PF
apura esquema que envolveu saque de R$ 5 milhões por PM
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| Vinicius Loures/Câmara dos Deputados |
Foram
cumpridos, na operação Igapó, 31 mandados de busca e apreensão no Pará e no
Distrito Federal, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal
Federal (STF).
Nas
buscas, foram apreendidos celulares e aparelhos eletrônicos. Houve ainda a
quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos.
As
investigações mostraram que havia um esquema de lavagem de dinheiro a partir de
recursos vindos de contratos públicos que seriam usados para fins eleitorais
“escusos”, segundo o ministro Flávio Dino, e para a aquisição de patrimônio.
O
esquema envolveria o coronel da Polícia Militar do Pará, Francisco Galhardo,
que chegou a ser preso ao sacar quase R$ 5 milhões de uma agência bancária no
estado em 4 de outubro de 2024 - dois dias antes das eleições municipais.
O
saque, segundo Flávio Dino, foi monitorado por Antônio Doido. “Não apenas tinha
conhecimento como estava monitorando a operação”, diz a decisão, que ainda
arremata: Francisco se utilizaria de um grupo de policiais militares para as
atividades suspeitas e a movimentação de altas quantias em espécie, sob a égide
do deputado federal.
Na
decisão, Flávio Dino ainda bloqueia as contas de 12 pessoas físicas e jurídicas
em valores que passam de R$ 17 milhões.
Os
crimes apurados são corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes
licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
No
início do mês, a Justiça Eleitoral no Pará tornou Antônio Doido inelegível por
oito anos por abuso político e econômico nas eleições de 2024. Dessa decisão,
ainda cabe recurso.
A
reportagem tenta contato com a defesa de Antônio Doido e demais envolvidos.
Por:
Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional
Fone:
Radioagência Nacional

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