Ex-deputado
usou redes sociais para pressionar ministros do STF
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| © LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL |
A
procuradoria acusa Eduardo Bolsonaro de postar nas redes sociais e conceder
entrevistas à imprensa para articular e ameaçar a imposição de sanções
internacionais graves contra o Brasil, como a suspensão de vistos de oito
ministros do STF, além da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro
Alexandre de Moraes.
O
objetivo do ex-deputado seria interferir tanto no julgamento da trama golpista,
que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, quanto na denúncia pendente contra
o empresário Paulo Figueiredo, que hoje está nos Estados Unidos.
A
acusação detalha que Eduardo queria garantir a impunidade ao pai, forçando o
Judiciário a voltar atrás em decisões ou dando uma "anistia ampla, geral e
irrestrita" ao ex-presidente, sob ameaça de represálias internacionais.
O
procurador-geral cita que Eduardo Bolsonaro chegou a chamar as tarifas
comerciais de 50% impostas pelos EUA ao Brasil com o nome de
"Tarifa-Moraes", para constranger diretamente o relator dos processos.
Segundo
a acusação, as ameaças foram concretizadas e trouxeram prejuízos para diversos
setores produtivos brasileiros, afetando, com isso, os trabalhadores dessas
cadeias econômicas.
Desde
o ano passado, Eduardo está foragido nos Estados Unidos. Ele já perdeu o
mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara. Este ano, a Polícia
Federal abriu um processo disciplinar contra ele, devido a faltas
injustificadas no seu cargo de escrivão, uma vez que ele não é mais deputado e
deveria ter voltado.
No
STF, Eduardo Bolsonaro não apresentou advogado e foi defendido pela Defensoria
Pública da União, que alega que as declarações do ex-deputado estão protegidas
pela imunidade parlamentar. A PGR, entretanto, rebateu esse argumento afirmando
que não há nexo causal entre as ameaças e o exercício do mandato, além de terem
sido proferidas fora do ambiente legislativo.
Por:
Gabriel Corrêa/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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