quinta-feira, 23 de outubro de 2025

IBAMA NEGA DESTRUIÇÃO DE CASAS DE AGRICULTORES DURANTE OPERAÇÃO NA ASSURINI

O IBAMA alega que não houve destruição de residências, mas, sim, de estruturas de apoio à monocultura do cacau instaladas dentro de território indígena.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) se manifestou nesta quinta-feira (23) sobre a operação realizada na Gleba Surini, localizada entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no sudoeste do Pará. A ação, que ocorreu na semana passada e gerou polêmica após denúncias de moradores sobre o incêndio de residências, foi, segundo o órgão, parte de uma decisão judicial que determina a desintrusão da Terra Indígena Ituna-Itatá.

Em nota enviada à imprensa, o IBAMA esclareceu que a operação, iniciada no dia 13 de outubro, teve como objetivo dar continuidade ao processo de desocupação da área indígena, em cumprimento a uma determinação da Justiça Federal. A ação contou com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e da Força Nacional de Segurança Pública.

O órgão ambiental negou que tenham ocorrido destruições de residências. Segundo o IBAMA, as demolições foram restritas a estruturas de apoio à monocultura do cacau instaladas dentro dos limites da Terra Indígena Ituna-Itatá. O instituto também informou que o trabalho de desmobilização começou apenas após o término da colheita da última safra de cacau, e que os produtores rurais que ocupavam a área haviam sido previamente notificados sobre a medida desde fevereiro deste ano.

Apesar do esclarecimento, vídeos e relatos encaminhados por moradores da Gleba Surini às redações locais mostram construções em chamas durante a operação. Em algumas das imagens, é possível ver veículos do IBAMA no local, o que reforçou as denúncias de que casas teriam sido queimadas.

A Gleba Surini é uma região historicamente marcada por disputas fundiárias e sobreposição de terras, parte das quais estão inseridas dentro dos limites da Terra Indígena Ituna-Itatá. Essa sobreposição tem motivado, nos últimos anos, diversas ações de fiscalização e retirada de ocupações consideradas irregulares.

Com a nota, o IBAMA reafirma que a operação não teve como alvo moradias familiares, mas sim estruturas ligadas à produção irregular de cacau dentro de área protegida. Ainda assim, as declarações do órgão contrastam com os relatos apresentados por moradores locais.

O IBAMA informou que as ações de fiscalização continuarão, sem prazo definido, com o objetivo de reduzir a degradação ambiental e assegurar o cumprimento das decisões judiciais relacionadas à proteção da Terra Indígena Ituna-Itatá.

As informações são do portal Confirma Notícias.

PADRASTO É PRESO APÓS ESTUPRAR MENOR

Vítima e irmã denunciam abuso que já durava desde 2024; suspeito resistiu à prisão em Patrocínio.

Por volta das 19h30min deste dia 22 de Outubro, a Polícia de Patrocínio, região garimpeira do município de Itaituba, no sudoeste do Pará, recebeu a denúncia de M. M. S. B, de 27 anos. Ela compareceu ao posto policial acompanhada de sua irmã, uma menor de 11 anos, informando que ela havia sido vítima de estupro pelo padrasto, José Francisco Ribeiro Bacelar, no último domingo, dia 19 de Outubro.

M. M. S. B, relatou que os abusos já eram recorrentes desde o ano de 2024, mas ela não havia formalizado a denúncia antes porque o padrasto ameaçava matar a mãe da criança caso ela contasse o ocorrido.

Diante das informações, a guarnição policial dirigiu-se à residência do suspeito, que resistiu à detenção, mas foi contido imediatamente pelos policiais. O suspeito, a denunciante a vítima e a mãe da menor foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil do Distrito de Moraes de Almeida para os procedimentos legais cabíveis.

Fonte: Plantão 24horas News

ORGANIZAÇÕES PEDEM CANCELAMENTO DE LICENÇA DADA PELO IBAMA À PETROBRAS

ONGs pedem suspensão de exploração na margem equatorial, na Amazônia

© CEZAR FERNANDES
Oito organizações ambientais, indígenas, quilombolas e de pescadores artesanais acionaram a Justiça Federal do Pará pedindo o cancelamento da licença que o Ibama concedeu à Petrobras para perfurar e fazer pesquisa exploratória em águas profundas da margem equatorial, no norte do país. Uma das organizações que acionaram a 9ª Vara Federal Ambiental e Agrária é o Observatório do Clima. A coordenadora de políticas públicas, Sueli Araújo, argumenta que as organizações apontam falhas no licenciamento:

"Não foi feita a consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas e comunidades tradicionais. O licenciamento tem falhas de modelagem. Numa série de análises: como é que o óleo iria, para onde o óleo iria, em caso de acidentes. A licença foi concedida com fragilidades bastante gritantes na modelagem", diz.

