sexta-feira, 12 de setembro de 2025

MAIS UM ACIDENTE NO RAMAL CIPÓ AMBÉ: VAN CAI EM PONTE EM MÁ CONDIÇÕES

O acidente ocorre um pouco mais de um mês após uma tragédia no mesmo local. Em agosto, o massagista Walmar Araújo morreu ao cair com seu carro de passeio nesta mesma ponte. Uma van caiu de uma ponte no ramal Cipó Ambé, zona rural da cidade de Altamira, nesta sexta-feira, reacendendo o alerta da população sobre as condições precárias das fontes, estradas e sinais da região.

O veículo caiu dentro de um rio enquanto atravessava uma ponte de madeira em péssimas condições de conservação. Apesar do susto, ainda não há informações oficiais sobre feridos. Moradores da área relatam que a estrutura da ponte já vinha sendo motivo de reclamações constantes, mas até agora nenhuma providência definitiva foi tomada pelas autoridades responsáveis.

O acidente ocorre um pouco mais de um mês após uma tragédia no mesmo local. Em agosto, o massagista Walmar Araújo, figura bastante conhecida na cidade e na região, morreu ao cair com seu carro de passeio nesta mesma ponte.

A repetição de acidente no trecho levanta questionamentos sobre a falta de manutenção das fontes rurais e a necessidade urgente de intervenções por parte do Poder Público para garantir a segurança de quem trafega pelas áreas rurais. Em nota, a Prefeitura disse que, em relação à ponte do ramal Cipó Ambé, a CEMOV informa que os materiais necessários para a reforma já foram adquiridos e que os serviços de reconstrução devem ser iniciados nos próximos dias.

As informações são do portal Confirma Notícias

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

POR 4 A 1, STF CONDENA BOLSONARO E OUTROS 7 RÉUS DA TRAMA GOLPISTA

Último voto foi proferido pelo ministro Cristiano Zanin

foto: © AGÊNCIA BRASIL
Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista.

São eles:

• Alexandre Ramagem - ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

• Almir Garnier - ex-comandante da Marinha;

• Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;

• Augusto Heleno - ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

• Paulo Sérgio Nogueira - ex-ministro da Defesa;

• Walter Braga Netto - ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022; e

• Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

A maioria do colegiado seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, e entendeu que os réus devem ser condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A única exceção é Alexandre Ramagem, que foi condenado por apenas três crimes. Por ser deputado federal em exercício, ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações.

Voto de Zanin

A votação durou três dias. O último voto foi proferido por Cristiano Zanin, que preside a Primeira Turma. Para o ministro, as provas dos autos permitem concluir que os acusados tinham o objetivo de romper com o Estado Democrático de Direito e fizeram parte de uma organização criminosa para se manter no poder.

O voto divergente veio do ministro Luiz Fux, que absolveu Jair Bolsonaro e outros cinco réus de todas as acusações, acatando somente a condenação de Mauro Cid e do general Braga Netto pela tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Dosimetria das penas

Com o fim da votação, a Corte entrou na fase da dosimetria das penas, ou seja, o anúncio do tempo de pena de cada um dos condenados. Assim como nos votos, o ministro relator é o primeiro a falar, seguido dos demais ministros.

A prisão em função da condenação não ocorre de forma automática e só será efetivada depois da análise de todos os recursos.

Por: Raíssa Saraiva/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional com informações da Agência Brasil

BRASIL NOVO : JOVEM ESTUDANTE ESTÁ DESAPARECIDA

De acordo com informações repassadas pela família, ela foi vista pela última vez por volta das 12h

A jovem Magali da Silva Nascimento, de 21 anos, está desaparecida desde a última quarta-feira, 10 de setembro de 2025. De acordo com informações repassadas pela família, ela foi vista pela última vez por volta das 12h, na rodovia Transamazônica (BR-230), no trecho sentido Altamira.

Magali é estudante e saiu de casa sem deixar informações sobre o destino. Desde então, familiares e amigos estão mobilizados em buscas e pedem a colaboração da população para ajudar a encontrá-la.

