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| Foto: Naldo Oliveira |
A sessão teve
início por volta das 9h e a Casa de Leis ficou lotada com famílias que, munidas
de cartazes e faixas, exigiam respostas das autoridades. Entre os manifestantes
estava o senhor Aguinaldo, morador do bairro Jatobá há dez anos, reassentado
durante a construção da usina. Ele relatou que a escassez de água é antiga e
continua prejudicando o dia a dia dos moradores. “A gente acorda, abre a
torneira e não tem água. São anos vivendo assim. As promessas nunca viram
solução”, afirmou.
Durante a sessão, houve momentos de tensão e bate-boca entre
parlamentares e populares. O presidente da Câmara precisou intervir e pedir
calma aos presentes, que insistiam para que os vereadores pressionassem o
Executivo Municipal e apresentassem medidas concretas para resolver a situação.
Um dos vereadores comentou sobre a possibilidade de privatização
do sistema de abastecimento — uma negociação iniciada na gestão municipal
anterior, segundo ele, sem consulta ou aprovação da população.
Além da crise hídrica, alguns moradores aproveitaram a
oportunidade para reivindicar melhorias em outras áreas, como políticas de
inclusão para crianças com autismo e direitos dos servidores públicos. No
entanto, a falta d’água permaneceu como principal pauta do protesto.
Entre os bairros mais afetados estão Jatobá, São Joaquim,
Laranjeiras, Água Azul e Casanova, todos pertencentes aos reassentamentos
construídos para realocar famílias que viviam em áreas de risco durante as
obras de Belo Monte. Apesar das reclamações frequentes e das promessas feitas
ao longo dos anos, os moradores afirmam que a água continua chegando fraca ou,
muitas vezes, não sai das torneiras por dias.
As informações são do Confirma Notícias e de relatos de moradores
e lideranças comunitárias.

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