Nesse contexto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, comentou nesta quarta-feira, em entrevista ao Canal Gov, que a decisão do Ibama não sofreu nenhum tipo de interferência e que foi meramente técnica e rigorosa:

"O Ibama deu uma licença técnica. O Ibama conseguiu várias melhorias para o projeto. Uma delas que é fundamental, que é a base de suporte ou de socorro, o que os especialistas chamam de fauna oleada. Foram pedidos uma série de ajustes e, ao longo do processo, a Petrobras foi aportando esses ganhos. E agora, no simulado que nós tivemos, o Ibama ainda identificou alguns problemas, e eles foram corrigidos também, inclusive acrescentando mais barcos. Todas as exigências que o Ibama fez eram altamente necessárias", afirmou.

No começo da semana, ao anunciar a concessão da licença de operação do bloco que fica na bacia sedimentar da Foz do Rio Amazonas, o Ibama mencionou um rigoroso processo de licenciamento ambiental, com estudo de impacto ambiental, audiências públicas, reuniões temáticas, vistorias em todas as estruturas de resposta à emergência e realização de uma avaliação pré-operacional.

As entidades que acionaram a Justiça também argumentam que o Brasil está às vésperas de sediar uma conferência do clima da ONU na Amazônia, e que abrir essa mesma Amazônia para uma expansão massiva da produção de petróleo, o principal causador da crise do clima, é tripudiar sobre o Acordo de Paris.

As organizações ambientalistas e de populações tradicionais ainda pedem que a Justiça conceda uma liminar que suspenda imediatamente as atividades de perfuração, sob risco de danos irreversíveis ao meio ambiente.

O Ibama confirmou ter sido notificado sobre a ação e disse que vai se manifestar dentro do prazo. Já a Petrobras não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta matéria. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou em nota que vai dar tratamento prioritário à ação judicial, preservando os aspectos ambientais, sociais e econômicos que permeiam o caso. A AGU também disse que todos os pontos levantados pelas entidades serão analisados com celeridade e cuidado.

Por: Sayonara Moreno /Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

GOVERNO FEDERAL ARRECADA R$ 216 BILHÕES EM SETEMBRO

É o melhor resultado da série histórica, desde 1995, diz Receita

© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O governo federal arrecadou R$ 216 bilhões em setembro, melhor resultado da série histórica, que começou em 1995. A Receita Federal divulgou os números nesta quinta-feira (23).

Com o resultado, a arrecadação de janeiro a setembro chegou a R$ 2,1 trilhões, um aumento de 3,5% em relação ao ano passado, já descontada a inflação.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que o desempenho geral da economia vem sustentando a arrecadação.

Essa alta na arrecadação durante o ano é explicada, entre outras razões, pelo aumento das alíquotas do IOF, que depois acabaram suspensas pelo Congresso Nacional.

Além disso, as cobranças sobre as importações também cresceram, resultado do aumento da aquisição de produtos no exterior e dos impostos relacionados.

Com relação à Previdência Social, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento da massa salarial, mas também pela reoneração gradual da folha de pagamento de 17 setores e dos municípios.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional 

CPMI DO INSS OUVE EX-PROCURADOR DO INSS QUE RECEBEU QUASE R$12 MILHÕES

A comissão também ouve Thaisa Hoffmann, esposa do ex-procurador

© LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRAASIL.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquerito, a CPMI, que investiga os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS vai ouvir nessa quinta-feira o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira Filho e a esposa dele, Thaisa Hoffmann.

Virgílio, que está afastado do cargo, deve responder sobre as investigações da Polícia Federal que indicam enriquecimento ilícito e incompatível com seus rendimentos de servidor público. Thaísa é sócia de empresas que operavam transações financeiras relacionadas a esses descontos indevidos.

Segundo as investigações, o ex-procurador do INSS recebeu quase 12 milhões de reais por meio de contas bancárias da esposa.

