Foram
mapeadas 90 organizações criminosas
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| © GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO |
"Essa
é uma escolha técnica. O crime de responsabilidade só pode ser processado,
investigado e julgado pelo próprio Senado, e ele exige um conjunto probatório
menos robusto do que se exige para crimes comuns. Os crimes comuns podem ser
investigados por qualquer outra instituição."
E os
crimes comuns, segundo ele, vão ser investigados nas instâncias competentes. No
relatório, de 221 páginas, ele recomenda os indiciamentos por crime de
responsabilidade.
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por sua proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Master - proximidade
empresarial e pessoal, segundo o relator. No caso de Alexandre de Moraes, por
conta do contrato que o escritório da esposa dele, Viviane Barci, tinha com o
Master - extensão e o valor pago por esse contrato. Gilmar Mendes é citado como
tendo uma conduta incompatível com o decoro por ter suspendido quebras de
sigilo. Já para Paulo Gonet, o relatório aponta conduta omissiva porque o
procurador-geral tinha acesso à investigação e a indícios considerados robustos.
No
relatório, Alessandro Vieira também fala no relatório de diversas decisões do
Supremo. Os habeas corpus, que fizeram com que os governadores e diversos
convocados - entre eles, Roberto Campos Neto, ex-Banco Central; Ibaneis Rocha,
ex-governador do DF; e o próprio Vorcaro - não comparecessem à CPI. Além da
restrição de acesso a informações sigilosas.
edidas
que acabaram resultando na não prorrogação dos trabalhos.
"Uma
investigação que teve duração tão curta e sofreu tanto boicote não conseguiu
chegar. Eu tenho absoluta certeza de que investigações vão apontar o
cometimento de diversos crimes comuns por figuras absolutamente relevantes na
República, mas a CPI não teve essa capacidade de investigação."
A
CPI também procurou fazer um panorama do crime organizado. Mapeou 90
organizações criminosas presentes em todo o país e falou dos mecanismos de
atuação: lavagem de dinheiro e aí entram os diversos setores - desde cigarro,
combustíveis e bebidas até fintechs, criptomoedas e fundos de investimentos, a
atuação das milícias, o mercado imobiliário, extração de ouro e garimpo ilegal.
Além
de indiciamentos e mapeamento de facções, o relatório propõe medidas: egulamentação
do lobby, sistemas de controle, a criação de um marco legal da inteligência e a
criação do Ministério da Segurança Pública.
Inicialmente
marcado para ser lido pela manhã, a análise do relatório ficou mesmo para esta
tarde. O motivo? Para que os senadores tivessem tempo de conhecer o texto, que
foi divulgado ainda de madrugada. Depois de votado, ele será encaminhado para
os órgãos investigativos para as medidas cabíveis.
Por:
Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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