Ele
também foi alvo de operação da PF nesta sexta-feira
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| © JUAREZ RODRIGUES/TJMG |
O
magistrado Magid Nauef Láuar também foi alvo de uma operação da Polícia Federal
(PF) no TJ-MG, determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo
nota do CNJ, durante a investigação da decisão, foram identificados indícios de
prática de delitos sexuais por parte do magistrado quando ele atuou nas
comarcas de Ouro Preto e Betim. Até o momento, cinco supostas vítimas foram
ouvidas pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
A
nota explica que parte dos eventos narrados já prescreveram, mas existem fatos
mais recentes que podem ser apurados. A gravidade dos depoimentos levou à
decisão pelo afastamento imediato de Láuar das funções do tribunal.
A
Corregedoria enfatiza, por outro lado, que os procedimentos disciplinares não
configuram juízo prévio de culpa. O objetivo é preservar a credibilidade da
magistratura, proteger o funcionamento da Justiça e manter a confiança da
sociedade no Poder Judiciário.
A
reportagem pediu um posicionamento do TJ de Minas, que informou que soltaria
uma nota sobre o caso, mas não a recebemos até o fechamento desta reportagem.
"Família"
com menina de 12 anos
O
desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça
de MG, foi o relator de um recurso que, no início de fevereiro, absolveu um
homem de 35 acusado de estupro de vulnerável, com a justificativa de que o
acusado e a menina teriam formado família.
A
sentença foi muito criticada pela população e autoridades, e se tornou alvo de
uma investigação do CNJ.
Nesse
período, surgiram relatos de pessoas que teriam sofrido abusos por parte do
magistrado. Depois da repercussão, o magistrado, de forma monocrática, aceitou
um pedido do Ministério Público de Minas e reverteu a decisão e determinou a
prisão do homem de 35 anos.
Por:
Gabriel Brum/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional














