Presidente
participou da primeira Cúpula Brasil-Espanha
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| © RICARDO STUCKERT / PR |
"O
Brasil, se não tirar proveito das suas terras raras e dos seus minerais
críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade. É uma questão de segurança
nacional. Nós iremos construir parceria com quem quiser construir, quem quiser
compartilhar tecnologia conosco, e o processo de transformação se dará dentro
do Brasil. Ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral."
Lula
e a comitiva brasileira participaram da primeira Cúpula Brasil-Espanha ao lado
de membros do governo espanhol. Após o encontro, foram assinados acordos também
em áreas como ciência, tecnologia e inovação. O presidente Lula destacou
iniciativas como o chamado ECA Digital no Brasil, voltado à proteção de
crianças e adolescentes no ambiente online, e afirmou que a proposta é um
primeiro passo para a regulamentação das redes no país.
"É
um primeiro passo de regulamentação que nós precisamos fazer sobre vários
outros assuntos. Uma das coisas que está endividando a sociedade são as apostas
no mundo digital. E nós precisamos agora regular tudo o que for digital para
que a gente dê soberania ao nosso país. Queremos dizer em alto e bom som: o ECA
Digital foi apenas um primeiro passo. Outra regulação vai acontecer no Brasil."
Os
acordos entre Brasil e Espanha incluem ainda áreas como economia social,
combate ao tráfico de pessoas, igualdade de gênero, saúde e cultura, entre
outros. Segundo o governo brasileiro, a Espanha é a oitava maior parceira
comercial do Brasil e foi, no ano passado, o quinto maior destino das
exportações brasileiras.
Em
meio aos conflitos globais, como a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e
Irã, o presidente Lula voltou a classificar como enfraquecido o Conselho de
Segurança da ONU, porque os países que o criaram não o respeitam. Ele também
demonstrou preocupação com o avanço de ameaças à democracia no mundo.
"Quando
a ONU foi criada, se criou o Conselho de Segurança da ONU, que era para
garantir a paz. E não é o que está acontecendo. E a ONU hoje, ela está muito
enfraquecida. As nações que criaram a ONU não respeitam a ONU. As decisões da
ONU não são cumpridas. Então você vai percebendo que aquilo que foi criado para
fortalecer o processo democrático está se esvaindo."
Ainda
na Espanha, Lula e Sánchez participam neste sábado da quarta reunião de alto
nível do fórum "Democracia Sempre". A ideia, segundo o presidente
brasileiro, é pensar formas de fortalecer a democracia no mundo e não dar
espaço ao extremismo.
"O
que nós queremos é discutir para ver se a gente consegue encontrar uma solução
para fortalecer o processo democrático no mundo. Para que a gente não permita
um retrocesso.
Porque
quando há um retrocesso, acontece um Hitler, acontece o nazismo, acontece o
fascismo. Então, eu acho que nós temos que aproveitar o cargo que nós temos
para que a gente possa tentar fazer um chamamento ao mundo de que a democracia
é o melhor sistema de governo."
A
duas semanas do início da vigência temporária do acordo entre Mercosul e União
Europeia, Lula destacou a importância da articulação entre Brasil e Espanha
para a aprovação da medida. Ele também voltou a defender o fim da escala 6x1 de
trabalho no Brasil.
Da
Espanha, Lula segue para a Alemanha, onde participa da abertura da feira
industrial de Hannover, considerada a maior feira do setor no mundo. O Brasil
entra este ano como parceiro do evento, com a participação de 300 empresas
brasileiras. Lula também participa do Encontro Econômico Brasil-Alemanha de
número 42, uma forma de aproximar a relação entre os setores econômicos dos dois
países. A Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil; no ano
passado, o comércio entre ambos passou dos U$ 20 bilhões.
Depois,
o presidente ainda cumpre agenda em Portugal antes de retornar ao Brasil.
Por:
Sayonara Moreno/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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