público solicita uma série de medidas destinadas à reparação dos consumidores prejudicados. Entre os pedidos está a declaração de nulidade das dívidas relacionadas aos produtos não solicitados, que deverão ser considerados como amostras grátis, além da restituição em dobro dos valores eventualmente pagos.

O MPPA também pede o ressarcimento dos danos materiais individuais, incluindo valores pagos pelos suplementos, prejuízos relacionados a animais mortos ou adoecidos e despesas com médicos veterinários e medicamentos.

Outro pedido é o pagamento de indenizações por danos morais individuais aos agricultores afetados.

Para os danos de natureza coletiva, o Ministério Público requer a condenação das empresas ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo e de, no mínimo, R$ 100 mil por danos sociais. Conforme consta na ação, os valores deverão ser destinados ao Fundo Municipal de Defesa do Consumidor de Altamira.

Produtores prejudicados podem participar do processo

Em cumprimento ao artigo 94 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o MPPA comunicou oficialmente o ajuizamento da ação aos interessados e a possíveis terceiros prejudicados.

Produtores rurais de Altamira que tenham adquirido os produtos mencionados e que tenham sofrido prejuízos materiais ou morais relacionados às condutas investigadas poderão buscar sua inclusão no processo como litisconsortes.

Para a habilitação no processo e eventual busca pela reparação de direitos individuais dentro da ação coletiva, o Ministério Público orienta que os consumidores prejudicados procurem assistência jurídica por meio de advogado ou da Defensoria Pública do Estado.

O caso chama atenção para a importância da fiscalização da comercialização de insumos utilizados na produção agropecuária, especialmente em uma região como a Transamazônica e o Xingu, onde a atividade rural possui forte relevância econômica e social para milhares de famílias.