Texto
também prevê desconto para até R$ 7.350 mensais, além de uma tributação mínima
para pessoas com alta renda. Senadores devem analisar a proposta na tarde desta
quarta (5).
O
projeto também cria um desconto no IR para os contribuintes que ganham entre R$
5 mil e R$ 7.350 mensais (entenda aqui).
Para
compensar as reduções no imposto, o texto prevê uma tributação mínima para
pessoas com alta renda, criando uma alíquota progressiva de até 10% aos que
recebem mais de R$ 600 mil por ano (veja mais aqui).
Aprovado
pela Câmara por unanimidade no início de outubro, o projeto seguirá agora para
votação no plenário principal do Senado. A expectativa é de que o texto seja
analisado na tarde desta quarta.
A
proposta foi apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) em março deste ano. O Planalto trabalha para concluir a análise do texto
ainda neste ano, a fim de que a nova isenção passe a valer já em 2026.
Para
se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pelo conjunto dos senadores e
sancionado pelo presidente Lula. Para que as novas regras do IR passem a valer
já em 2026, é preciso que todo este processo esteja concluído até o final deste
ano.
Prioridade
do governo
O
prazo apertado foi um dos motivos que levaram o relator no Senado, Renan
Calheiros (MDB-AL), a não fazer mudanças no conteúdo do projeto construído na
Câmara por seu adversário político, o deputado Arthur Lira (PP-AL).
Renan
reconheceu que o texto precisa ser aprimorado, em especial nos pontos que
tratam das compensações, mas afirmou que é preciso ser "pragmático".
Isso porque eventuais mudanças no conteúdo da proposta obrigariam o texto a
voltar à Câmara dos Deputados.
Para
o parlamentar, este cenário "frustraria" a população e colocaria o
projeto sob "risco fatal".
Segundo
ele, a análise do texto pelos deputados foi "atípica". Em outras
ocasiões, o senador declarou que a proposta vinha sendo utilizada para
chantagear o governo Lula.
Fonte:
G1

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