Também
defendeu o Estado laico e o teto constitucional para servidores
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| © LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL. |
Ele
falou também em democracia, em credibilidade do STF e em autocontenção da
Suprema Corte na garantia da harmonia.
“A
política tem sido levada a uma espécie de terceiro turno e tensionado, na
perspectiva de transformar o Supremo Tribunal Federal numa espécie de terceira
casa legislativa. Não tenho concordância com essa visão. Na minha visão,
entendo que o Supremo Tribunal Federal não deve ser o PROCON da política. Não é
o espaço do Supremo Tribunal Federal. Agora o Supremo Tribunal Federal não pode
ser omisso”.
Estado laico
Evangélico,
defendeu a laicidade do estado. Uma laicidade, segundo ele, colaborativa, sem
favorecimentos.
“Para
mim, ser evangélico é uma benção, não ativo. A minha identidade é evangélica.
Todavia, eu tenho plena clareza que o Estado constitucional é laico, uma
laicidade clara, mas colaborativa, que fomenta o diálogo construtivo entre o
Estado e todas as religiões”.
Afirmou
não se opor à união homoafetiva, prometendo, no STF, combater toda forma de
preconceito, mas foi firme ao condenar o aborto.
“Sou
totalmente contra o aborto. Absolutamente. Da minha parte, não haverá qualquer
tipo de ação, de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição
constitucional. Eu quero deixar absolutamente vossas excelências tranquilos
quanto a isso. Agora, é importante que nós separemos três coisas. Primeiro, a
convicção pessoal. Segundo, a posição institucional. Terceiro, a decisão
jurisdicional”.
Trabalho na AGU
Messias
também foi perguntado sobre 8 de janeiro - disse que esse foi um dos episódios
mais tristes da história e que a anistia dos condenados deve caber ao
Legislativo e não ao STF - e sobre fraudes no INSS - e aí ele respondeu
lembrando o trabalho da Advocacia-Geral da União na investigação dos descontos
indevidos com o bloqueio de contas para a devolução do que foi fraudado. Sobre
penduricalhos e teto constitucional, ele respondeu.
“Nenhum
servidor público e todo ocupante de função pública deve estar submetido ao teto
constitucional. E hoje nós temos um único teto constitucional. Eu acho que é
muito importante, eu não posso antecipar meu voto, porque é uma é uma questão
que eu posso ter de votar, mas quero dizer que o princípio que eu defendo é o
princípio da transparência, é o princípio da moralidade, é o princípio do teto
constitucional”.
Quando
perguntado sobre conflitos agrários e demarcações, ele foi claro: defendeu a
conciliação. Segundo ele, é possível equilibrar respeito aos povos indígenas
com respeito à propriedade privada. E sobre meio ambiente completou: não pode
haver antagonismos entre a preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
Por:
Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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