Por
compromisso firmado com Alcolumbre, texto segue para o plenário
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| Foto: © LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL |
O
parecer do relator, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, era pela
inconstitucionalidade da proposta que previa autorização prévia da Câmara ou do
Senado para abertura de ação penal contra parlamentares. E em votação secreta.
Ao
ler o voto, Alessandro Vieira, reforçou que os motivos reais pelos quais alguns
parlamentares são favoráveis a essa PEC são outros. Que não se trata de
garantir a imunidade material, que é a de fala ou de discursos, mas sim de
manter outros interesses.
“Essa
é uma PEC que abre as portas, definitivamente, abre as portas do crime do
Congresso Nacional para o crime organizado. Trata-se do chamado desvio de
finalidade, patente no presente caso, uma vez que o real objetivo da proposta
não é o interesse público e tampouco a proteção do exercício da atividade idade
parlamentar. Mas sim atender aos anseios escusos de figuras públicas que
pretendem impedir ao menos ou ao menos retardar investigações criminais que
possam vir a prejudicá-los.”
Recuo de Sérgio Moro
“Eu
apresentei junto com vários pares uma emenda, cujo objetivo era muito claro,
reduzir a abrangência da proteção apenas para crimes contra honra e deixando
claro, inclusive, que crimes comuns nós não toleraríamos qualquer espécie de
outra proteção. Penso que poderíamos avançar, mas o relator não acolheu, não
vou insistir na PEC nesse momento.”
E
foi rebatido pelo senador petista, Fabiano Contarato:
“A
liberdade de expressão, ela não pode ser utilizada com para prática de crime. É
simples assim. Agora, qual o nexo causal entre eu proferir uma palavra dessa,
ofendendo uma outra pessoa, praticando o crime? Porque os crimes contra a honra
estão lá. Artigo 138 calúnia, 139 difamação e 140. Essa PEC tem que ser
sepultada de uma vez por todas.”
Protestos pelo Brasil
O
senador Humberto Costa, do PT, cobrou a conta da Câmara, que aprovou o texto na
semana passada resultando nos protestos de domingo (21) e resumiu:
“Quem
concorda com isso e a extrema direita concordou e defendeu isso, agora não está
com coragem de votar, mas defendeu isso, votou e comemorou. Até pai nosso
rezaram lá na Câmara dos Deputados. Então, a máscara efetivamente caiu e nós
precisamos enterrar.”
A
PEC foi rejeitada por unanimidade, mas, por compromisso firmado com o
presidente da Casa, Davi Alcolumbre, o texto segue para análise do Plenário. E
detalhe: durante a votação, as deputadas Fernanda Melchionna e Sâmia Bonfim, do
PSOL, entregaram um documento com mais de 1,5 milhão de assinaturas contra a
PEC da Blindagem.
Por:
Priscilla Mazenotti/Radio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional


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