Um cartaz de desaparecimento foi divulgado com a foto e os dados da jovem. Quem tiver qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Magali pode entrar em contato pelo telefone: (93) 99244-9767.

A família reforça o apelo para que qualquer detalhe que possa ajudar na localização seja comunicado imediatamente.

Por: Júnior Oliveira

Fonte: Brasil Novo em Foco

STF FORMA MAIORIA PARA CONDENAR BOLSONARO E 7 RÉUS POR GOLPE DE ESTADO

Cármen Lúcia acompanhou o relator, Alexandre de Moraes

foto: © LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL
Com o voto da ministra Cármen Lúcia, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta quinta-feira (11), maioria de votos para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados como líderes da tentativa de golpe de Estado.

A ministra afirmou que existe "prova cabal" da participação de Bolsonaro e dos demais acusados em uma "empreitada criminosa", e que Bolsonaro é o líder da organização golpista.

"O grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro, composto por figuras chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legitima de poder nas eleições de 2022, minar o exercício dos demais poderes constitucionais, especialmente o Poder Judiciário".

Com o entendimento da ministra, o placar pela condenação de todos os réus está em 3 votos a 1. Falta o voto do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma.

Nas sessões anteriores desta semana, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino se manifestaram pela condenação de todos os réus. Luiz Fux absolveu Bolsonaro e mais cinco réus, votando pela condenação apenas do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e do candidato a vice do ex-presidente, general Braga Netto. Ambos pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito.

O tempo de pena ainda não foi anunciado e será definido somente ao final dos votos dos cinco ministros, quando é feita a chamada dosimetria. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

Encontro do Brasil com o passado

Em sua manifestação, a ministra disse que o julgamento da trama golpista remete ao passado do Brasil, com rupturas institucionais.

"O que há de inédito, talvez, nessa ação penal, é que nela pulsa o Brasil que me dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro na área das políticas públicas dos órgãos de Estado".

Acusados e crimes

A PGR acusa o grupo de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Além de Bolsonaro, são réus o ex-ajudante de ordens dele, tenente-coronel Mauro Cid; os ex-ministros Anderson Torres, da Justiça, general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, generais Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, ambos da Defesa; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; e o ex-diretor da Abin, Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem.

Todos os réus negam os crimes.

Por: Sumaia Villela/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional com informações da Agência Brasil

MAIS DE 2 MIL ELEITORES DE BRASIL NOVO PODEM TER TÍTULOS CANCELADOS POR FALTA DE BIOMETRIA

FOTO: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
Em Brasil Novo, município localizado no sudoeste do Pará, 2.086 eleitores estão em risco de ter seus títulos eleitorais cancelados. O motivo é a não realização do cadastro biométrico, que é obrigatório para regularizar a situação eleitoral. A maioria desses eleitores é composta por pessoas que emitiram seus títulos durante a pandemia, período em que o atendimento presencial foi limitado.

A Justiça Eleitoral alerta que a regularização deve ser feita o quanto antes para evitar o cancelamento. Eleitores com situação irregular podem enfrentar restrições, como dificuldades para obter documentos, participar de concursos públicos ou acessar benefícios sociais. Para regularizar, os eleitores devem procurar o cartório eleitoral de Brasil Novo e realizar o cadastro biométrico.

EMPRESÁRIO DE BRASIL NOVO NEGA TER SIDO PRESO EM AÇÃO DA POLÍCIA CIVIL E DA EQUATORIAL

O empresário de Brasil Novo do bairro Jardim Valadares, procurou a imprensa para apresentar sua versão sobre a fiscalização realizada nesta quarta-feira pela Polícia Civil em parceria com a Equatorial Energia. Segundo o empresário, diferentemente do que foi informado pelas autoridades à imprensa, ele não chegou a ser preso durante a ação. 

O empresário afirma que apenas se dirigiu até a delegacia em seu próprio veículo para prestar esclarecimento sobre a suposta acusação do furto de energia elétrica. Ele explicou ainda que possui um sistema solar com 115 placas instaladas em sua propriedade há mais de um ano e meio, mas que aguarda a ligação definitiva pela Equatorial Energia. De acordo com o empresário, diversos pedidos já foram protocolados juntos à empresa para viabilizar a conexão do projeto à rede elétrica, mas que até hoje não foi atendido. 

O empresário ressaltou também que tem uma trajetória reconhecida pela região e não responde a nenhum processo judicial. "Sou uma pessoa de boa índole e meu trabalho é reconhecido não apenas em Brasil Novo, mas também em Altamira e em outras regiões, em outros municípios". destacou o empresário. 

A matéria publicada por vários veículos de comunicação da região intitulada "Empresário de Brasil Novo é preso por furto de energia" foi baseada com informações repassadas por autoridades competentes. No entanto, o empresário contesta a versão de que teria sido detido e reitera que apenas prestou esclarecimentos durante a ação que contou com a participação de agentes da Polícia Civil, da Polícia Militar e Científica, além de funcionários da Concessionária de Energia Elétrica. 

As informações são de A Voz do Xingu.

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

MEGAOPERAÇÃO COMBATE FURTO DE ENERGIA EM MEDICILÂNDIA: PROPRIETÁRIA DE GELEIRA É PRESA EM FLAGRANTE

Uma megaoperação de combate ao furto de energia resultou na prisão em flagrante do proprietário de uma geleira no município de Medicilândia, no Sudoeste do Pará. A ação, realizada nesta quarta-feira (10), contou com a atuação da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica e apoio técnico da Equatorial Pará.

Durante a inspeção, foi identificado um desvio subterrâneo de energia elétrica que abastecia clandestinamente o empreendimento. O volume de energia furtado seria suficiente para atender, em média, 30 residências de porte médio durante um mês inteiro.

A responsável pelo estabelecimento foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Medicilândia, onde responderá por furto de energia, crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro.

A Equatorial Pará reforça que o furto de energia, além de configurar crime, representa risco à segurança da população, podendo provocar curtos-circuitos, choques elétricos e até incêndios. A prática também gera prejuízos para a coletividade, já que afeta a qualidade do fornecimento para os consumidores regulares.

Denúncias sobre ligações clandestinas podem ser feitas de forma anônima pelo 181 da Polícia Civil, e pelos canais da distribuidora: 0800 091 0196 ou pelo site www.equatorialenergia.com.br. 

PILOTOS DE AVIÃO DERRUBADOS EM ALTAMIRA FORAM CONDENADOS POR TRÁFICO INTERNACIONAL

Os condenados, identificados como Paulo Camargo Rodrigues Junior e Geovane Silva Santos, também deverão pagar multas

Acolhendo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou, por tráfico transnacional de drogas, os dois tripulantes da aeronave interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB), em maio deste ano, em Altamira, no Pará. O piloto foi condenado a dez anos de prisão e o outro tripulante foi condenado a nove anos, quatro meses e quinze dias de prisão, ambos em regime inicial fechado.

Os condenados, identificados como Paulo Camargo Rodrigues Junior Geovane Silva Santos, também deverão pagar multas estipuladas pela Justiça.

Em 15 de maio, os condenados transportavam aproximadamente 92 quilos de maconha em uma aeronave de pequeno porte. O avião foi detectado por radares da FAB e, após a interceptação, realizou uma manobra forçada em uma área de vegetação a 150 km da sede de Altamira, na comunidade Travessão do Cajueiro, onde a aeronave foi encontrada em chamas.

Equipes da Polícia Federal (PF) conseguiram resgatar parte da carga ilícita antes que fosse completamente destruída pelo fogo. As evidências que apontaram para a origem internacional do entorpecente foram cruciais para o julgamento. As embalagens continham etiquetas com informações em espanhol, incluindo um número de WhatsApp com DDD da Colômbia. Outros tabletes traziam panfletos de uma empresa cujo endereço de remetente também era da Colômbia.

Os dois réus foram capturados pela Polícia Militar (PM) do Pará no dia seguinte, na cidade de Brasil Novo (PA). No momento da prisão, ambos apresentavam escoriações compatíveis com a manobra de pouso forçado. Laudos periciais confirmaram que a substância apreendida era maconha. Durante o processo judicial, ambos os acusados confessaram a prática criminosa.

