"Aguardemos
e esperemos as definições e investigações", diz ministro
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| © ANTÔNIO AUGUSTO/STF |
O
ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou que é preciso
aguardar para saber se o pedido de Flávio Bolsonaro por dinheiro para filme
sobre o pai pode ter impacto jurídico. O ministro concedeu entrevista ao
programa "Alô, Alô Brasil", da Rádio Nacional, nesta quinta-feira
(14).
O
portal Intercept publicou uma reportagem em que mostra mensagens e áudios do
senador cobrando Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, para que mandasse
milhões de reais para a continuação da produção. Segundo Gilmar Mendes, apesar
da repercussão política, que tende a ser maior em ano eleitoral, deve-se
esperar as investigações.
De
um pré-candidato a presidente da República aparece num vídeo, num áudio
conversando, e isso já é colocado num contexto de escândalo. Eu também aprendi
que a gente deve andar devagar com o andor e não radicalizar e não ter juízos
prontos sobre os episódios. Que aguardemos e esperemos as definições e as
investigações.
Gilmar
Mendes apontou que a CVM, Comissão de Valores Mobiliários, que é responsável
pela fiscalização do mercado de capitais, está enfraquecida. Até hoje, só duas
das cinco vagas da diretoria estão ocupadas. Enquanto isso, o mercado de fundos
cresce sem fiscalização.
São
mais de 30 mil fundos que servem para segmentar, segregar patrimônio, mas
também para esconder patrimônio. Isso precisa de fiscalização. Então, nós
estamos no pior dos mundos: uma indústria florescente, extremamente usada para
o bem, mas também para o mal, e um órgão de supervisão extremamente deficiente,
o que explica essa crise.
Sobre
delação premiada, o ministro do Supremo disse que é preciso evitar erros do
passado.
É
preciso que a gente fique atento para também não cometermos erros — os erros
que foram cometidos com as delações no passado. Mas é curioso também que os
agentes todos acabam incidindo em vários equívocos, como se a gente já não
tivesse combatido determinadas fraudes, não é, ao longo desses anos.
Gilmar
Mendes defendeu o STF contra críticas de que faria ativismo judicial. Ele disse
ser necessário rever o orçamento impositivo para reequilibrar a relação entre
os poderes Executivo e Legislativo e assim tirar o peso que recai sobre o
Supremo na hora de mediar os conflitos.
Por:
Gabriel Brum/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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