Flagrante
aconteceu durante operação da Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (24).
Uma
denúncia anônima levou a polícia até o prédio localizado na Avenida Tancredo
Neves, em Altamira. Segundo a denúncia, o imóvel, construído recentemente,
estaria ligado diretamente à rede de energia, consumindo carga à revelia, o que
configura ligação clandestina.
Com
apoio de peritos da Polícia Científica do Pará, a irregularidade foi
confirmada. Além da ligação direta, a igreja teria modificado o medidor padrão,
o que é considerado ilegal conforme as normas da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), que estabelecem que apenas as concessionárias de energia
podem intervir nos medidores.
A
energia desviada era suficiente para manter, por um mês, 30 imóveis
residenciais. Após a confirmação da irregularidade, o responsável pela
administração do prédio foi conduzido pelos agentes até a delegacia para
prestar esclarecimentos. Este foi o segundo caso de ligação clandestina
registrado em Altamira no mesmo dia.
No
início da manhã, os agentes flagraram outra ligação clandestina feita
diretamente na rede para manter uma fábrica de gelo, no bairro Boa Esperança.
As ligações diretas sem registro do consumo de energia são consideradas crime
no Brasil, equiparado ao furto (Art. 155 do Código Penal), com pena de reclusão
de 1 a 4 anos e multa.
A
polícia orienta que qualquer suspeita de furto de energia seja denunciada pelos
números 181 ou 190, além do 0800-091-0196, disponibilizado pela distribuidora
de energia. A Equatorial Pará destaca que mantém ações contínuas de combate às
fraudes e de conscientização da população sobre os riscos e prejuízos causados
pelas ligações clandestinas.

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