A sentença – Ao definir as penas, a Justiça Federal considerou como agravantes o grau de profissionalismo da conduta, que envolveu o uso de uma aeronave e o recrutamento de um piloto, e as circunstâncias do crime, como a realização de um voo clandestino que colocou em risco o espaço aéreo.

O juiz negou aos réus o benefício da redução de pena por tráfico privilegiado, argumentando que a grande quantidade de droga e a sofisticação da operação indicavam nítida participação em organização criminosa.

O tráfico privilegiado está previsto na Lei de Drogas (Lei 11.343/2006, artigo 33, parágrafo 4º) e consiste na diminuição da pena de um sexto a dois terços aos condenados que forem primários, tiverem bons antecedentes e não integrem organização criminosa.

A Justiça também manteve a prisão preventiva dos condenados, determinando que eles não poderão recorrer em liberdade, e decretou o perdimento dos celulares apreendidos.

Fonte: A Voz Do Xingu

POLÍCIA CIVIL CONDUZ EMPRESÁRIO ATÉ A DELEGACIA POR FURTO DE ENERGIA EM BRASIL NOVO

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quarta-feira (10) resultou na prisão de um empresário no bairro Valadares, em Brasil Novo, no Sudoeste do Pará, por furto de energia elétrica.

Durante a ação, foi identificado que os estabelecimentos estavam ligados de forma clandestina diretamente à rede da Equatorial, sem registro de consumo e sem o devido pagamento pelo serviço.

Técnicos da distribuidora acompanharam a operação policial, e após desligar a ligação clandestina, regularizaram a conexão com a rede e notificaram o cliente. Segundo os peritos da Polícia Científica, o desvio de energia correspondia ao consumo médio de mais de 10 residências de porte médio, o que representa não apenas prejuízo financeiro, mas também risco de sobrecarga e acidentes.

O empresário foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Brasil Novo, onde o caso segue em investigação, para os procedimentos necessários. 

A Equatorial Pará reforça que o furto de energia, além de crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, coloca em risco a segurança da população, podendo provocar choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios. A distribuidora orienta que denúncias de ligações clandestinas podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 da Polícia Civil, o 0800 091 0196 ou pelo site www.equatorialenergia.com.br.

Com informações da PC/PA

PRIMEIRA TURMA DO STF FORMA MAIORIA PARA VALIDAR DELAÇÃO DE MAURO CID

Moraes, Dino e Fux concordaram que informações foram úteis

foto: © LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quarta-feira (10) para validar a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, antigo ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A maioria foi formada com o voto de Luiz Fux, que, neste ponto, seguiu o posicionamento do relator, ministro Alexandre de Moraes, e do ministro Flávio Dino, que apresentaram seus votos na terça-feira (9).

Para Moraes, Dino e Fux, as informações prestadas pelo militar sobre a tentativa de golpe de Estado foram úteis ao processo e por este motivo ele deve manter parte dos benefícios previstos no acordo de colaboração firmado com a Polícia Federal. Ainda faltam votar os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Voto do relator

Na terça-feira, Moraes disse que a insistência de algumas defesas em anular a delação beirava a litigância de má-fé. Advogados disseram que Cid entrou diversas vezes em contradição e foi omisso em alguns momentos, demorando para revelar detalhes importantes.

As defesas também apontaram áudios publicados pela imprensa em que o ex-ajudante de ordens afirmaria ter sido coagido pela PF a delatar. A defesa do tenente-coronel nega coação e sustenta que tudo foi dito de forma voluntária.

O julgamento do núcleo crucial da trama golpista foi retomado na terça-feira, 9 de setembro, e teve continuidade nesta quarta. Com exceção da delação de Mauro Cid, o ministro Luiz Fux divergiu dos demais ministros que já votaram sobre questões preliminares apontadas pelas defesas.

Por: Raissa Saraiav/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional com informações da Agência Brasil

FORO INCORRETO: ENTENDA VOTO DE FUX PARA ANULAR AÇÃO CONTRA BOLSONARO

Para ministro, competência é da 1ª instância da Justiça Federal

© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
Ao votar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus por golpe de Estado, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou que a competência para julgar o caso não é da Suprema Corte, mas da primeira instância da Justiça Federal.

"Concluo, assim, pela incompetência absoluta do STF para o julgamento deste processo, na medida em que os denunciados já haviam perdido seus cargos. E, como é sabido, em virtude da incompetência, impõe-se a declaração de nulidade de todos os atos decisórios praticados".

O posicionamento é contrário ao voto do relator do processo, Alexandre de Moraes, e de Flávio Dino. Os dois votaram nessa terça-feira (9). Nesta quarta é a vez de Fux, que já avisou que divergiria tanto em questões preliminares como no mérito, que é o fato dos acusados serem ou não culpados.

Na abertura do voto, Fux afirmou que não cabe à Corte fazer julgamento político, e sim afirmar o que é “constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal”.

Depois de Fux, ainda votam a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin, que são os demais integrantes da Primeira Turma.

Moraes e Dino já votaram para condenar os oito réus pela condenação dos cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Além de Bolsonaro, são réus o ex-ajudante de ordens dele, tenente- coronel Mauro Cid; os ex-ministros Anderson Torres, da Justiça, general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, generais Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, ambos da Defesa; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem.

O grupo é acusado de comandar uma trama golpista que teria atuado para manter Bolsonaro no poder mesmo com derrota nas eleições de 2022.

Por: Sumaia Villela/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional com informações da Agência Brasil 

terça-feira, 9 de setembro de 2025

EMBAIXADA DOS EUA NO BRASIL REPLICA MENSAGEM QUE AMEAÇA MORAES

Post diz que tomarão "medidas cabíveis" sobre julgamento de Bolsonaro

Foto: © LUIS DANTAS/DIVULGAÇÃO
A embaixada dos Estados Unidos no Brasil replicou, nesta terça-feira (9), mensagem de uma autoridade pública norte-americana avisando que o governo de Donald Trump “continuará a tomar medidas cabíveis” em relação à continuidade do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro e outros sete réus, incluindo generais ex-ministros do governo dele, são acusados de comandar uma tentativa de golpe de Estado para impedir o presidente eleito em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva, de assumir o cargo.

A mensagem divulgada pela embaixada cita diretamente o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, e “indivíduos cujos abusos de autoridade têm minado” valores de liberdade e justiça.

Em 8 de agosto, a embaixada já tinha acusado Moraes de ser “o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores” no Brasil.

Na ocasião, a representação diplomática estadunidense advertiu “os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas” a não apoiarem ou facilitarem as decisões legais do ministro, sob risco de sofrerem sanções. Em resposta, o Itamaraty convocou o encarregado de negócios da embaixada, Gabriel Escobar, a dar explicações sobre as ameaças do governo Trump.

Trump também já tinha instituído a alta taxa de importação imposta ao Brasil para tentar impedir que a Justiça brasileira siga seu curso e analise se Bolsonaro, de fato, tentou um golpe de Estado.

Reações de brasileiros

A postagem da embaixada gerou reações imediatas de internautas brasileiros. Alguns agradeceram a postura das autoridades estadunidenses, mas a maioria criticou o que classificou como um gesto indevido de interferência.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do ministro Alexandre de Moraes, mas até esta notícia ir ao ar, não tinha recebido um posicionamento.

Por: Sumaia Villela/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência com informações da Agência Brasil

MORAES VOTA PELA CONDENAÇÃO DE BOLSONARO E OUTROS SETE RÉUS

Voto durou 5 horas e fez linha do tempo da trama golpista desde 2021

FOTO: © FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/
 AGÊNCIA BRASIL
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou pela condenação dos oito réus do Núcleo 1 da trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Diante de todo exposto, voto no sentido da procedência total da ação penal."

O ministro é o relator do processo na Primeira Turma da corte e foi o primeiro a apresentar o voto no julgamento nesta terça-feira (9). No voto, que durou cerca de cinco horas, Alexandre de Moraes passou por vários pontos levantados pela denúncia da Procuradoria-Geral da República e pelas defesas. Segundo ele, o plano golpista começou a funcionar em julho de 2021, com ataques às urnas eletrônicas, e durou até 8 de janeiro de 2023. O objetivo era impedir a posse do novo governo ou derrubá-lo depois, para perpetuação de Jair Bolsonaro no poder.

"O líder da organização criminosa, exercendo o cargo de chefe de Estado e chefe de governo da República Federativa do Brasil, uniu-se a indivíduos de extrema confiança para a realização das ações de golpe de Estado e ruptura das estrutura das instituições democráticas, assim como todos os demais réus: Alexandre Ramagem Rodrigues, Almir Garnier Santos, Anderson Gustavo Torres, Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Mauro Cesar Barbosa Cid, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e Walter Souza Braga Neto. A estratégia do grupo criminoso consistiu na divisão de tarefas e na prática de uma sequência de atos executórios com claro objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito e também impedir ou depor o governo legitimamente eleito ou constituído, com a realização de um golpe de Estado"

Ainda precisam votar os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo. O colegiado tem sessões marcadas todos os dias até sexta-feira (12) para encerrar o julgamento dos oito réus do Núcleo 1 da trama golpista.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência

DINO DIZ QUE CRIMES LIGADOS À TRAMA GOLPISTA NÃO PODEM SER ANISTIADOS

Ministro é o segundo a votar no julgamento do núcleo 1

FOTO: © GUSTAVO MORENO/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira (9) que os crimes atribuídos ao ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus na trama golpista não podem ser anistiados.

No início de seu voto, Dino citou precedentes da Corte e disse que nunca houve anistia no Brasil para os "altos escalões do poder". Segundo o ministro, o STF já declarou que os crimes em julgamento não são passíveis de indulto e anistia.

Com exceção de Alexandre Ramagem, os réus são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ministro Flávio Dino também falou que as agressões e ameaças de governos estrangeiros não vão influenciar no julgamento da ação penal: "Não há, no voto que vou proferir, nenhum tipo de recado, mensagem, nada desse tipo. Há o exame estrito daquilo que está nos autos".

Dino é o segundo ministro a votar no julgamento. Pela manhã, o relator Alexandre de Moraes votou pela condenação dos réus. Ainda faltam os votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Por: Raíssa Saraiva/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional com informações da Agência Brasil

23° BPM APREENDE DROGAS E ARMA DE FOGO EM PARAUAPEBAS

Acusado morreu após trocar tiros com a Polícia

FOTO: PMPA
Uma operação policial realizada pelo 23° Batalhão de Polícia Militar (23° BPM), unidade vinculada ao Comando de Policiamento Regional XIV, culminou na apreensão de arma de fogo e quantidade expressiva de entorpecentes no município de Parauapebas, região sudeste do Estado.

Equipes da PMPA chegaram até o local graças à denúncia de moradores do bairro Bom Jesus. Diante da informação de que o suspeito estaria armado, militares do radiopatrulhamento em viaturas e em motos cercaram a moradia, situada em uma vila de kitnets, mas foram confrontados pelo criminoso.

Na tentativa de não ser preso, o suspeito atirou várias vezes contra os policiais, mas foi atingido e socorrido até um hospital mais próximo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Após troca de tiros, um revólver calibre 38 e munições foram apreendidos com o criminoso e buscas na residência onde ele morava resultaram na descoberta de quantidade expressiva de substâncias semelhantes a cocaína e crack. Todo o material foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil do município para a realização dos procedimentos administrativos legais.

"Sabemos que a segurança pública é construída a muitas mãos. E é por isso que faço questão de agradecer à comunidade pela confiança no trabalho da Polícia Militar, na cidade de Parauapebas. Cada denúncia recebida contribui com uma resposta eficaz à criminalidade. Seguiremos firmes com a nossa missão de servir e proteger", frisou o Tenente-Coronel Aquino, Comandante do 23° BPM.

Fonte: PM/PA