Edvaldo
Neto é investigado por envolvimento com facção criminosa
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| © CÂMARA DE VEREADORES DE CABEDELO/DIVULGAÇÃO |
Ele
é um dos alvos de uma operação realizada pelo Ministério Público da Paraíba,
Polícia Federal e Controladoria Geral da União. A operação investiga a atuação
de uma organização criminosa que realizava fraudes em licitações, desvio de
recursos públicos, lavagem de dinheiro e até o financiamento de uma facção
criminosa com atuação na cidade de Cabedelo, localizada na região metropolitana
de João Pessoa.
Estão
sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares
determinadas pelo Poder Judiciário. Além do afastamento do recém-eleito
prefeito, foi determinado também o afastamento de outros servidores públicos
para aprofundar e preservar as investigações e impedir a continuidade das
condutas criminosas.
Edvaldo
Neto foi eleito prefeito de Cabedelo no último domingo nas eleições
suplementares do município. Ele já ocupava a função interinamente desde dezembro
do ano passado após o então prefeito André Coutinho, também do Avante, ter o
mandato cassado por abuso de poder político e econômico, compra de votos, e
suposto envolvimento com uma facção criminosa.
Em
nota, a defesa do Prefeito Edvaldo Neto disse que o afastamento é uma medida de
natureza provisória. A nota defende que o prefeito jamais manteve qualquer
vínculo ou relação com facções criminosas, que é inocente e que, com a apuração
dos fatos, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.
Investigação
O
grupo é investigado por contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão
de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando
Vermelho”, com infiltração de membros da facção em estruturas da Prefeitura de
Cabedelo, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado
e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de
poder, influência territorial e blindagem institucional.
A
investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula
municipal, empresários e integrantes de organização criminosa que agiam para
dar continuidade a contratos milionários e à distribuição de vantagens
ilícitas, com movimentações que podem chegar a R$270 milhões.
A
investigação segue em andamento e os investigados podem responder pelos crimes
de fraude no processo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de
dinheiro e financiamento de organização criminosa.
Por:
Madson Euler/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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