Decisão
anula PL que limitava demarcação de terras indígenas
![]() |
| Foto: ARQUIVO/ANTÔNIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL |
Dois
anos após o STF declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a
analisar o tema. Em 2023, o Supremo considerou que o marco temporal é
inconstitucional. Além disso, a tese também foi barrada pelo presidente Lula,
que vetou parte de uma lei na qual o Congresso havia validado a regra. Mas, os
parlamentares derrubaram o veto de Lula.
Dessa
maneira, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm
direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da
promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na
época. O que foi rejeitado pela maioria dos ministros do STF, nesta
quarta-feira, no julgamento de ações protocoladas pelos partidos PL, PP e
Republicanos. As legendas pretendiam manter a validade do projeto de lei que
reconheceu a tese do marco temporal.
Por
outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas
também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da
tese.
Em
paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada uma
proposta de Emenda à Constituição que insere a tese do marco temporal na Carta
Magna.
Por:
Roberta Lopes/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional Com informações da Agência Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário