Nova
tecnologia acelera cicatrização de feridas e não tem rejeição
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| © FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL |
A
decisão foi tomada pelo Ministério da Saúde depois do parecer favorável da
Conitec, a comissão nacional responsável pela incorporação de Tecnologias ao
SUS.
A
membrana amniótica é a camada interna da placenta, aquela bolsa com líquido
amniótico que reveste e protege o bebê na barriga da grávida.
O
médico e diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia e Angiologia, Antônio
Carlos de Souza, detalha as propriedades dessa membrana, como propriedades que
estimulam a formação de células novas e é, ainda, antimicrobiana.
Segundo
o médico, pessoas com diabetes têm maior tendência de desenvolver feridas nos
pés de difícil cicatrização, o chamado pé diabético.
Nesses
casos, a tecnologia acelera a recuperação quando comparada aos curativos padrão.
A
membrana amniótica é obtida por meio de doação com a autorização de mães que se
dispõem a doar. E o tecido apresenta uma grande vantagem.
Apesar
da grande contribuição dessa nova tecnologia, o médico alerta que não é um
tratamento que substitui os demais tratamentos.
Em
casos de alterações oculares, como pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o
tecido também reduz a dor e melhora a recuperação da superfície ocular.
Antônio
lembra ainda que existe um período de 180 dias para implementação do novo
tratamento no SUS, podendo ser prorrogado.
Segundo
o ministério da Saúde transplante de membrana amniótica na rede pública pode
beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano.
Por:
Oussama El Ghaouri/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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