terça-feira, 2 de junho de 2026

GOVERNO DOS EUA PROPÕE NOVA TARIFA DE 25% SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS

Taxa poderá entrar em vigor a partir de 15 de julho.

Lula e Trump em encontro na Casa Branca
 — Foto: Ricardo Stuckert
Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial e propõem a aplicação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. As medidas foram anunciadas pelo Escritório do Representante Comercial norte-americano.

Ficaram de fora da lista:

• materiais informativos,

• doações,

• carnes,

• legumes,

• frutas,

• castanhas,

• café, e

• metais de terras raras. 

A investigação começou em 15 julho do ano passado, por determinação do presidente Donald Trump. Segundo os americanos, atos, políticas e práticas brasileiras são irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio norte-americano.

O Escritório crítica medidas relacionadas ao comércio digital e às redes sociais, como o bloqueio de plataformas e a aplicação de multas, incluindo serviços de pagamento eletrônico, como o pix.

Também aponta tarifas consideradas desleais em acordos do Brasil com o México e a Índia, além de falhas em medidas de combate à corrupção, à pirataria e na proteção da propriedade intelectual.

O texto aponta restrições ao mercado de etanol e afirma que o desmatamento ilegal representa um entrave ao comércio norte-americano.

O embaixador Jamieson Greer afirma que a investigação aborda preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos. Ao longo do último ano, Greer e Trump realizaram várias reuniões com o presidente Lula. Mas continuam existindo divergências substanciais quanto à resolução das questões identificadas na investigação.

O embaixador disse aguardar com expectativa a continuidade do diálogo com o governo brasileiro antes do prazo legal de 15 de julho para a adoção das medidas.

Antes de uma decisão definitiva sobre qualquer sanção, o governo dos Estados Unidos realizará consultas e uma audiência pública em 6 de julho.

O anúncio norte-americano ocorre após a visita do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos na semana passada, quando se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca.

Por: Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

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