Uruará (PA) –
Uma adolescente de 13 anos, identificada apenas pelas iniciais J.B.S. por
motivos de proteção, está grávida de três meses após sofrer abusos sexuais
repetidos pelo padrasto, um homem de 27 anos identificado pelas iniciais I.S.L.
O caso de estupro de vulnerável, ocorrido na zona rural do município de Uruará,
no sudoeste do Pará, foi denunciado pela mãe da vítima e está sob investigação
da Polícia Civil.
A genitora descobriu a
situação em 12 de dezembro de 2025, quando a filha apresentou sintomas como
enjoos e vômitos. Exames realizados em unidades de saúde da sede municipal
confirmaram a gestação. Ao retornar para casa, a mãe conversou a sós com a
adolescente, que inicialmente negou a gravidez, mas confessou, em prantos, que
o padrasto era o autor dos abusos e o pai da criança.
Segundo o relato da vítima,
os atos sexuais começaram em 2024, quando ela tinha apenas 12 anos. A primeira
agressão teria ocorrido em uma ocasião em que a mãe estava ausente: a
adolescente brincava com os irmãos quando o suspeito a chamou para o quarto e
praticou relação sexual com penetração. Os abusos continuaram em momentos em
que a mãe não estava presente em casa.
Após a revelação, a mãe
confrontou o companheiro, mas desmaiou durante a discussão. Ao recobrar os
sentidos, constatou que o suspeito havia fugido da residência. Ele permanece
foragido até o momento.
A mãe registrou boletim de
ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Uruará, acionou o Conselho Tutelar
e solicitou medida protetiva de urgência para afastamento do suspeito, visando
garantir a segurança da vítima e da família. Foi realizado exame de corpo de
delito, e todos os procedimentos necessários foram concluídos até 15 de
dezembro de 2025.
Em entrevista ao Portal
Gazeta Real Uruará, a mãe da vítima declarou: “Eu sou mãe da vítima de 13 anos
que sofreu abuso do padrasto e está grávida. Já denunciei, já fui no Conselho.
Fiz corpo de delito, já fiz tudo que era preciso. Mas até agora nada foi
divulgado sobre o caso. Ele está foragido. Eu descobri dia 12 de dezembro e
terminei todos os procedimentos no dia 15 de dezembro.”
Relatos apontam que o
padrasto demonstrava ciúmes excessivos pouco antes da descoberta, especialmente
após um jovem pedir para namorar a adolescente e a mãe autorizar o
relacionamento.
O crime de estupro de
vulnerável (art. 217-A do Código Penal) é agravado pela idade da vítima (menor
de 14 anos), pela condição de padrasto (ascendente por afinidade) e pela
resultante gravidez, podendo levar a penas de até 30 anos de reclusão ou mais,
dependendo das qualificadoras.
A Polícia Civil segue com as
investigações, incluindo buscas pelo foragido e coleta de provas periciais. A
família recebe acompanhamento do Conselho Tutelar e da rede de proteção à
criança e ao adolescente.
Denúncias de violência
sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo
Disque 100, pelo Conselho Tutelar local ou diretamente nas delegacias. Casos
como esse reforçam a importância de romper o silêncio e buscar ajuda imediata
para proteger vítimas e punir agressores.
Com informações do Portal
Gazeta Real Uruará