Base
aliada fala em vulnerabilidade do Estado Democrático de Direito
![]() |
| © FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO |
O
líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, explicou.
“A
redução casuística da resposta penal a estes fatos deixa o Estado Democrático
de Direito vulnerável diante de novas tentativas de ruptura. A lei penal deve
ser formulada para disciplinar situações gerais e não para produzir benefício
dirigido a um grupo determinado de pessoas já identificadas no debate público.
Jair Bolsonaro, generais e demais envolvidos na trama golpista”.
Chegando
no STF, o relator será escolhido por sorteio. E aí, surgem algumas
possibilidades. É o que explica o advogado especialista em Direito Criminal,
Joabs Sobrinho.
“Quando
chegar no Supremo a provocação vamos ter um relator. E esse ministro relator
vai dar os efeitos. Ele pode dar o efeito suspensivo da lei ou ele pode
simplesmente não dar efeito suspensivo. Qual vai ser a melhor hipótese para
eles? Vai depender da decisão que o presidente da República hoje tem a tomar,
se ele vai promulgar ou se ele não vai promulgar”.
Se o
presidente não promulgar, vai para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre,
fazer isso.
O
projeto da dosimetria unifica as penas para golpe de Estado e abolição violenta
do Estado Democrático de Direito. Antes elas eram somadas; agora, vai valer a
maior. E trata da progressão de regime.
O
texto beneficia todo mundo envolvido na tentativa de golpe. No caso do
ex-presidente Jair Bolsonaro, o advogado Joabs Sobrinho estima que ele possa ir
para o semiaberto em dois anos.
O
fato é que, com a derrubada do veto e promulgação, vai caber ao Judiciário
decidir caso a caso. A aplicação não é automática, explica o especialista.
“A
defesa provoca, ou o PGR, o Ministério Público provoca, ou o se o ministro que
tiver com a parte, que tiver com a com a com ação fazendo aquela ação, ele
também pode fazer de ofício. Então nós temos essas três situações. Normalmente
é a defesa que provoca porque tem mais interesse, ela quer andar um pouco mais
rápido, mas não é automático”.
O
placar foi assim: 318 votos da Câmara a favor da derrubada e 144 contrários. E
49 votos do Senado para a derrubada do veto e 24 contra.
Por:
Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

Nenhum comentário:
Postar um comentário