sexta-feira, 6 de março de 2026

COMISSÃO DA CÂMARA APROVA PARECER FAVORÁVEL A PENSÃO PARA COLONOS DA TRANSAMAZÔNICA

A Câmara dos Deputados do Brasil deu um passo importante no reconhecimento de uma dívida histórica com colonos que participaram da ocupação da Amazônia nas décadas de 1970. No último dia 4 de março, a Comissão de Direitos Humanos Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou o parecer favorável ao Projeto de Lei nº 2952/2019, que prevê a criação de uma pensão especial destinada a trabalhadores levados pelo governo federal para projetos de colonização na região da Rodovia Transamazônica e da Rodovia BR-163 entre os anos de 1971 e 1974.

O parecer foi apresentado pela deputada Celia Xacriabá e trata de proposta de autoria do deputado Airton Faleiro. Pelo texto, os beneficiários poderão receber uma pensão vitalícia equivalente a dois salários mínimos, desde que comprovem não possuir meios de garantir a própria subsistência ou a de suas famílias.

A proposta busca reparar uma dívida histórica do Estado brasileiro com milhares de trabalhadores que migraram para a Amazônia incentivados por políticas de colonização do governo federal. Esses colonos enfrentaram condições precárias em regiões isoladas, contribuindo para a abertura de estradas, formação de comunidades e fortalecimento da economia local.

Com a aprovação na comissão, o projeto segue agora para análise da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. A tramitação ocorre em regime ordinário e a proposta está sujeita à apreciação conclusiva pelas comissões da Casa.

A mobilização em defesa da pensão para os colonizadores da Transamazônica começou em 2011, iniciativa que teve como um dos idealizadores o então secretário municipal de Agricultura de Uruará, Cirilo Nicolodi.

A expectativa de representantes dos colonos é que o projeto avance nas próximas etapas no Congresso Nacional, garantindo reconhecimento e dignidade às famílias que participaram de um dos mais marcantes processos de ocupação da Amazônia brasileira.

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