Moraes,
Dino e Fux concordaram que informações foram úteis
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| foto: © LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL |
A
maioria foi formada com o voto de Luiz Fux, que, neste ponto, seguiu o
posicionamento do relator, ministro Alexandre de Moraes, e do ministro Flávio
Dino, que apresentaram seus votos na terça-feira (9).
Para
Moraes, Dino e Fux, as informações prestadas pelo militar sobre a tentativa de
golpe de Estado foram úteis ao processo e por este motivo ele deve manter parte
dos benefícios previstos no acordo de colaboração firmado com a Polícia
Federal. Ainda faltam votar os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Voto
do relator
Na
terça-feira, Moraes disse que a insistência de algumas defesas em anular a
delação beirava a litigância de má-fé. Advogados disseram que Cid entrou diversas
vezes em contradição e foi omisso em alguns momentos, demorando para revelar
detalhes importantes.
As
defesas também apontaram áudios publicados pela imprensa em que o ex-ajudante
de ordens afirmaria ter sido coagido pela PF a delatar. A defesa do tenente-coronel
nega coação e sustenta que tudo foi dito de forma voluntária.
O
julgamento do núcleo crucial da trama golpista foi retomado na terça-feira, 9
de setembro, e teve continuidade nesta quarta. Com exceção da delação de Mauro
Cid, o ministro Luiz Fux divergiu dos demais ministros que já votaram sobre
questões preliminares apontadas pelas defesas.
Por:
Raissa Saraiav/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional com informações da Agência Brasil
















