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| Sede do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Reprodução) |
De
acordo com André Mendonça, os investigados têm envolvimento nas fraudes que
envolvem o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O esquema de corrupção
acontecia por meio de descontos indevidos em aposentadorias e pensões dos
beneficiários.
O
ministro determinou ainda monitoramento eletrônico de outras oito pessoas
investigadas e entrega dos passaportes. Os investigados também devem ser
afastados imediatamente do cargo público que exercem.
Um
dos investigados é Adroaldo da Cunha, secretário executivo do Ministério da
Previdência Social, que está em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira
eletrônica.
A PF
também solicitou prisão preventiva do senador Weverton Rocha (PDT/MA), porém,
Mendonça apresentou um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que se
manifestou contra a prisão do parlamentar. Segundo o órgão, não foi apresentada
nenhuma prova contundente de ligação do parlamentar com o esquema fraudulento.
Segundo
a PF, Weverton ocupa posição de liderança política e suposto comando dentro da
organização criminosa, estruturado por Carlo Camilo, conhecido como ‘Careca do
INSS’.
De
acordo com a determinação de Mendonça, todos os investigados têm vínculo direto
com agentes políticos.
O
STF determinou as seguintes prisões preventivas:
Romeu
Carvalho Antunes: segundo a PF, é o sucessor operacional do pai, Antônio
Camilo. Assumiu a gestão de empresas, criou novas pessoas jurídicas e conduziu
negociações e a lavagem de capitais, inclusive no exterior;
Tiago
Schettini Batista: segundo a PF, atuava como coordenador operacional e
articulador financeiro no núcleo administrativo-político, com participação na
criação de empresas e na gestão oculta de pagamentos;
Domingos
Sávio de Castro: segundo a PF, era parceiro de negócios de Antônio Camilo e
atuava na condução de empresas usadas para dissimulação patrimonial e lavagem
de dinheiro;
Adelino
Rodrigues Junior: segundo a PF, tinha papel central no fluxo financeiro
interno, auxiliando na ocultação e movimentação de valores ilícitos. A
corporação afirma que ele mantinha mais de R$ 500 mil em espécie em um cofre;
Rubens
Oliveira Costa: segundo a PF, era gerente operacional e homem de confiança de
Antônio Camilo, responsável por executar operações de lavagem, gerenciar
pagamentos vultosos e viabilizar contratos simulados e notas fiscais falsas;
Alexandre
Caetano dos Reis: segundo a PF, atuava como contador de empresas do grupo e era
sócio de uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas, com papel central na ocultação
patrimonial e na internacionalização do esquema;
Milton
Salvador de Almeida Júnior: segundo a PF, funcionava como elo entre
administradores intermediários e as ordens de Antônio Camilo, gerenciando
empresas de fachada e a logística financeira do grupo;
Eric
Fidelis: segundo a PF, filho de ex-diretor do INSS, recebeu mais de R$ 2,2
milhões da organização por meio de sua empresa de advocacia e de empresas de
fachada, em um esquema de pagamentos dissimulados;
Paulo
Gabriel Negreiros: segundo a PF, é um dos administradores da CBPA (Confederação
Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura) e um dos “donos de fato”
da confederação, ao lado de Antônio Camilo e Tiago Schettini, com atuação em
fraudes contra beneficiários do INSS;
Alexandre
Guimarães: segundo a PF, o ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do
INSS é sócio de empresa de fachada financiada por empresas de Antônio Camilo
enquanto ocupava cargo público, o que lhe daria cobertura institucional;
Rodrigo
Moraes: segundo a PF, integrava o núcleo financeiro e geria empresas usadas
para facilitar a circulação de recursos ilícitos por meio de operações
simuladas;
Gustavo
Marques Gaspar: segundo a PF, o ex-assessor parlamentar integrava o núcleo
político-institucional, participou da criação de empresa ligada ao esquema,
recebeu dinheiro em espécie e propina e atuou na ocultação de bens mesmo após
fases anteriores da operação.
Adroaldo
Portal: a decisão também decretou a prisão preventiva do secretário-executivo
do Ministério da Previdência, mas a converteu em prisão domiciliar com
monitoramento eletrônico.
O STF determinou medidas cautelares contraparte dos investigados, como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento de cargos públicos. Em 7 casos, o monitoramento eletrônico foi aplicado, em alguns deles como alternativa à prisão preventiva.
FONTE: Portal Midiamax

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