Produtos
contaminados prejudicam pele, olhos e sistema respiratório
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O diretor presidente da Anvisa, Leandro Safatle, citou que a fiscalização começou em fevereiro deste ano, após uma denúncia no canal FALA.BR, e foram encontradas 76 irregularidades na fábrica em Amaro, interior de São Paulo.
Após denúncia recebida pelo sistema Fala.BR sobre possível contaminação bacteriana nos produtos, incluindo a bactéria Pseudomonas aeruginosa. A própria empresa confirmou a contaminação microbiológica em diversos lotes dos produtos, com presença de Pseudomonas aeruginosa, o que indica, segundo a avaliação técnica da agência, falhas no controle de processo produtivo. Essa bactéria é conhecida por sobreviver em ambientes úmidos e em produtos líquidos, como saneantes analisados. O contato com produtos contaminados pode causar infecções na pele, olhos, sistemas urinário e respiratório, especialmente em pessoas mais vulneráveis.
Após
o voto do presidente, os demais diretores concordaram em manter as medidas como
forma de “resguardar a segurança sanitária dos consumidores”. Com isso, fica
mantida a resolução da semana passada: detergente de louça, sabão líquido de
roupas e desinfetantes com lotes terminados em 1 não devem ser consumidos.
Durante
o voto, o diretor Daniel Pereira determinou que a Ypê melhore os canais de
atendimento ao consumidor e mantenha orientação adequada.
Cabe
à empresa comunicar imediatamente aos consumidores e comerciantes o seu plano
de destinação dos produtos que se encontram no mercado e junto a esses
consumidores. Cumpre registrar que esta agência recebeu relatos de que o
serviço de atendimento ao consumidor da empresa não se encontra em
funcionamento adequado no presente momento, situação que agrava ainda mais o
cenário de risco. Desta forma, a empresa deve promover o restabelecimento e
pleno funcionamento do seu SAC, garantindo atendimento eficaz, transparente e
acessível à população.
Ainda
na votação, a defesa da Ypê citou medidas já tomadas pela empresa, para atender
às exigências sanitárias. Na avaliação do diretor Thiago Campos, isso demonstra
boa vontade, mas ainda é “insuficiente”.
A
própria empresa apresentou medidas corretivas relevantes ao longo do processo,
em poucos dias, incluindo reforço dos controles microbiológicos, protocolos
extraordinários de quarentena, aprimoramento de mecanismos de rastreabilidade e
manutenção voluntária da paralisação da linha fabril. Esses elementos
demonstram postura colaborativa da recorrente, e neste momento processual
entendo que a confiança regulatória necessária para a retomada plena das
atividades ainda não se encontra suficientemente reestabelecida.
Após
a suspensão dos produtos, a Ypê chegou a informar que busca reverter a medida,
porque afirma que os produtos em questão “são seguros e não representam
qualquer risco ao consumidor”.
De
acordo com a Anvisa, a denúncia foi feita no canal FALABR pela fabricante do
mesmo ramo, Unilever, que não pediu anonimado na ocorrência.
Por:
Sayonara Moreno/Rádio Nacional
Fonte: Radioagência Nacional

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