Por: Gésio Passos/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

POLÍCIA CIVIL INTEGRA OPERAÇÃO NACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA

Nesta quarta-feira (22), a iniciativa do Ministério da Justiça e
Segurança Pública incluiu apuração de denúncias anônimas
de violação de direitos em Belém e Santarém
Em alusão ao Dia Nacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de Outubro, a Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV) e Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa (DDPID), realizou o “Dia D” no âmbito da “Operação Virtude 2025” em Belém, na Região Metropolitana, e Santarém, na Região de Integração Baixo Amazonas, nesta quarta-feira (22). A ação é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e tem como objetivo intensificar as ações de fiscalização, proteção e garantia de direitos da pessoa idosa.

Unindo órgãos de Segurança Pública e Proteção Social, as ações realizadas nesta quarta-feira foram voltadas à apuração de denúncias anônimas de violações de direitos da pessoa idosa, por meio do Disque 100, plataforma do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Em Belém, a ação fez o levantamento de 30 denúncias prioritárias, em diversos bairros da capital, para responsabilizar infratores e garantir acesso aos serviços da rede de proteção.

Inquéritos - A ação mobilizou cerca de 20 agentes da Polícia Civil nos dois municípios, realizando parte das diligências durante o dia, que resultaram na instauração de três inquéritos policiais para investigar possíveis maus-tratos, com os idosos encaminhados à rede de proteção. As demais denúncias serão apuradas na segunda parte da Operação.

Segundo Emanuela Amorim, diretora da DAV, que acompanhou a Operação em Santarém, o trabalho reflete a demanda da sociedade pela movimentação do poder público no combate à violência contra a população idosa. “Também é importante frisar que a Operação reforça o compromisso da instituição com a promoção de direitos e combate a violações da dignidade da pessoa idosa, incluindo negligências, maus-tratos, desvios financeiros e outras formas de violência”, explicou a delegada.

Segundo Caroline Batista, titular da DDPID, em Belém, as ações buscaram reforçar o caráter do dever coletivo de respeito, cuidado e valorização da pessoa idosa. “Além da repressão às violências, é importante ressaltar a prevenção e conscientização da sociedade sobre os direitos das pessoas idosas em nosso Estado. É essencial promover uma cultura de respeito e reafirmar o papel da Polícia Civil na proteção de direitos”, pontuou Batista.

As atividades da “Operação Virtude 2025” estão previstas até o final de outubro, com o objetivo de ampliar a rede de proteção e reforçar a garantia de direitos à população idosa.

Fonte: PC/PA

MAIS DE 80 PESSOAS SÃO PRESAS NA TERCEIRA FASE DA AÇÃO 'PONTO CRÍTICO' DA POLÍCIA CIVIL

Operação, nesta quinta-feira (23), cumpriu mandados
de prisão, de busca e apreensão contra investigados
por diversos crimes em cidades do interior
A Polícia Civil do Pará realizou, na manhã desta quinta-feira (23), a terceira fase da Operação Ponto Crítico para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados por diversos crimes. Durante a ação policial, que aconteceu em mais de 40 cidades do interior do Pará, drogas e armas foram apreendidos, resultando em prisões em flagrante.

“Desde a primeira fase, a operação Ponto Crítico tem o propósito de prestar apoio às unidades policiais, intensificar as ações de policiamento e o combate à criminalidade no Estado, além de expandir o acesso à segurança pública e promover um ambiente tranquilo para as comunidades. Todas as Regiões Integradas de Segurança Pública que compõem a Diretoria de Polícia do Interior (DPI) atuaram de forma eficaz cumprindo os mandados judiciais e promovendo mais segurança aos cidadãos”, explica o delegado Hennison Jacob, titular da DPI.

Prisões e apreensões

As equipes da Superintendência Regional do Sudeste do Pará cumpriram 19 prisões, entre preventivas, temporárias e flagrantes. “Até o momento, nós conseguimos efetuar 12 preventivas, uma temporária e seis prisões em flagrante, além de quatro mandados de busca e apreensão em residências ligadas aos investigados e mais duas apreensões de adolescentes por ato infracional. Na casa de um dos alvos foi apreendida a roupa que ele utilizou durante um homicídio. Das prisões em flagrante, os envolvidos vão responder por porte ilegal de arma de fogo e furto de energia”, detalhou o delegado Antônio Mororó, superintendente da região.

A ação policial continua no decorrer do dia inteiro para que os outros mandados sejam cumpridos. “A nossa média chega a 100 prisões em cada fase da operação que já foi deflagrada. Para a terceira fase, já é possível contabilizar que mais de 80 pessoas presas até o momento, sendo que existe a possibilidade que este número ultrapasse a quantidade de prisões que aconteceram anteriormente. A Ponto Crítico terá outras fases a serem startadas nos próximos meses e o nosso trabalho continua.

