Agentes
da Polícia Federal e hackers participavam do grupo criminoso
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| © HENRIQUE VORCARO/LINKEDIN |
Os
pagamentos de R$ 400 mil foram feitos pelo pai de Vorcaro, o Henrique Vorcaro,
preso nesta nova fase da operação da Polícia Federal. Henrique exercia “de
maneira clara o papel de destinador de recursos para o financiamento da Turma”,
diz a decisão.
E o
dinheiro era repassado a Marilson Roseno, policial aposentado, responsável por
atrair outros policiais para que eles acessassem ilegalmente o sistema da PF
para atender aos interesses de Vorcaro e seus familiares.
A
decisão traz algumas transcrições de mensagens. Por exemplo uma em que Henrique
diz que receberia recursos na quinta ou na sexta e que seriam R$ 400 mil, ao
que ouve a resposta de Marilson “o ideal seria o envio de R$ 800 mil”.
A
decisão ainda fala na proximidade de Vorcaro com agentes da Polícia Federal,
inclusive uma delegada. Valéria Vieira Pereira da Silva assumiu papel relevante
no fornecimento de informações sigilosas à “Turma” a partir do acesso ao e-Pol,
sistema da PF.
Marilson
Roseno da Silva era o líder do grupo e, ainda, segundo a decisão, teria
procurado o auxílio de três policiais para consulta a esse sistema da PF.
Marilson, que está preso desde março, será transferido para um presídio de
segurança máxima.
O
outro grupo, chamado de “Os Meninos”, cuidava dos ataques virtuais.
Arregimentava operadores com perfil hacker, remunerados para execução de
monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis”,
segundo a decisão.
Esses
dois grupos eram coordenados pelo Felipe Mourão, o Sicário, que, após preso,
cometeu suicídio, em março deste ano.
Em
nota a defesa de Henrique Vorcaro classificou a decisão de grave e
desnecessária e disse que ainda nesta quinta-feira dará as explicações
necessárias. Ainda não conseguimos contato com os demais investigados.
Por:
Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional
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