O
governo norte-americano propôs tarifas adicionais de 12,5%.
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| Foto: Casa Branca |
A
acusação não é que o Brasil utiliza trabalho escravo na própria produção, mas a
investigação aponta falta de mecanismos para impedir a entrada, no mercado brasileiro,
de mercadorias produzidas com trabalho forçado por outros países.
A
partir desse entendimento, o governo norte-americano propôs tarifas adicionais
de 12,5% para 54 países. Além do Brasil, também estão na lista Argentina,
Chile, China, Colômbia, Índia, Peru, Rússia, África do Sul, Inglaterra, Uruguai
e Venezuela.
Outro
grupo menor, de seis economias, incluindo União Europeia, México e Canadá,
teriam 10%, por já terem fiscalização considerada insuficiente.
As
medidas entram em fase de consulta até o mês de julho. Depois disso, os EUA vão
decidir se devem implementar - de fato - as novas tarifas e em qual formato.
No
caso do Brasil, essas tarifas se somam àquelas de 25%, anunciadas na
segunda-feira (1º), sob a acusação norte-americana que o Brasil adota práticas
desleais no comércio, e que podem entrar em vigor a partir do dia 15 de julho.
Essas
duas possibilidades de taxação norte-americana, além da classificação de
facções criminosas brasileiras como "terroristas" - o que pode
justificar medidas contra o fluxo de capitais brasileiros - devem estar na
pauta da reunião ministerial com o presidente Lula nesta quarta-feira (3).
Por:
Gabriel Correa/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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