Além dos policiais vinculados à DPI, também participaram da ação as equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). Todos os presos foram encaminhados para a delegacia, onde passaram pelos procedimentos legais e estão à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: PC/PA

URUARÁ: JOVEM MORRE APÓS LEVAR FACADA NO OUVIDO E POLÍCIA CIVIL PRENDE SUSPEITO

Um jovem identificado como Ernandes Ferreira Lima, conhecido pelo apelido “Bactéria”, de 24 anos, morreu na tarde da última quarta-feira, 22 de outubro, após ser atingido por uma facada no ouvido, em Uruará (PA). O crime aconteceu em uma área conhecida como “beco da morte”, localizada ao lado do Mercado Municipal, onde funcionam diversos bares.

De acordo com informações da Polícia Civil, as investigações foram iniciadas imediatamente após o ocorrido. A equipe de plantão realizou diligências e conseguiu prender em flagrante o principal suspeito, identificado como Jardel Oliveira de Castro.

O acusado foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Uruará, onde permanece à disposição da Justiça. Segundo as autoridades, ele deverá responder, em tese, pelo crime de homicídio doloso.

A motivação do crime ainda não foi divulgada pela polícia, que segue apurando as circunstâncias da ocorrência.

O corpo da vítima foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Altamira para a realização do exame de necropsia, que deve ajudar a esclarecer detalhes sobre a causa da morte.

A população de Uruará ficou chocada com a brutalidade do crime, que ocorreu em uma área já conhecida por constantes episódios de violência.

Com informações do Portal Gazeta Real Uruará

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

HOMEM QUE LIDEROU ASSALTO A BANCO EM URUARÁ É PRESO EM MARABÁ

Em 2008 durante o assalto um policial militar, que confrontava os criminosos, acabou morrendo

Uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Mato Grosso, das polícias Civil e Militar do Pará e Polícia Federal resultou na prisão de um foragido da Justiça, nessa terça-feira, 21 de outubro. O criminoso, Raimundo Nonato Ribeiro da Silva, estava sendo procurado por diversos assaltos à instituições financeiras em três Estados, incluindo roubos na modalidade novo cangaço na cidade de Comodoro, em Mato Grosso.

O criminoso estava com três mandados de prisão em aberto por roubos à bancos, porte ilegal de arma e receptação, com ordens expedidas pelas Justiças de Mato Grosso, Maranhão e Pará. 

Segundo as informações coletadas pela equipe de inteligência do Bope e também das demais forças de segurança, foi identificado que o foragido estava escondido na cidade de Marabá, no Pará. Diante da situação, os policiais civis e militares do Estado fizeram a prisão do criminoso.

De acordo com as investigações, em 16 de fevereiro de 2008, o grupo comandado por Raimundo invadiu uma agência do Banco do Brasil em Uruará (PA). Durante o confronto, um oficial da Polícia Militar, comandante do batalhão local, foi baleado e morreu no local.

No mesmo ano, Raimundo também participou de outro roubo ao Banco do Brasil em Comodoro (MT), novamente na modalidade “vapor”, ao lado de quatro irmãos. Já em 2007, ele havia sido preso e condenado por porte ilegal de arma de fogo, no município de Estreito (MA), quando foi flagrado com um fuzil AK-47 e várias pistolas.

Após sua prisão, o criminoso foi levado até as autoridades locais do Pará para os demais procedimentos que o caso requer.

Fonte: Gazeta Real Uruará

MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE CÂNCER NO SUS SERÃO 100% FINANCIADOS

Expectativa do governo é reduzir preços de compra em até 60%

© ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (22), o financiamento de 100% dos medicamentos para tratamento de câncer no SUS, o Sistema Único de Saúde. Com a centralização e o custeio total dos medicamentos pela União, a expectativa é reduzir os preços de compra em até 60%, como explicou o ministro da saúde Alexandre Padilha:

Nossa expectativa é que a gente possa ter até 60% de redução nessas compras centralizadas, e fortalece mecanismos muito importantes para que a gente possa produzir esses medicamentos cada vez mais aqui no Brasil. Porque, quando você centraliza a compra, você passa a ter uma escala que você cobra do produtor que ele transfira essa tecnologia para um laboratório público nosso, venha a transferir para cá, venha trazer essa informação. É esse produto gerando emprego, renda, tecnologia e segurança para os pacientes aqui no nosso país.”

