![]() |
| FOTO: MPPA |
A
medida judicial originou-se do procedimento administrativo instaurado para
acompanhamento permanente da política socioassistencial, que incluiu inspeções
técnicas e visitas institucionais realizadas no dia 26 de janeiro deste ano ao
Conselho Tutelar, ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e ao
Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
Após
as diligências, a Promotoria de Justiça promoveu reunião institucional com os
referidos órgãos e com a Secretaria Municipal de Assistência Social, com o
objetivo de buscar soluções administrativas para as irregularidades
constatadas.
![]() |
| Foto: MPPA |
Os
relatórios técnicos elaborados pelo Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar do
MPPA (GATI) apontaram que as condições de funcionamento das unidades
comprometem o sigilo dos atendimentos, a segurança de usuários e servidores e a
efetividade das políticas públicas voltadas à proteção integral de crianças e
adolescentes.
Apesar
das tentativas de solução extrajudicial, inclusive com a expedição de
recomendações ministeriais e a realização de reuniões interinstitucionais, o
Município permaneceu omisso quanto à adoção das providências necessárias.
Diante
da persistência do quadro de precariedade e do risco concreto de violação
continuada de direitos fundamentais, a promotora de Justiça Rayssa Kelly Duarte
de Paiva Firmo, ajuizou a Ação Civil Pública - visando a compelir o ente
municipal a reestruturar a Rede de Proteção, garantindo condições mínimas de
funcionamento, adequação da infraestrutura e recomposição das equipes técnicas,
em observância ao princípio da prioridade absoluta assegurada às crianças e
adolescentes.
Texto e fotos: Promotoria de
Justiça de Medicilândia, com edição de Patrick Dias. Ascom/MPPA.


Nenhum comentário:
Postar um comentário