Ele
foi ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro em 2021 e 2022
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| © FOTO BRUNO SPADA/ CÂMARA DOS DEPUTADOS |
Mais
cinco pedidos de prisão preventiva de investigados foram aprovados, nesta
quinta-feira (6), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Desta vez, para:
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Ex-dono da Amar Brasil Clube de Benefícios, Felipe Macedo Gomes;
-
Presidente do Instituto Terra e Trabalho, Vinícius Ramos da Cruz;
-
Secretário da Conafer, Silas Vaz;
-
Empresários Domingos Sávio de Castro e Rubens Oliveira Costa (ligados a Antônio
Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como principal operador do
esquema).
O
pedido é para que o ministro André Mendonça, que é o relator dessa ação no
Supremo Tribunal Federal (STF), determine a prisão como “garantia da ordem
pública e para assegurar a aplicação da lei penal”.
Felipe
Macedo Gomes esteve na CPI no dia 20 e, protegido por um habeas corpus, ficou
calado. O ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios também é acusado de
ter repassado R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni ao governo do Rio
Grande do Sul, em 2022. Onyx - que foi ministro do Trabalho e Previdência em
2021 e 2022, no governo Bolsonaro - prestou depoimento à CPI Mista nesta
quinta-feira.
O
relator, deputado Alfredo Gaspar, do União de Alagoas, foi direto: "Esses
R$ 60 mil foi vantagem indevida pelo exercício do cargo de Ministro da
Previdência?".
"Bom,
eu tenho uma vida pública de 28 anos e nunca tive nenhum processo envolvendo
dinheiro público", respondeu Lorenzoni.
Antes
do depoimento, o presidente da CPI Mista do INSS, senador Carlos Viana
(Podemos-MG), chegou a fazer um balanço dos trabalhos até agora. Disse que a
comissão já tem mapeado como atuava o núcleo criminoso do esquema, que era
formado por servidores públicos, operadores e tinha a colaboração de agentes
políticos. Agora é saber quem são essas pessoas e quais eram as ramificações.
"Nós
temos muito bem configurado que temos um núcleo criminoso de pelo menos 3
servidores públicos que passaram de governo para governo e se mantiveram em
postos chaves. Temos um quarto que está sendo investigado. Esse núcleo se
juntou aos operadores que já conhecemos, que faziam a recepção e lavagem do
dinheiro por meio das empresas falsas".
Para
isso, além das prisões, a CPI propõe mais depoimentos e até acareações. Entre
os mais de 180 requerimentos aprovados nesta quinta-feira, está o que pede uma
acareação entre o advogado Eli Cohen, que atuou nas denúncias do esquema, e o
Careca do INSS.
Por:
Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional