Comsefaz
afirma que redução não chega ao consumidor final
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| © FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL |
Na
semana passada, o presidente Lula anunciou a redução a zero de tributos
federais (PIS e Confins) sobre o diesel para evitar a disparada de preço
causada pela guerra no Irã. Ele pediu que estados avaliassem a possibilidade de
reduzir o ICMS também.
No
entanto, a Comsefaz se posicionou contra. Segundo o texto, a experiência mostra
que reduções tributárias sobre combustíveis não costumam ser repassadas ao
consumidor final.
A
nota cita uma pesquisa, do ano passado, que aponta que parte dos descontos é
absorvida ao longo da cadeira de distribuição e revenda. Com exemplo, afirma
que, em três anos, o preço da gasolina caiu 16% nas refinarias, mas subiu 27%
nas bombas.
Os
estados dizem que esse tipo de medida gera uma perda dupla à população, porque
o preço do combustível não baixa, mas há perda de dinheiro para políticas
públicas.
Afirmam
que mudanças legislativas aprovadas no governo Bolsonaro geraram perdas de R$
189 bilhões aos estados.
Por isso, não é razoável que tenham de suportar novamente
mais perdas com ICMS.
Além disso, dizem que a atual política de cobrança do ICMS
sobre combustíveis, que é de valor nominal fixo, acaba tendo uma redução
relativa. Isso porque mesmo que o preço do combustível suba, o valor do imposto
permanece o mesmo.
Atualmente, esses valores são de R$ 1,57 por litro da
gasolina, R$ 1,17 do diesel e R$ 1,47 o quilo do GLP.
Por:
Gabriel Brum/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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