Auxílio exclusivo para radioterapia

O anúncio faz parte de uma série de medidas do governo contra o câncer, que inclui também a criação de um auxílio exclusivo para os tratamentos de radioterapia. Agora, paciente e acompanhante terão direito a R$ 150 para refeições e hospedagem e R$ 150 por trajeto. O ministério investirá ainda R$ 156 milhões para incluir até 60 novos pacientes por mês em cada acelerador linear, equipamento usado nas sessões de radioterapia. Foi anunciada também uma mudança na forma de financiamento dos serviços desse tratamento: o repasse de recursos passa a ser progressivo, ou seja, quanto mais pacientes forem atendidos, mais verba as unidades vão receber.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o objetivo da pasta é criar a maior rede pública de cuidados para pacientes com câncer do mundo:

Eu estou absolutamente convencido que nós vamos criar, como a gente já criou o maior programa público de transplante do mundo, como a gente já criou um dos maiores programas públicos de enfrentamento a HIV e AIDS do mundo, um dos maiores programas públicos de atenção primária em saúde, o maior programa público de atenção primária especializada na saúde bucal do mundo, nós vamos consolidar a maior rede pública de cuidado, de prevenção e diagnóstico e tratamento ao câncer.

Segundo o ministério, haverá ainda uma parceria com o setor privado: clínicas e hospitais particulares que se credenciarem para atender o SUS deverão usar, no mínimo, 30% da sua capacidade instalada para pacientes da rede pública por pelo menos três anos.

Por: Carolina Pessôa com colaboração de Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

STF PUBLICA ACÓRDÃO COM CONDENAÇÃO DE BOLSONARO E ALIADOS

Documento do julgamento da trama golpista tem 1.991 páginas

© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou, nesta quarta-feira, 22, o acórdão com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados no julgamento da trama golpista.

Eles foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar o núcleo crucial do plano de golpe de Estado, com a liderança de Bolsonaro. O ex-presidente recebeu a maior pena de 27 anos e 3 meses de prisão.

Acórdão é a decisão tomada por um colegiado de juízes. Neste caso, a publicação tem 1.991 páginas e registra o relatório do relator, o ministro Alexandre de Moraes, e os votos dos demais ministros, além de imagens usadas, apartes feitos durante as sessões e a dosimetria de cada condenado.

O documento resume todas as informações do julgamento, diz o advogado criminalista Euro Bento Maciel Filho.

“Então, o acordo de certa forma realmente finaliza o julgamento, né? Põe fim àquela demanda. O que acontece é que agora cabem recursos em face daquele acordo. Poucos recursos, é verdade, mas ainda é possível a defesa recorrer.

Com a publicação do acórdão, segundo o regimento do STF, as defesas tem cinco dias para apresentar recurso de embargos de declaração, que apenas esclarecem pontos da decisão. Como teve um voto divergente, o do ministro Luiz Fux, outra opção seriam embargos infringentes que podem alterar a decisão, explica Euro Bento Maciel.

“No entanto, esse recurso, creio eu, não será admitido, porque pelo regimento interno do Supremo, seriam necessários dois votos divergentes para tanto. O que busca o embargos infringente? É um curso manejado em cima de todo o contexto do voto divergente para que, aí sim, o plenário votasse tudo de novo.

Se as defesas decidirem apresentar embargos infringentes, o prazo é de 15 dias.

Por: Gabriel Brun/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

SUS AMPLIA ATENDIMENTO E CRIA AUXÍLIO PARA TRATAMENTO DE CÂNCER

Medicamentos terão 100% de financiamento público

© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (22) o financiamento de 100% dos medicamentos para tratamento de câncer no SUS, o Sistema Único de Saúde. Com a centralização e o custeio total dos medicamentos pela União, a expectativa é reduzir os preços de compra em até 60%.

Outra medida importante é a criação de um auxílio exclusivo para os tratamentos de radioterapia. Agora, paciente e acompanhante terão direito a R$ 150 para refeições e hospedagem e R$ 150 por trajeto.

O Ministério também vai investir R$ 156 milhões para incluir até 60 novos pacientes por mês em cada acelerador linear, equipamento usado nas sessões de radioterapia. Além disso, haverá uma parceria com o setor privado: clínicas e hospitais particulares que se credenciarem para atender o SUS deverão usar, no mínimo, 30% da sua capacidade instalada para pacientes da rede pública, por pelo menos três anos.

