Documento
do julgamento da trama golpista tem 1.991 páginas
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| © FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL |
Eles
foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar o núcleo
crucial do plano de golpe de Estado, com a liderança de Bolsonaro. O
ex-presidente recebeu a maior pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
Acórdão
é a decisão tomada por um colegiado de juízes. Neste caso, a publicação tem
1.991 páginas e registra o relatório do relator, o ministro Alexandre de
Moraes, e os votos dos demais ministros, além de imagens usadas, apartes feitos
durante as sessões e a dosimetria de cada condenado.
O
documento resume todas as informações do julgamento, diz o advogado
criminalista Euro Bento Maciel Filho.
“Então,
o acordo de certa forma realmente finaliza o julgamento, né? Põe fim àquela
demanda. O que acontece é que agora cabem recursos em face daquele acordo.
Poucos recursos, é verdade, mas ainda é possível a defesa recorrer.”
Com
a publicação do acórdão, segundo o regimento do STF, as defesas tem cinco dias
para apresentar recurso de embargos de declaração, que apenas esclarecem pontos
da decisão. Como teve um voto divergente, o do ministro Luiz Fux, outra opção
seriam embargos infringentes que podem alterar a decisão, explica Euro Bento
Maciel.
“No
entanto, esse recurso, creio eu, não será admitido, porque pelo regimento
interno do Supremo, seriam necessários dois votos divergentes para tanto. O que
busca o embargos infringente? É um curso manejado em cima de todo o contexto do
voto divergente para que, aí sim, o plenário votasse tudo de novo.”
Se
as defesas decidirem apresentar embargos infringentes, o prazo é de 15 dias.
Por:
Gabriel Brun/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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