terça-feira, 14 de julho de 2026

PM PRENDE EM URUARÁ PAI INDICIADO POR MATAR A PRÓPRIA FILHA DE 1 ANO E 5 MESES NO AMAPÁ

A polícia cumpriu o mandado de prisão preventiva no km 140. O crime aconteceu em 2024

Nesta segunda-feira, 13 de julho, policiais do 49º Batalhão de Polícia Militar, guarnição que atua no distrito Alvorada, km 140, município de Uruará (PA), cumpriram mandado de prisão contra o nacional, Antônio José da Silva, de 50 anos, acusado pela Justiça do Amapá de homicídio triplamente qualificado. O crime, cometido em julho de 2024, teve como vítima a própria filha do suspeito, uma criança de apenas 1 ano e 5 meses.

A ação policial foi desencadeada após denúncia anônima informar que o homem estaria escondido em uma casa abandonada no travessão do zero, área de difícil acesso cercada por árvores de cacau. Ao perceber o cerco, Antônio tentou fugir, mas foi contido pela guarnição. Ele foi algemado devido ao risco iminente de fuga e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Uruará, junto com documentos pessoais e alguns pertences.

O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá (TJAP) em fevereiro de 2025, com base no artigo 121, §2º, do Código Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para homicídio qualificado.

O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá (TJAP) em fevereiro de 2025, com base no artigo 121, §2º, do Código Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para homicídio qualificado.

O crime em Macapá

Segundo investigações da Polícia Civil do Amapá, Antônio José da Silva foi indiciado por matar a filha por asfixia em 31 de julho de 2024, no Bairro Parque dos Buritis, Zona Norte de Macapá. A criança foi encontrada morta no quarto da casa alugada pela família apenas um dia antes do crime.

Depoimentos colhidos pela polícia revelaram contradições entre as versões do pai e da mãe. Testemunhas relataram que o acusado demonstrou frieza e chegou a dizer que não seria necessário chamar socorro médico porque a filha já estava morta. O laudo necroscópico confirmou sinais de asfixia mecânica por sufocação direta, descartando morte natural.

O delegado Leonardo Leite, responsável pelo caso, destacou que vizinhos ouviram a criança chorar na noite anterior e que o pai teria se incomodado com o choro. A investigação concluiu que a motivação do crime foi justamente o incômodo com a criança.

Prisão e desdobramentos

Após prestar depoimento em agosto de 2024, o acusado desapareceu e passou a ser considerado foragido. A prisão realizada pela Polícia Militar de Uruará encerra meses de buscas e representa um avanço significativo para a Justiça do Amapá.

O caso segue agora sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará prosseguimento aos trâmites legais.

Fonte: Gazeta Real uruará

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