“Para
que a guerra [do Irã] não chegue ao prato de feijão”, disse
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| © MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL |
Além
da redução das alíquotas de PIS e Cofins, uma medida provisória criou uma
subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel. Juntas
as duas iniciativas devem aliviar os preços em cerca de R$ 0,64. Para compensar
parte disso, a MP prevê Imposto de Exportação para aumentar o refino no Brasil
e manter o abastecimento à população.
A
Agência Nacional de Petróleo ganhou novas instrumentos para coibir práticas
lesivas aos consumidores e os postos vão ter que ter placas para deixar claro a
diminuição dos preços pela redução dos tributos.
O
presidente Lula afirmou que conta com a ajuda de governadores dos Estados para
evitar que o diesel dispare no país.
“Até
com a boa vontade dos governadores de Estado, que podem reduzir um pouco o ICMS
também do preço do combustível, naquilo que for possível cada estado fazer,
para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao posto do motorista. E,
sobretudo, não chegando ao posto do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de
feijão, à salada do alface, da cebola, e à comida que o povo mais come”.
Medidas
motivadas por guerra ao Irã
O
ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as medidas são temporárias e
tem relação com o estado de guerra. O cenário atual não permitiu que fossem
adiadas.
“Não
podia mais ser adiado, em virtude das notícias que nos chegam, sobre o Estreito
de Ormuz, sobre a redução da produção mundial de petróleo, que caiu, segundo
estimativa da Petrobras, em torno de cinco milhões de barris por dia. Ou seja,
nós estamos falando que, praticamente, 5% da produção mundial de petróleo caiu
desde o início do conflito”.
Essas
medidas são anunciadas no momento em que os preços do petróleo são pressionados
pela guerra no Irã. O valor do barril voltou a bater 100 dólares depois que o
Irã atacou navios no Estreito de Ormuz.
A
passagem foi fechada pelo país persa em retaliação aos ataques feitos por
Estados Unidos e Israel. E o novo líder supremo do país, aiatolá Mojtaba
Khamenei, disse, nesta quinta, que o Estreito vai continuar bloqueado, informou
a mídia estatal.
Por:
Gabriel Brum7rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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