Expectativa
do governo é reduzir preços de compra em até 60%
![]() |
| © ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL |
“Nossa expectativa é que a gente possa ter
até 60% de redução nessas compras centralizadas, e fortalece mecanismos muito
importantes para que a gente possa produzir esses medicamentos cada vez mais
aqui no Brasil. Porque, quando você centraliza a compra, você passa a ter uma
escala que você cobra do produtor que ele transfira essa tecnologia para um
laboratório público nosso, venha a transferir para cá, venha trazer essa informação.
É esse produto gerando emprego, renda, tecnologia e segurança para os pacientes
aqui no nosso país.”
Auxílio
exclusivo para radioterapia
O
anúncio faz parte de uma série de medidas do governo contra o câncer, que
inclui também a criação de um auxílio exclusivo para os tratamentos de
radioterapia. Agora, paciente e acompanhante terão direito a R$ 150 para
refeições e hospedagem e R$ 150 por trajeto. O ministério investirá ainda R$
156 milhões para incluir até 60 novos pacientes por mês em cada acelerador
linear, equipamento usado nas sessões de radioterapia. Foi anunciada também uma
mudança na forma de financiamento dos serviços desse tratamento: o repasse de
recursos passa a ser progressivo, ou seja, quanto mais pacientes forem
atendidos, mais verba as unidades vão receber.
O
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o objetivo da pasta é criar
a maior rede pública de cuidados para pacientes com câncer do mundo:
“Eu
estou absolutamente convencido que nós vamos criar, como a gente já criou o
maior programa público de transplante do mundo, como a gente já criou um dos
maiores programas públicos de enfrentamento a HIV e AIDS do mundo, um dos
maiores programas públicos de atenção primária em saúde, o maior programa
público de atenção primária especializada na saúde bucal do mundo, nós vamos
consolidar a maior rede pública de cuidado, de prevenção e diagnóstico e
tratamento ao câncer.”
Segundo
o ministério, haverá ainda uma parceria com o setor privado: clínicas e
hospitais particulares que se credenciarem para atender o SUS deverão usar, no
mínimo, 30% da sua capacidade instalada para pacientes da rede pública por pelo
menos três anos.
Por:
Carolina Pessôa com colaboração de Renato Ribeiro/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

Nenhum comentário:
Postar um comentário