O governo anunciou ainda uma mudança na forma de financiamento dos serviços de radioterapia: agora, o repasse de recursos será progressivo, ou seja, quanto mais pacientes forem atendidos, mais verbas estados e municípios receberão.

Por: Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

VÍDEO; BAÚ DE CAMINHÃO PEGA FOGO NO CENTRO DE PLACAS

Carro-pipa da prefeitura ajuda a conter as chamas e evita maiores danos

Na manhã deste sábado (18), um incêndio atingiu o baú de um caminhão no centro do município de Placas, no sudoeste do Pará.

As chamas se espalharam rapidamente, mas foram controladas com o auxílio de um carro-pipa da prefeitura, o que impediu que o fogo causasse danos mais graves.

Até o momento, não há informações sobre as causas do princípio de incêndio. Ninguém ficou ferido.

Fonte: Alerta Rurópolis 24h

terça-feira, 21 de outubro de 2025

PROGRAMA REFORMA CASA BRASIL COMEÇA A VALER A PARTIR DE 3 DE NOVEMBRO

© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
Lançado nesta semana pelo governo, o programa Reforma Casa Brasil começará a valer a partir do dia 3 de novembro. Esse programa é para quem quer dar uma melhorada na casa: construir mais um cômodo, arrumar piso e telhado, enfim, aqueles reparos ou ampliações que sempre precisam ser feitos.

O passo a passo é bem simples, não precisa nem ir a uma agência da Caixa: no próprio aplicativo, o interessado entra, faz a simulação do valor, manda uma foto do cômodo que será renovado e aguarda a análise do cadastro. É o que explica o Ministro das Cidades, Jader Filho:

"A família apresenta qual é a obra que ela quer fazer, faz a simulação do seu crédito, tira uma foto daquela obra que ela quer fazer. Naquele momento que é aprovado o crédito e ela comprova qual é a obra que ela quer fazer, é liberado 90% do valor da obra, ela faz a obra, executa, e aí depois que ela executar a obra, ela tira novamente a foto para poder comprovar, e são liberados os últimos, 10% para que essas famílias possam fazer", explica.

As taxas de juros variam conforme a renda mensal. Até R$ 3.200, 1,17% ao mês. Entre R$ 3.200 e R$ 9.600, 1,95% ao mês. O valor financiado será a partir de R$ 5.000. Já para as famílias com renda maior que R$ 9.600 por mês, a taxa vai depender do crédito, e nesse caso, o financiamento será acima de R$ 30.000. O prazo para pagamento vai de 60 a 180 meses, dependendo da faixa.

Ao participar do programa Bom Dia, Ministro, da EBC, o Ministro Jader Filho garantiu que bloqueios orçamentários, como o de R$ 12 bilhões no início do mês, e que teve como um dos principais atingidos o próprio Ministério das Cidades, não vão afetar os programas.

"Posso garantir para você que nenhuma das obras, nem do Minha Casa, Minha Vida, nem as obras de reforma, nem as obras de infraestrutura, seja mobilidade, seja nas obras também de saneamento, nenhuma dessas obras vai ser afetada com esses cortes que foram realizados. Nós já fizemos todos os ajustes que eram necessários serem feitos, para que nós possamos fazer os investimentos acontecerem", afirma.

Para esse programa, serão R$ 40 bilhões em crédito.

Por: Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional


MAIORIA DO STF CONDENA SETE RÉUS DO NÚCLEO 4 DA TRAMA GOLPISTA

Com voto de Cármen Lúcia, placar está em 3 a 1 pela condenação

© ROSINEI COUTINHO/STF
A maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta terça-feira (21) para condenar os sete réus do Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O placar de 3 votos a 1 pela condenação foi formado com a manifestação da ministra Cármen Lúcia.

"O núcleo de desinformação promoveu um conjunto de práticas delituosas que levou à intimidação sutil e eficiente, produzida pelas mídias sociais. Com as mensagens falsas, direcionadas, assolou-se a irritabilidade política, como campo minado nas relações sociais", disse a ministra.

Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também votaram pela condenação dos réus. Luiz Fux abriu divergência e votou para absolver os acusados.

A sessão continua para a tomada do último voto, do presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.

Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

O grupo é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Após a rodada de votação sobre absolvição ou condenação, os ministros vão deliberar sobre as penas que serão impostas aos condenados.

Os acusados que forem condenados pelo STF não serão presos automaticamente. As defesas poderão recorrer da eventual condenação.

Por: André Richter/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil