segunda-feira, 17 de agosto de 2026

ANVISA APROVA DOIS MEDICAMENTOS À BASE DE SEMAGLUTIDA SINTÉTICA NO BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois medicamentos injetáveis à base de semaglutida sintética. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (17) e amplia as opções de medicamentos contendo o princípio ativo utilizado no tratamento do diabetes e que também ganhou popularidade no controle da obesidade.

Um dos medicamentos aprovados poderá ser comercializado como genérico. O registro foi obtido pela farmacêutica EMS, que já havia conseguido, em maio, o primeiro registro de semaglutida sintética no país. A expectativa é que a entrada do genérico no mercado possa contribuir para reduzir os preços para os consumidores.

O segundo medicamento autorizado é similar e pertence ao laboratório Germed. O produto será comercializado com o nome de Semaclique.

Uso exige acompanhamento médico

De acordo com as informações da Anvisa, os medicamentos foram registrados para utilização associada à alimentação adequada e à prática de exercícios físicos. A administração é semanal e os produtos precisam ser mantidos sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, antes e durante o tratamento.

A agência também reforça que o uso da semaglutida deve ocorrer com acompanhamento médico. Os medicamentos podem ser utilizados isoladamente em determinadas situações relacionadas à intolerância ou contraindicação à metformina, ou associados a outros medicamentos no tratamento do diabetes.

A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” aumentou a procura por medicamentos à base de semaglutida, mas a indicação e o acompanhamento profissional continuam sendo necessários para garantir o uso adequado.

Venda exige receita médica

Os medicamentos aprovados deverão ser comercializados mediante receita médica apresentada em duas vias.

A aprovação dos novos produtos não significa que a semaglutida possa ser utilizada sem orientação profissional ou exclusivamente para fins estéticos. A indicação, a dose e a duração do tratamento devem ser definidas de acordo com a avaliação médica de cada paciente.

Com informações da Radioagência Nacional

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