Manifestação reúne mulheres de diferentes etnias da Volta Grande do Xingu, com apoio de guerreiros indígenas, e cobra diálogo com o governo federal sobre mineração, invasões em terras indígenas e gestão da Funai.
Mulheres do movimento indígena da região do Médio Xingu
ocuparam, no último sábado, a sede da Fundação Nacional dos Povos
Indígenas (Funai) em Altamira, no sudoeste do Pará, e bloquearam o
acesso ao prédio do órgão.
As manifestantes fazem parte de diferentes
etnias da região da Volta Grande do Xingu, entre elas indígenas Xikrin, Juruna
e Arara da Terra Indígena Cachoeira Seca. Durante o ato, os participantes
também fecharam a rua em frente ao prédio e entoaram cantos tradicionais de
guerra, afirmando que não pretendem deixar o local até que suas reivindicações
sejam atendidas.
A mobilização tem pauta semelhante à da primeira ocupação,
realizada no início de dezembro do ano passado, quando o grupo também tomou o
prédio da Funai para cobrar providências. Desta vez, além das mulheres, homens
indígenas — chamados por eles de guerreiros — também participam da ocupação.
Segundo Edvaldo, presidente da Associação
Indígena Tauati, o movimento ganhou reforço dos guerreiros das aldeias, que
decidiram apoiar a mobilização.
De acordo com ele, os manifestantes
permanecerão no local até que haja respostas concretas às reivindicações
apresentadas.
Entre as principais pautas do movimento
estão a exigência de participação nas discussões sobre a instalação do projeto
de mineração da empresa Belo Sun Mining na região da Volta Grande do
Xingu, a retirada de invasores de terras indígenas e a abertura de diálogo
direto com o governo federal.
Outro ponto defendido pelos indígenas é o
direito de indicar o coordenador da Funai no município de Altamira.
Durante a manifestação, lideranças
indígenas também reforçaram que a mobilização busca garantir que os povos da
região sejam ouvidos em decisões que impactam diretamente seus territórios e
modos de vida.
Fonte: Plantão 24horas News – Jornalista Queiroz Filho

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