quarta-feira, 29 de outubro de 2025

IBAMA FLAGRA CAÇADORES E DESMANTELA PONTE CLANDESTINA NA TERRA INDÍGENA ARARA, REGIÃO DE URUARÁ E MEDICILÂNDIA

Duas motos que estavam com os caçadores foram destruídas

As duas motocicletas utilizadas pelos
caçadores foram destruídas.
Durante uma operação de fiscalização realizada na última semana na Terra Indígena (TI) Arara, no sudoeste do Pará, agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagraram dois caçadores em atividade ilegal. Os suspeitos estavam armados com espingardas calibre .20, munições e armas brancas.

No momento da abordagem, os agentes encontraram um veado-campeiro fêmea abatido e mutilado. A espécie, nativa do Brasil, é protegida por lei, sendo proibida sua caça. Diante do flagrante, os caçadores foram autuados e responderão administrativamente por crime ambiental.

Armas de caçadores apreendidas durante operação
 na TI Arara (PA) - Foto: Divulgação/Ibama

As armas utilizadas e as motocicletas que acompanhavam os infratores foram apreendidas e, na sequência, inutilizadas pelas equipes de fiscalização, conforme previsto em legislação ambiental para atividades ilegais dentro de áreas protegidas.

Além do combate à caça ilegal, a operação também coibiu outros crimes ambientais na região. Um infrator foi autuado por criação de gado em área protegida, com desmatamento irregular que impedia a regeneração da vegetação nativa.

Ponte clandestina destruída por agentes na ação
 - Foto: divulgação/Ibama
Como parte das ações de proteção territorial, uma ponte clandestina que facilitava o acesso de caçadores, desmatadores e criadores de gado à Terra Indígena foi demolida, com o objetivo de dificultar a entrada de invasores.

Moradores da localidade também relataram que, na mesma semana, agentes do Ibama estiveram no travessão Km 155 Sul, zona rural de Uruará, na região conhecida como linha vermelha, onde foram entregues notificações em duas residências. Os ocupantes foram orientados a desocupar a área em um prazo de 30 dias.

A operação integra o trabalho do Grupo de Combate ao Desmatamento na Amazônia (GCDA), que reúne esforços do Ibama, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP).

As informações são da Assessoria de Comunicação Social do Ibama.

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