Tecnologia
amplia o diagnóstico precoce das doenças
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| © JOÃO RISI/MS |
A
patologista clínica e diretora da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e
Medicina Laboratorial, Annelise Lopes, explica que o exame apresenta
sensibilidade superior a 90% para identificar lesões, o que permite
intervenções antes que a doença evolua.
"Isso
visa ampliar o diagnóstico, reduzir o risco do câncer invasivo e modernizar a
abordagem preventiva no país. Esse tipo de câncer, do colo de útero, se
desenvolve lentamente a partir de uma infecção persistente por tipos de HPV de
alto risco para câncer. E com rastreio molecular, mulheres que têm resultados
negativos podem ter o intervalo entre os exames estendido de forma segura."
O
teste também alcança mulheres em áreas remotas ou onde há menor oferta de
serviços em saúde, acrescenta a especialista.
"Além
dessa maior sensibilidade outra vantagem é a compatibilidade com a autocoleta.
A possibilidade de realizar o exame por autocoleta representa um avanço
importante na ampliação do acesso especialmente para mulheres que vivem em
regiões com pouca infraestrutura de saúde ou que por motivos culturais
religiosos ou familiares acabam não realizando o rastreamento conforme as
recomendações atuais."
O
HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo de câncer
mais incidente em mulheres, com 17 mil novos casos estimados por ano no triênio
2023-2025. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam 15 casos da
doença para cada grupo de 100 mil mulheres no Brasil.
Por:
Solimar Luz/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional















