A investigação aponta vítimas do grupo criminoso no Pará, no Mato
Grosso e em Minas Gerais. Criminosos se passavam por empresa especializada em
serviços de construção e concretagem para enganar contratantes
A
Polícia Civil do Estado do Pará, por meio da Seccional Urbana de São Brás, sob
a coordenação da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM), deflagrou a segunda
fase da operação “Concreto Armado”, para o cumprimento de mandados judiciais
expedidos pela Justiça em investigação que apura um esquema de estelionato e
lavagem de dinheiro de um grupo criminoso. Os investigados se passavam por
empresa especializada em serviços de construção e concretagem para enganar
contratantes.
“No
dia de hoje, 120 policiais estão atuando no cumprimento de 42 mandados
judiciais expedidos pelo Juízo de Garantias da Região Metropolitana de Belém,
sendo nove mandados de prisão. No Estado do Paraná, cerca de 100 policiais
estão empenhados na missão, reunidos desde às 04h30 nas dependências da Escola
Superior de Polícia do Paraná e em seguida conduzindo os bens apreendidos e
presos para a sede da Denarc”, detalhou o delegado Rogério Moraes, titular da
DPM. “Outros mandados serão cumpridos simultaneamente nos Estados de Minas
Gerais, São Paulo e Santa Catarina’’, completou.
Ao
longo de meses de apuração, foram empregados diversos meios investigativos,
incluindo análise de movimentações financeiras, cruzamento de dados e
rastreamento de ativos, o que evidenciou a existência de uma organização
criminosa estruturada, com atuação em âmbito nacional, utilizando de “laranjas”
e práticas típicas de lavagem de dinheiro.
“Durante
o curso das investigações, foram identificadas vítimas em diferentes unidades
da federação, notadamente nos Estados de Mato Grosso e Minas Gerais, além do
Estado do Pará, o que reforça o caráter interestadual das ações delituosas e o
elevado grau de periculosidade da organização”, revelou o delegado Társio
Martins, coordenador da operação.
“Até
o momento, seis pessoas foram presas e cerca de R$ 29 mil em espécie foram
apreendidos, além de duas armas de fogo, um colete balístico e dezenas de
equipamentos eletrônicos”, destacou o delegado Társio.
Entenda
o caso - Um inquérito policial foi instaurado para apurar o complexo esquema
criminoso relacionado à prática de estelionato qualificado (fraude eletrônica),
associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A
investigação teve início a partir da notícia crime registrada pela síndica de
um condomínio na capital paraense, que foi levada a realizar pagamento por um
serviço de concretagem a uma firma fictícia que se passava por uma renomada
empresa de concretagem.
As
vítimas se informavam por publicidade fraudulenta, faziam contato com falsas
centrais de atendimento ao cliente e por fim eram apresentadas às opções de
pagamento em nome de pessoas jurídicas abertas em São Paulo, com o mesmo nome
da empresa verdadeira, com pequenas alterações. Os serviços contratados não
eram realizados.
A
primeira fase da investigação culminou na identificação dos primeiros
suspeitos, na análise de suas movimentações financeiras e na representação por
medidas cautelares. Na decisão judicial com parecer favorável do Ministério
Público, foi deferido o afastamento do sigilo bancário dos principais
investigados e empresas de fachada.
Por
Agência Pará.

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