Treze operações no estado resultaram no resgate de 48 trabalhadores em situação degradante.
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| Operação no Pará flagra trabalho análogo à escravidão . — Foto: Polícia Federal/Divulgação |
Ao
todo, 48 trabalhadores foram retirados dessa situação em 13 operações
realizadas em diferentes municípios paraenses.
Em
todo o país, as forças-tarefas integradas pelo MPT resultaram no resgate de
1.986 pessoas, após 196 ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo.
Minas Gerais liderou o número de operações, com 42 ações, seguida por São Paulo
(22) e Rio Grande do Sul (15).
No
Pará, as fiscalizações atingiram diferentes frentes da economia, especialmente
na pecuária, setor que concentra o maior número de casos de exploração.
Entre
os municípios com registros estão Altamira, Anapu, Parauapebas, Xinguara,
Rurópolis, Moju e Tailândia, entre outros.
As
inspeções encontraram condições degradantes, como alojamentos improvisados,
falta de água potável e banheiros, alimentação precária e ausência de
equipamentos de proteção.
Também
foram identificadas práticas como jornadas exaustivas, servidão por dívida e
trabalho forçado, todos elementos que caracterizam o trabalho escravo
contemporâneo.
Além
do resgate dos trabalhadores, a atuação das equipes no Pará resultou na
assinatura de 21 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), 11 ações civis
públicas e no pagamento de mais de R$ 3,3 milhões em indenizações por dano
moral individual e coletivo.
Segundo a procuradora do Trabalho Silvia Silva, coordenadora regional da Conaete, a atuação do MPT na Amazônia também busca responsabilizar grandes empresas que se beneficiam direta ou indiretamente do trabalho escravo. “Queremos que essas empresas assumam responsabilidade sobre suas cadeias produtivas, evitando que graves violações de direitos humanos continuem ocorrendo”, afirma.
O
coordenador nacional da Conaete, procurador Luciano Aragão, explica que o
fenômeno da escravidão moderna “não se esconde apenas em fazendas isoladas do
interior, mas abastece cadeias produtivas que alcançam o consumo urbano, das
roupas e alimentos ao café de todo dia”.
Nos
últimos anos, o MPT disse que vem ampliando ações de capacitação de gestores e
servidores públicos para identificar e denunciar casos de exploração. As
formações já alcançaram os municípios de Xinguara, Marabá, Dom Eliseu, Redenção
e São Félix do Xingu.
Como
denunciar
Denúncias
de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma anônima e gratuita
pelo Disque 100 ou diretamente pelo site do MPT PA-AP (www.prt8.mpt.mp.br).
Fonte:
G1/PA

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