Investigado pela morte da
recepcionista Marli Pereira da Silva prestou depoimento e foi liberado, gerando
revolta entre familiares e amigos da vítima.
![]() |
| Momento em que Weverson deixa a delegacia acompanhado de seu irmão de um dos advogados/ Imagens: Ricardo Carvalho TV Correio |
Diante da delegada Eliene
Carla de Lima, do Departamento de Homicídios, Weverson usou o direito de ficar
calado. Agora, a Polícia Civil segue com as investigações, coletando o maior
número de informações possíveis e ouvindo mais testemunhas durante toda a
semana que vem.
Um pouco antes do depoimento
de Weverson, um protesto foi realizado por amigas e familiares de Marli, que se
concentraram em frente à sede da 21ª Seccional Urbana da Polícia Civil. Elas
imaginavam que ele seria apresentado ali.
Mas,
por estratégia da defesa, o suspeito foi apresentado na sede da
Superintendência Regional de Polícia Civil, que fica a cerca de 100 metros da
Seccional.
Quando as manifestantes
perceberam que tinham sido despistadas, Weverson já estava entrando no carro
dos seus advogados, acompanhado também de um dos seus irmãos. Essa situação
gerou revolta.
![]() |
| Amigas de Marli gritaram por justiça enquanto o suspeito deixava a delegacia no carro de seu defensor |
“Dói saber que o tal
suspeito está solto. Ele veio aqui, escondido, depôs, foi embora. Esse caso não
pode ser só um caso a mais, porque a gente vai atrás de justiça”, delcarou
Érica Tamara Gomes, amiga da vítima.
Outra amiga de Marli,
Nathália de Souza também desabafou: “A gente não pode se calar; ela está lá
morta, e o cara está aí. Não existe isso”.
Mais tarde, na sede da OAB,
os advogados Diogo Morais e José Rodrigues, que defendem o suspeito,
conversaram com exclusividade com o CORREIO. Eles disseram que o momento é de
muita cautela. Deixaram claro que o papel do advogado neste caso é garantir o
devido processo legal, para que a Justiça seja feita.
Questionados sobre o fato de
terem optado pelo silêncio, eles declararam que as investigações ainda estão em
fase inicial, de modo que qualquer declaração neste momento pode ser
precipitada.
Enquanto isso, fica a
sensação de impunidade, porque Marli perdeu a vida e até agora ninguém foi
preso. “Ela não merecia isso. A gente só quer justiça”, declarou a irmã de
Marli, Elza Soares.
“A gente não quer nada, só
quer justiça; a gente só quer que ela descanse em paz”, desabafou Érica Tamara
Gomes.
O
CASO
![]() |
| Elza Soares, irmã de Marli: “Ela não merecia isso. A gente só quer justiça” |
No decorrer do dia, foi
descoberto que a última pessoa a estar com Marli era Weverson, seu ex-colega de
trabalho. Daí em diante, ele ficou arredio e parou de se comunicar com a
maioria das pessoas que o questionava sobre o assunto. Decidiu, então, se
apresentar somente nesta quinta, já acompanhado de dois advogados.
O laudo de necropsia do
Instituto Médico Legal (IML) indicou como causa da morte asfixia mecânica por
afogamento. Mas há hematomas no corpo dela quem indicariam possivelmente uma
luta corporal.
Por: Por Chagas Filho
Fonte: Correio de Carajás



Nenhum comentário:
Postar um comentário